Cresça. Amadureça.
Seja responsável e respeite o próximo.
Estude, pesquise, se esforce.
Trabalhe. Ganhe dinheiro.
Seja bem sucedido.
Compre uma casa, case, faça filhos. Tenha uma família. Tenha um cachorro também.
Tenha um carro.
Recicle. Economize. Não polua.
Cuide-se. Alimente-se bem. Faça exercícios.
Não beba, não fume.
Esteja sempre bem vestido e seja educado.
Informe-se. Leia.
Ouça boa música.
Pague as contas em dia.
... mas às vezes, sabe?
Seja besta.
Josy
Autenticidade: original, criativo, audacioso
Prova de Química
Pergunta feita pelo Professor Fernando, da matéria Termodinâmica, no curso de Engenharia Química da FAETEC em sua prova final.
Este Professor é conhecido por fazer perguntas do tipo 'Por que os aviões voam?' Nos últimos exames, sua única questão nesta prova para a turma foi: 'O inferno é exotérmico ou endotérmico? Justifique sua resposta'
Vários alunos justificaram suas opiniões baseados na Lei de Boyle ou em alguma variante da mesma.
Um aluno, entretanto, escreveu o seguinte:
'Primeiramente, postulemos que o inferno exista e que esse é o lugar para onde vão algumas almas.
Agora postulemos que as almas existem; assim elas devem ter alguma massa e ocupam algum volume. Então um conjunto de almas também tem massa e também ocupa um certo volume. Então, a que taxa as almas estão se movendo para fora e a que taxa elas estão se movendo para dentro do inferno?
Podemos assumir seguramente que, uma vez que certa alma entra no inferno, ela nunca mais sai de lá. Logo, não há almas saindo.
Para as almas que entram no inferno, vamos dar uma olhada nas diferentes religiões que existem no mundo e no que pregam algumas delas hoje em dia.
Algumas dessas religiões pregam que se você não pertencer a ela, você vai para o inferno...
Se você descumprir algum dos 10 mandamentos ou se desagradar a Deus, você vai para o inferno.
Como há mais de uma religião desse tipo e as pessoas não possuem duas religiões, podemos projetar que todas as almas vão para o inferno.
A experiência mostra que poucos acatam os mandamentos.
Com as taxas de natalidade e mortalidade do jeito que estão, podemos esperar um crescimento exponencial das almas no inferno. Agora vamos olhar a taxa de mudança de volume no inferno.
A Lei de Boyle diz que para a temperatura e a pressão no inferno serem as mesmas, a relação entre a massa das almas e o volume do inferno deve ser constante. Existem, então, duas opções:
1) Se o inferno se expandir numa taxa menor do que a taxa com que as almas entram, então a temperatura e a pressão no inferno vão aumentar até ele explodir, portanto EXOTÉRMICO.
2) Se o inferno estiver se expandindo numa taxa maior do que a entrada de almas , então a temperatura e a pressão irão baixar até que o inferno se congele, portanto ENDOTÉRMICO.
Se nós aceitarmos o que a menina mais gostosa da FAETEC me disse no primeiro ano: 'Só irei pra cama com você no dia que o inferno congelar' e, levando-se em conta que AINDA NÃO obtive sucesso na tentativa de ter relações amorosas com ela, então a opção 2 não é verdadeira.
Por isso, o inferno é exotérmico.'
O aluno Thiago Faria Lima tirou o único 10 da turma.
CONCLUSÕES:
1) 'A mente que se abre a uma nova idéia jamais volta ao seu tamanho original.' (Albert Einstein)
2) 'A imaginação é muito mais importante que o conhecimento.' (Albert Einstein)
3) 'Um raciocínio lógico leva você de A a B. Imaginação leva você a qualquer lugar que você quiser.' (Albert. Einstein)
Pergunta feita pelo Professor Fernando, da matéria Termodinâmica, no curso de Engenharia Química da FAETEC em sua prova final.
Este Professor é conhecido por fazer perguntas do tipo 'Por que os aviões voam?' Nos últimos exames, sua única questão nesta prova para a turma foi: 'O inferno é exotérmico ou endotérmico? Justifique sua resposta'
Vários alunos justificaram suas opiniões baseados na Lei de Boyle ou em alguma variante da mesma.
Um aluno, entretanto, escreveu o seguinte:
'Primeiramente, postulemos que o inferno exista e que esse é o lugar para onde vão algumas almas.
Agora postulemos que as almas existem; assim elas devem ter alguma massa e ocupam algum volume. Então um conjunto de almas também tem massa e também ocupa um certo volume. Então, a que taxa as almas estão se movendo para fora e a que taxa elas estão se movendo para dentro do inferno?
Podemos assumir seguramente que, uma vez que certa alma entra no inferno, ela nunca mais sai de lá. Logo, não há almas saindo.
Para as almas que entram no inferno, vamos dar uma olhada nas diferentes religiões que existem no mundo e no que pregam algumas delas hoje em dia.
Algumas dessas religiões pregam que se você não pertencer a ela, você vai para o inferno...
Se você descumprir algum dos 10 mandamentos ou se desagradar a Deus, você vai para o inferno.
Como há mais de uma religião desse tipo e as pessoas não possuem duas religiões, podemos projetar que todas as almas vão para o inferno.
A experiência mostra que poucos acatam os mandamentos.
Com as taxas de natalidade e mortalidade do jeito que estão, podemos esperar um crescimento exponencial das almas no inferno. Agora vamos olhar a taxa de mudança de volume no inferno.
A Lei de Boyle diz que para a temperatura e a pressão no inferno serem as mesmas, a relação entre a massa das almas e o volume do inferno deve ser constante. Existem, então, duas opções:
1) Se o inferno se expandir numa taxa menor do que a taxa com que as almas entram, então a temperatura e a pressão no inferno vão aumentar até ele explodir, portanto EXOTÉRMICO.
2) Se o inferno estiver se expandindo numa taxa maior do que a entrada de almas , então a temperatura e a pressão irão baixar até que o inferno se congele, portanto ENDOTÉRMICO.
Se nós aceitarmos o que a menina mais gostosa da FAETEC me disse no primeiro ano: 'Só irei pra cama com você no dia que o inferno congelar' e, levando-se em conta que AINDA NÃO obtive sucesso na tentativa de ter relações amorosas com ela, então a opção 2 não é verdadeira.
Por isso, o inferno é exotérmico.'
O aluno Thiago Faria Lima tirou o único 10 da turma.
CONCLUSÕES:
1) 'A mente que se abre a uma nova idéia jamais volta ao seu tamanho original.' (Albert Einstein)
2) 'A imaginação é muito mais importante que o conhecimento.' (Albert Einstein)
3) 'Um raciocínio lógico leva você de A a B. Imaginação leva você a qualquer lugar que você quiser.' (Albert. Einstein)
do futuro...
porque o mundo está cheio de possibilidades
e eu não posso me contentar em ser só uma
coisa.
ou duas.
ser só mais uma.
uma coisa.
quero ser muitas. e não ser coisa alguma.
Josyane.
e eu não posso me contentar em ser só uma
coisa.
ou duas.
ser só mais uma.
uma coisa.
quero ser muitas. e não ser coisa alguma.
Josyane.
CH3CH2OH
Absorvo-te...
Entranha-me!
Venha doce ou ardido
Mas venha.
Corra pelas minhas veias
Tira-me a vergonha
Deixa-me ser eu
Venha forte!
Destrua-me
Gire meu mundo.
Seja a chave da loucura
Liberte meus demônios
E venha.
Josy
Entranha-me!
Venha doce ou ardido
Mas venha.
Corra pelas minhas veias
Tira-me a vergonha
Deixa-me ser eu
Venha forte!
Destrua-me
Gire meu mundo.
Seja a chave da loucura
Liberte meus demônios
E venha.
Josy
Poeminho do Contra
Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!
Mario Quintana
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!
Mario Quintana
Exigências da Vida Moderna
Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro.
E uma banana pelo potássio.
E também uma laranja pela vitamina C.
Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes.
Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água.
E uriná-los, o que consome o dobro do tempo.
Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão).
Cada dia uma Aspirina, previne infarto.
Uma taça de vinho tinto também.
Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso.
Um copo de cerveja, para… não lembro bem para o que, mas faz bem.
O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber.
Todos os dias deve-se comer fibra.
Muita, muitíssima fibra.
Fibra suficiente para fazer um pulôver.
Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente.
E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada.
Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia.
E não esqueça de escovar os dentes depois de comer.
Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax.
Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia.
Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia, mais as cinco comendo são vinte e uma.
Sobram três, desde que você não pegue trânsito.
As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia.
Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora (por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma).
E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar delas quando eu estiver viajando.
Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia para comparar as informações.
Ah! E o sexo.
Todos os dias, tomando o cuidado de não se cair na rotina.
Há que ser criativo, inovador para renovar a sedução.
Isso leva tempo e nem estou falando de sexo tântrico.
Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação.
Na minha conta são 29 horas por dia.
A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo tempo!!!
Tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os dentes. Chame os amigos e seus pais.
Beba o vinho, coma a maçã e dê a banana na boca da sua mulher.
Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e se sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésia.
Agora tenho que ir.
É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao banheiro.
E já que vou, levo um jornal…
Tcháu….
Se sobrar um tempinho, me manda um e-mail.
(Luis Fernando Veríssimo)
E uma banana pelo potássio.
E também uma laranja pela vitamina C.
Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes.
Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água.
E uriná-los, o que consome o dobro do tempo.
Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão).
Cada dia uma Aspirina, previne infarto.
Uma taça de vinho tinto também.
Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso.
Um copo de cerveja, para… não lembro bem para o que, mas faz bem.
O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber.
Todos os dias deve-se comer fibra.
Muita, muitíssima fibra.
Fibra suficiente para fazer um pulôver.
Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente.
E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada.
Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia.
E não esqueça de escovar os dentes depois de comer.
Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax.
Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia.
Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia, mais as cinco comendo são vinte e uma.
Sobram três, desde que você não pegue trânsito.
As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia.
Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora (por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma).
E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar delas quando eu estiver viajando.
Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia para comparar as informações.
Ah! E o sexo.
Todos os dias, tomando o cuidado de não se cair na rotina.
Há que ser criativo, inovador para renovar a sedução.
Isso leva tempo e nem estou falando de sexo tântrico.
Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação.
Na minha conta são 29 horas por dia.
A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo tempo!!!
Tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os dentes. Chame os amigos e seus pais.
Beba o vinho, coma a maçã e dê a banana na boca da sua mulher.
Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e se sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésia.
Agora tenho que ir.
É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao banheiro.
E já que vou, levo um jornal…
Tcháu….
Se sobrar um tempinho, me manda um e-mail.
(Luis Fernando Veríssimo)
Meu Jardim - Vander Lee
Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores
Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores
Refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores
Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores
Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho
Tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho
Tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho
Escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho
Estou podando meu jardim
Estou cuidando bem de mim
Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores
Refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores
Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores
Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho
Tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho
Tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho
Escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho
Estou podando meu jardim
Estou cuidando bem de mim
Eu
Não sinto, eu VIVO
dores, paixões, raivas, amizades, alegrias, agonias...
cada emoção como se fosse o ar que respiro.
Meu nome é INTENSIDADE.
Não gosto de regras, fujo do convencional.
O pouco me diverte. Mas só o muito me satisfaz.
O exótico me seduz. Mas logo me entedia.
A rotina me mata.
Preciso sempre do novo. Ou que o velho se renove.
Mentes pequenas me deprimem.
Ou me matam de rir. Depende do dia.
Meu nome é INSENSATEZ.
Jogos são interessantes.
Mas não os sustento a longo prazo. Canso.
Não gosto de perder tempo.
Prefiro as coisas claras, simples e diretas.
Meu nome é SINCERIDADE.
Das pessoas não espero, não peço, não exijo nada.
Delas quero só o que quiserem (e puderem) me dar.
Eu aceito. Ou não.
Aprendi a aceitar as pessoas como são.
Não quero mudar ninguém.
Não quero que tentem me mudar.
Mudanças verdadeiras só acontecem quando vêm de dentro
e cada um tem seu tempo.
Meu nome é RESPEITO.
Sou fiel ao que sinto.
Sou leal a quem sinto.
Desiludida que teima em ainda acreditar...
que as pessoas podem ser melhores.
que o mundo pode ser um bom lugar pra se viver.
que dias melhores virão. Pra sempre.
Meu nome é ROMANTISMO.
Sou como um pássaro que quando preso não canta.
Mas que quando solto, sempre volta a sua janela.
Meu nome é LIBERDADE.
Eu quero o mundo. E quero AGORA!
Meu nome é JOSYANE.
dores, paixões, raivas, amizades, alegrias, agonias...
cada emoção como se fosse o ar que respiro.
Meu nome é INTENSIDADE.
Não gosto de regras, fujo do convencional.
O pouco me diverte. Mas só o muito me satisfaz.
O exótico me seduz. Mas logo me entedia.
A rotina me mata.
Preciso sempre do novo. Ou que o velho se renove.
Mentes pequenas me deprimem.
Ou me matam de rir. Depende do dia.
Meu nome é INSENSATEZ.
Jogos são interessantes.
Mas não os sustento a longo prazo. Canso.
Não gosto de perder tempo.
Prefiro as coisas claras, simples e diretas.
Meu nome é SINCERIDADE.
Das pessoas não espero, não peço, não exijo nada.
Delas quero só o que quiserem (e puderem) me dar.
Eu aceito. Ou não.
Aprendi a aceitar as pessoas como são.
Não quero mudar ninguém.
Não quero que tentem me mudar.
Mudanças verdadeiras só acontecem quando vêm de dentro
e cada um tem seu tempo.
Meu nome é RESPEITO.
Sou fiel ao que sinto.
Sou leal a quem sinto.
Desiludida que teima em ainda acreditar...
que as pessoas podem ser melhores.
que o mundo pode ser um bom lugar pra se viver.
que dias melhores virão. Pra sempre.
Meu nome é ROMANTISMO.
Sou como um pássaro que quando preso não canta.
Mas que quando solto, sempre volta a sua janela.
Meu nome é LIBERDADE.
Eu quero o mundo. E quero AGORA!
Meu nome é JOSYANE.
Dona Felicidade
Dizem que Dona Felicidade mora longe dos sonhadores, mas não é verdade não! Dona Felicidade mora sempre onde colocamos os nossos sonhos. Uns, colocam seus sonhos em lugares muito altos, imaginam que ser feliz é possuir tudo, outros, já calejados pela vida e pelas lutas do dia a dia, aprenderam a colocar seus sonhos em lugares próximos, buscando realizar apenas um sonho de cada vez.
Dona Felicidade, ao contrário do que dizem as más línguas, não é exigente, não é "madame esnobe" que se esconde do povo, pelo contrário, Dona Felicidade é simples e muito humilde, é tão simples e tão humilde que as vezes está bem na nossa cara e não a enxergamos.
Quantas pessoas passam uma vida inteira procurando por ela e ela está bem na frente de seus narizes. Mas, tem uma coisa, Dona Felicidade exige que cada pessoa que deseja realmente encontrá-la, vá pessoalmente procurá-la, aí daqueles que entregam a sua felicidade na mão dos outros, aí daqueles que esperam que outras pessoas venham trazer a felicidade para suas vidas.
Pobre daqueles que investem as suas vidas em tentar mudar alguém, em consertar uma pessoa, em julgar outras... Dona Felicidade está sentada à sua frente, está pertinho de você, basta enxergar a vida com a lente da simplicidade, dar o primeiro sorriso (afinal Dona Felicidade é muito alegre), dar o primeiro passo para se libertar de qualquer tipo de escravidão (Dona Felicidade é a própria liberdade), parar de ser a vítima infeliz (Dona Felicidade não acredita em vítimas, acredita em ação e reação).
Por fim, Dona Felicidade manda um recado para você que por qualquer motivo esteja sofrendo, esteja triste, desanimado da vida "o tempo é o melhor remédio e melhor conselheiro" para qualquer situação, não julgue, deixe o tempo trazer a resposta.
Enquanto isso, lute pela sua felicidade, lembre-se que você é a parte mais importante de sua vida e muito importante para a própria vida.
Dona Felicidade, ao contrário do que dizem as más línguas, não é exigente, não é "madame esnobe" que se esconde do povo, pelo contrário, Dona Felicidade é simples e muito humilde, é tão simples e tão humilde que as vezes está bem na nossa cara e não a enxergamos.
Quantas pessoas passam uma vida inteira procurando por ela e ela está bem na frente de seus narizes. Mas, tem uma coisa, Dona Felicidade exige que cada pessoa que deseja realmente encontrá-la, vá pessoalmente procurá-la, aí daqueles que entregam a sua felicidade na mão dos outros, aí daqueles que esperam que outras pessoas venham trazer a felicidade para suas vidas.
Pobre daqueles que investem as suas vidas em tentar mudar alguém, em consertar uma pessoa, em julgar outras... Dona Felicidade está sentada à sua frente, está pertinho de você, basta enxergar a vida com a lente da simplicidade, dar o primeiro sorriso (afinal Dona Felicidade é muito alegre), dar o primeiro passo para se libertar de qualquer tipo de escravidão (Dona Felicidade é a própria liberdade), parar de ser a vítima infeliz (Dona Felicidade não acredita em vítimas, acredita em ação e reação).
Por fim, Dona Felicidade manda um recado para você que por qualquer motivo esteja sofrendo, esteja triste, desanimado da vida "o tempo é o melhor remédio e melhor conselheiro" para qualquer situação, não julgue, deixe o tempo trazer a resposta.
Enquanto isso, lute pela sua felicidade, lembre-se que você é a parte mais importante de sua vida e muito importante para a própria vida.
Intensidade sempre
Ama-me novamente, mesmo que eu te pareça demasiadamente intensa, desconexa, inexata, insensata, áspera demais, suave demais. Ama-me, pois quando jogarmos nossas redes ao mar quaisquer adjetivos estarão submersos, e engolidos pelos peixes, e enredados pelas águas, e enterrados, como tesouros às avessas, e então seremos nós, dois, crus, nus, sem estilística, sem léxico, sem sintaxe, sem nomes. Tu me chamarás como só tu sabes, com o nome pelo qual tu me rebatizaste e que só tu conheces, e abrirás minhas portas secretas, novamente, com a chave que portas contigo.
(desconheço autor)
(desconheço autor)
Entre tapas e beijos
"Tem gente que ama,
que vive brigando
E depois que briga acaba voltando
Tem gente que canta porque está amando
Quem não tem amor leva a vida esperando
Uns amam pra frente, e nunca se esquecem
Mas são tão pouquinhos que nem aparecem
Tem uns que são fracos, que dão pra beber
Outros fazem samba e adoram sofrer
Tem apaixonado que faz serenata
Tem amor de raça e amor vira-lata
Amor com champagne, amor com cachaça
Amor nos iates, nos bancos de praça
Tem homem que briga pela bem-amada
Tem mulher maluca que atura porrada
Tem quem ama tanto que até enlouquece
Tem quem dê a vida por quem não merece
Amores à vista, amores à prazo
Amor ciumento que só cria caso
Tem gente que jura que não volta mais
Mas jura sabendo que não é capaz
Tem gente que escreve até poesia
E rima saudade com hipocrisia
Tem assunto à beça pra gente falar
Mas não interessa o negócio é amar...
(Carlos Lyra e Dolores Duran)
que vive brigando
E depois que briga acaba voltando
Tem gente que canta porque está amando
Quem não tem amor leva a vida esperando
Uns amam pra frente, e nunca se esquecem
Mas são tão pouquinhos que nem aparecem
Tem uns que são fracos, que dão pra beber
Outros fazem samba e adoram sofrer
Tem apaixonado que faz serenata
Tem amor de raça e amor vira-lata
Amor com champagne, amor com cachaça
Amor nos iates, nos bancos de praça
Tem homem que briga pela bem-amada
Tem mulher maluca que atura porrada
Tem quem ama tanto que até enlouquece
Tem quem dê a vida por quem não merece
Amores à vista, amores à prazo
Amor ciumento que só cria caso
Tem gente que jura que não volta mais
Mas jura sabendo que não é capaz
Tem gente que escreve até poesia
E rima saudade com hipocrisia
Tem assunto à beça pra gente falar
Mas não interessa o negócio é amar...
(Carlos Lyra e Dolores Duran)
Aumente um ponto
Monto ao meu modo cada pedaço da história, conto ao meu jeito, reinvento meus momentos. Tenho medo de passar despercebida ou ser foco de distração.
Clareio meus negritos, rasgo minhas películas.
Eu me vejo essa mulher cheia de parágrafos, mas desconfio das percepções alheias. Tenho medo de que pulem minhas linhas ou cheguem rápido demais ao ponto final.
Não sei virar páginas, ainda que tenha as minhas viradas todos os dias.
Só minha capa é dura, por dentro adoraria ser devorada.
Onde existo inteira é fantasia da minha mente: o mundo não me enxerga e tampouco eu através dele.
Sou um conto e nem sei se meu.
Me conte aí pra ver se existo.
E se eu calar, acabar, for chata ou impossível de ser lida até o final?
Eu bem arrumada e escovada desfilo simplesmente: às vezes o enredo é tão superficial que nem eu quero saber meu final.
Nos diálogos de conquista, solto sempre uma besteira enorme e, por uma analogia às loiras burras do cinema antigo, me torno atraente e acessível.
Mas não tente comer papel, que embrulha o estômago.
Sou conto, não sou mulher.
Sexy como uma mulher nua em revista.
Interessante como entrevista.
Fútil como fofoca.
Prolixa como notícias que são sempre iguais.
Sou breve na vida das pessoas, pois em essência sou engraçada, leve e de mentira como uma crônica.
Sou três pontinhos, exclamação e interrogação. Tudo junto. Para os mais corajosos.
Sou romance, mas não costumo durar para a segunda edição.
Sou mistério: sofrido, complicado e melhor deixar para lá. Mas sempre uma pulga atrás da orelha de quem lê. No que vai dar isso tudo?
Na minha orelha, você leria: menina que não sabe se existe, sabe que ama, mas não sabe o quê, o porquê e até quando.
Sabe que é amada, mas faz de conta que não, porque é um livro de faz de contas.
Sabe que é feliz, mas faz de conta que não, para ser drama.
Complica tudo para transformar a vida num livro de aventuras.
Não sou auto-ajuda, porque quem pensa ter as respostas vive preso a elas.
Espero ansiosamente ser cabeceira de alguém especial, pois não agüento mais tantas traças.
(retirado daqui)
Clareio meus negritos, rasgo minhas películas.
Eu me vejo essa mulher cheia de parágrafos, mas desconfio das percepções alheias. Tenho medo de que pulem minhas linhas ou cheguem rápido demais ao ponto final.
Não sei virar páginas, ainda que tenha as minhas viradas todos os dias.
Só minha capa é dura, por dentro adoraria ser devorada.
Onde existo inteira é fantasia da minha mente: o mundo não me enxerga e tampouco eu através dele.
Sou um conto e nem sei se meu.
Me conte aí pra ver se existo.
E se eu calar, acabar, for chata ou impossível de ser lida até o final?
Eu bem arrumada e escovada desfilo simplesmente: às vezes o enredo é tão superficial que nem eu quero saber meu final.
Nos diálogos de conquista, solto sempre uma besteira enorme e, por uma analogia às loiras burras do cinema antigo, me torno atraente e acessível.
Mas não tente comer papel, que embrulha o estômago.
Sou conto, não sou mulher.
Sexy como uma mulher nua em revista.
Interessante como entrevista.
Fútil como fofoca.
Prolixa como notícias que são sempre iguais.
Sou breve na vida das pessoas, pois em essência sou engraçada, leve e de mentira como uma crônica.
Sou três pontinhos, exclamação e interrogação. Tudo junto. Para os mais corajosos.
Sou romance, mas não costumo durar para a segunda edição.
Sou mistério: sofrido, complicado e melhor deixar para lá. Mas sempre uma pulga atrás da orelha de quem lê. No que vai dar isso tudo?
Na minha orelha, você leria: menina que não sabe se existe, sabe que ama, mas não sabe o quê, o porquê e até quando.
Sabe que é amada, mas faz de conta que não, porque é um livro de faz de contas.
Sabe que é feliz, mas faz de conta que não, para ser drama.
Complica tudo para transformar a vida num livro de aventuras.
Não sou auto-ajuda, porque quem pensa ter as respostas vive preso a elas.
Espero ansiosamente ser cabeceira de alguém especial, pois não agüento mais tantas traças.
(retirado daqui)
Besteiras...
De ontem em diante serei o que sou no instante agora
Onde ontem, hoje e amanhã são a mesma coisa
Sem a idéia ilusória de que o dia, a noite e a madrugada
são coisas distintas
Separadas pelo canto de um galo velho
Eu apóstolo contigo que não sabes do evangelho
Do versículo e da profecia
Quem surgiu primeiro? o antes, o outrora, a noite ou o dia?
Minha vida inteira é meu dia inteiro
Meus dilúvios imaginários ainda faço no chuveiro!
Minha mochila de lanches?
É minha marmita requentada em banho Maria!
Minha mamadeira de leite em pó
É cerveja gelada na padaria
Meu banho no tanque?
É lavar carro com mangueira
E se antes, bem antes, um pedaço de maçã
Hoje quero a fruta inteira
E da fruta tiro a polpa... da puta tiro a roupa
Da luta não me retiro
Me atiro do alto e que me atirem no peito
Da luta não me retiro...
Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras, das besteiras e das besteiras que fizemos ontem.
(O Teatro Mágico)
Onde ontem, hoje e amanhã são a mesma coisa
Sem a idéia ilusória de que o dia, a noite e a madrugada
são coisas distintas
Separadas pelo canto de um galo velho
Eu apóstolo contigo que não sabes do evangelho
Do versículo e da profecia
Quem surgiu primeiro? o antes, o outrora, a noite ou o dia?
Minha vida inteira é meu dia inteiro
Meus dilúvios imaginários ainda faço no chuveiro!
Minha mochila de lanches?
É minha marmita requentada em banho Maria!
Minha mamadeira de leite em pó
É cerveja gelada na padaria
Meu banho no tanque?
É lavar carro com mangueira
E se antes, bem antes, um pedaço de maçã
Hoje quero a fruta inteira
E da fruta tiro a polpa... da puta tiro a roupa
Da luta não me retiro
Me atiro do alto e que me atirem no peito
Da luta não me retiro...
Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras, das besteiras e das besteiras que fizemos ontem.
(O Teatro Mágico)
Mood Moment
Analogia do dia.
Imagine que você carrega um grande saco de batatas nas costas. Você faz porque quer. Porque você sente que valha a pena. Porque em certos momentos, quando você pega algumas delas e as prepara fritas, cozidas, com molhos, souté... você acha tudo uma delícia. É de uma safra realmente muito boa. Você comeria essas batatas o resto da vida sem problemas!
Um peso de certa forma gostoso, já que lhe causa tanta satisfação saborear essas batatas vez em quando... mas ainda um peso, já que um saco de batatas é sempre pesado.
Aí um dia você resolve largar o saco pelo caminho. Você não quer mais carregar aquilo, a sensação apenas esporádica de saborear as batatas não lhe é mais interessante, visto que o peso do saco lhe causa dores a prazos bem mais longos. Você o solta e imediatamente volta a ter uma postura ereta diante da vida. É, as costas ainda doem muito, afinal tamanho saco de batatas há de marcar pra sempre sua coluna. Mas você está satisfeito por estar leve e disposto a experimentar novos sabores menos dolorosos.
Imagine que você carrega um grande saco de batatas nas costas. Você faz porque quer. Porque você sente que valha a pena. Porque em certos momentos, quando você pega algumas delas e as prepara fritas, cozidas, com molhos, souté... você acha tudo uma delícia. É de uma safra realmente muito boa. Você comeria essas batatas o resto da vida sem problemas!
Um peso de certa forma gostoso, já que lhe causa tanta satisfação saborear essas batatas vez em quando... mas ainda um peso, já que um saco de batatas é sempre pesado.
Aí um dia você resolve largar o saco pelo caminho. Você não quer mais carregar aquilo, a sensação apenas esporádica de saborear as batatas não lhe é mais interessante, visto que o peso do saco lhe causa dores a prazos bem mais longos. Você o solta e imediatamente volta a ter uma postura ereta diante da vida. É, as costas ainda doem muito, afinal tamanho saco de batatas há de marcar pra sempre sua coluna. Mas você está satisfeito por estar leve e disposto a experimentar novos sabores menos dolorosos.
Pensamentos...
Sabe quando vc finge estar sendo entrevistado em frente ao espelho do banheiro ou ganhando um Oscar de xampu no banho? Hoje resolvi falar um pouco de mim.
Um momento narcísico, talvez. Ou quem sabe uma auto-reflexão, que ao final poderá, inclusive, me dar algumas respostas que procuro.
23 anos recém completados. Muito? Pouco? Relativo. Mas bem vividos. Pelo menos ao olhar pra trás, consigo ver muita intensidade. Não, não vivi a 200/h, na verdade devo ter chegado a cento e poucos poucas vezes. Minhas loucuras sempre têm limite. Ah! Mas elas são muitas! E cada uma delas foi vivida com muita vontade. Tanto as boas, quanto as ruins. Tomo porres, falo bobagens, faço besteiras, danço viagens, digo verdades, pago micos, sofro dores. Morro de amores.
Sei que muitas das pessoas que me conhecem pouco têm uma impressão errada de mim. Na verdade, as que acham que me conhecem bem, não sabem nada. Só as que realmente me conhecem têm uma noção de quem eu sou.
Essa imagem distorcida é, em parte, culpa minha mesmo. Nunca fiz questão de transbordar simpatia de graça, sou apenas sincera e (nem sempre) educada. Nunca fiz questão de parecer santa, mas as bobagens homéricas que digo fazem as pessoas acharem coisas de mim que não são verdade, fazem elas esperarem de mim coisas que eu não faria. Confesso que essas incompreensões já me incomodaram, já atrapalharam relacionamentos... Hoje apenas me divirto com tudo isso.
Tenho em minha família os maiores amores da minha vida. Nem sempre me entenderam, nem sempre me apoiaram, muitas vezes encheram foi o saco! Mas nunca deixaram de estar ao meu lado. Tudo o tenho e sou devo a eles. Sem dúvida.
Meus amigos, desde os mais unha-e-carne até os que vejo de vez em qdo são minhas grandes paixões. Estar com eles, conversar, trocar idéias "cabeça" ou pura sacanagem, tomar uma cerveja, desabafar, dar e ouvir conselhos, sair pra curtir, me jogar no sofá de um deles pra assistir tv, fugir da aula pra fumar -passivamente- um cigarro... cada instante com eles eu tenho como uma dádiva. São esses pequenos momentos que fazem a minha vida valer a pena.
A escolha da minha profissão é uma grande incógnita. Tenho interesse por mil áreas, modestia a parte talento para a maioria delas, e apesar da Psicologia muitas vezes me parecer uma grande besteirada, não consigo largá-la. Ainda tenho muito o que aprender de teoria e prática, mas já pude constatar algumas vezes que talvez seja realmente essa minha vocação. Mas ainda não consigo me ver trabalhando com isso. É algo pra se trabalhar em terapia...
Amor? É... complicado. Já me apaixonei muitas vezes, já até perdi as contas. Costumo ter dedo podre com homem. Cada vez que me apaixono me jogo de cabeça de um trampolim, e sempre a quebro porque a piscina nunca está cheia o suficiente. Na verdade a cabeça é dura (e o coração é mole) e não aprende, nunca tive medo de amar. Mas só uma pessoa conseguiu, mesmo depois de tempos e de uma longa convivência, fazer meu coração bater mais rápido, me deixar sem graça, me fazer rir e chorar com a mesma facilidade. Dessa pessoa não consegui guardar mágoas ou alimentar raivas. Por essa pessoa eu engoli ciúmes só para vê-lo feliz, como ou com quem fosse. Dele eu abri mão, para não pedir mais do que ele podia me dar e nem viver de migalhas.
Quem me conhece um pouquinho que seja, sabe que eu tenho uma verdadeira patologia por gatos. É quase uma dependência mesmo. Amo. Adoro todos os bichos, curto de verdade a natureza, adoro programas naturebas, mas os gatos fazem parte da minha vida. Deve ser um lance karmico, vai saber. Minhas 5 filhas, além dos outros que já se foram e meus 7 afilhados são criaturas muito lindas. Cada um com uma personalidade instigante. Quem diz que gatos são traiçoeiros é porque nunca parou por 10 minutos pra observar suas atitudes. Interesseiros sim, falsos nunca! Um gato nunca se esfregará na perna de quem não gosta só pra ter comida. São carinhosos, divertidos, independentes... São realmente especiais.
Sou uma pessoa normal, com todas as psicopatologias possíveis. Tenho sonhos, desejos, medos, orgulhos, complexos, adoro carinho e ser amada. E em igual ou maior proporção -se é que essas coisas são mensuráveis- dou de volta. Sou compreensiva, adoro fazer as pessoas que gosto rirem, sou leal a quem amo (coisa que julgo mais importante que a fidelidade em si), sou impulsiva, compulsiva... Sou instável, me irrito fácil - principalmente na tpm-, mas tem vezes que absolutamente nada consegue me irritar. Minha "falta de excesso" de simpatia é conhecida como uma nuvem cinza que paira sobre minha cabeça. Adoro a noite e tudo o que ronda a boêmia. Ao mesmo tempo adoro o dia e todo o clima saudável que ele representa. Sou verdadeiramente um paradoxo. Na música e nas roupas não tenho um estilo definido. Gosto de tudo. Mas sempre varia com o dia, com o humor... Com o que quero ser naquele momento. Adoro ler, dançar, cantar, escrever e principalmente viver.
Quando me perguntam como me vejo no futuro, daqui a uns 10 anos... não sei responder. Quero encontrar um grande amor e com ele ter uma família... coisa de casa com um Labrador, dois filhos, um gato bem peludo no sofá, ter cafés-da-manhã como em comerciais de margarina, envelhecer junto, ter Natais com crianças brincando em volta da árvore querendo abrir os presentes antes da hora. Mas sabe? Família de filme americano é realmente uma grande utopia, e apesar de querer, nunca foi um objetivo de vida. Talvez pra não me frustrar, caso realmente não consiga ter um dia. Sonho viajar, conhecer vários lugares dentro e fora do Brasil. Pegar uma mochila e ir, simplesmente. O que na verdade eu espero, daqui a uns 10 anos e em diante, é ter me encontrado, como pessoa, mulher, profissional e estar feliz. Nunca completamente realizada, pra sempre ter o que buscar, mas feliz, independente do que a vida reservar pra mim.
Um momento narcísico, talvez. Ou quem sabe uma auto-reflexão, que ao final poderá, inclusive, me dar algumas respostas que procuro.
23 anos recém completados. Muito? Pouco? Relativo. Mas bem vividos. Pelo menos ao olhar pra trás, consigo ver muita intensidade. Não, não vivi a 200/h, na verdade devo ter chegado a cento e poucos poucas vezes. Minhas loucuras sempre têm limite. Ah! Mas elas são muitas! E cada uma delas foi vivida com muita vontade. Tanto as boas, quanto as ruins. Tomo porres, falo bobagens, faço besteiras, danço viagens, digo verdades, pago micos, sofro dores. Morro de amores.
Sei que muitas das pessoas que me conhecem pouco têm uma impressão errada de mim. Na verdade, as que acham que me conhecem bem, não sabem nada. Só as que realmente me conhecem têm uma noção de quem eu sou.
Essa imagem distorcida é, em parte, culpa minha mesmo. Nunca fiz questão de transbordar simpatia de graça, sou apenas sincera e (nem sempre) educada. Nunca fiz questão de parecer santa, mas as bobagens homéricas que digo fazem as pessoas acharem coisas de mim que não são verdade, fazem elas esperarem de mim coisas que eu não faria. Confesso que essas incompreensões já me incomodaram, já atrapalharam relacionamentos... Hoje apenas me divirto com tudo isso.
Tenho em minha família os maiores amores da minha vida. Nem sempre me entenderam, nem sempre me apoiaram, muitas vezes encheram foi o saco! Mas nunca deixaram de estar ao meu lado. Tudo o tenho e sou devo a eles. Sem dúvida.
Meus amigos, desde os mais unha-e-carne até os que vejo de vez em qdo são minhas grandes paixões. Estar com eles, conversar, trocar idéias "cabeça" ou pura sacanagem, tomar uma cerveja, desabafar, dar e ouvir conselhos, sair pra curtir, me jogar no sofá de um deles pra assistir tv, fugir da aula pra fumar -passivamente- um cigarro... cada instante com eles eu tenho como uma dádiva. São esses pequenos momentos que fazem a minha vida valer a pena.
A escolha da minha profissão é uma grande incógnita. Tenho interesse por mil áreas, modestia a parte talento para a maioria delas, e apesar da Psicologia muitas vezes me parecer uma grande besteirada, não consigo largá-la. Ainda tenho muito o que aprender de teoria e prática, mas já pude constatar algumas vezes que talvez seja realmente essa minha vocação. Mas ainda não consigo me ver trabalhando com isso. É algo pra se trabalhar em terapia...
Amor? É... complicado. Já me apaixonei muitas vezes, já até perdi as contas. Costumo ter dedo podre com homem. Cada vez que me apaixono me jogo de cabeça de um trampolim, e sempre a quebro porque a piscina nunca está cheia o suficiente. Na verdade a cabeça é dura (e o coração é mole) e não aprende, nunca tive medo de amar. Mas só uma pessoa conseguiu, mesmo depois de tempos e de uma longa convivência, fazer meu coração bater mais rápido, me deixar sem graça, me fazer rir e chorar com a mesma facilidade. Dessa pessoa não consegui guardar mágoas ou alimentar raivas. Por essa pessoa eu engoli ciúmes só para vê-lo feliz, como ou com quem fosse. Dele eu abri mão, para não pedir mais do que ele podia me dar e nem viver de migalhas.
Quem me conhece um pouquinho que seja, sabe que eu tenho uma verdadeira patologia por gatos. É quase uma dependência mesmo. Amo. Adoro todos os bichos, curto de verdade a natureza, adoro programas naturebas, mas os gatos fazem parte da minha vida. Deve ser um lance karmico, vai saber. Minhas 5 filhas, além dos outros que já se foram e meus 7 afilhados são criaturas muito lindas. Cada um com uma personalidade instigante. Quem diz que gatos são traiçoeiros é porque nunca parou por 10 minutos pra observar suas atitudes. Interesseiros sim, falsos nunca! Um gato nunca se esfregará na perna de quem não gosta só pra ter comida. São carinhosos, divertidos, independentes... São realmente especiais.
Sou uma pessoa normal, com todas as psicopatologias possíveis. Tenho sonhos, desejos, medos, orgulhos, complexos, adoro carinho e ser amada. E em igual ou maior proporção -se é que essas coisas são mensuráveis- dou de volta. Sou compreensiva, adoro fazer as pessoas que gosto rirem, sou leal a quem amo (coisa que julgo mais importante que a fidelidade em si), sou impulsiva, compulsiva... Sou instável, me irrito fácil - principalmente na tpm-, mas tem vezes que absolutamente nada consegue me irritar. Minha "falta de excesso" de simpatia é conhecida como uma nuvem cinza que paira sobre minha cabeça. Adoro a noite e tudo o que ronda a boêmia. Ao mesmo tempo adoro o dia e todo o clima saudável que ele representa. Sou verdadeiramente um paradoxo. Na música e nas roupas não tenho um estilo definido. Gosto de tudo. Mas sempre varia com o dia, com o humor... Com o que quero ser naquele momento. Adoro ler, dançar, cantar, escrever e principalmente viver.
Quando me perguntam como me vejo no futuro, daqui a uns 10 anos... não sei responder. Quero encontrar um grande amor e com ele ter uma família... coisa de casa com um Labrador, dois filhos, um gato bem peludo no sofá, ter cafés-da-manhã como em comerciais de margarina, envelhecer junto, ter Natais com crianças brincando em volta da árvore querendo abrir os presentes antes da hora. Mas sabe? Família de filme americano é realmente uma grande utopia, e apesar de querer, nunca foi um objetivo de vida. Talvez pra não me frustrar, caso realmente não consiga ter um dia. Sonho viajar, conhecer vários lugares dentro e fora do Brasil. Pegar uma mochila e ir, simplesmente. O que na verdade eu espero, daqui a uns 10 anos e em diante, é ter me encontrado, como pessoa, mulher, profissional e estar feliz. Nunca completamente realizada, pra sempre ter o que buscar, mas feliz, independente do que a vida reservar pra mim.
Medo
"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz."
Platão
Platão
Casamento é pra sempre?
"Estão casados há muito tempo, mas o que é muito tempo? Talvez um tempo que ultrapassou a excitação do desconhecimento mútuo, a alegre descoberta de afinidades, o êxtase diante do corpo alheio: agora já possuem todas as informações, o dossiê completo um do outro, com seus defeitos e virtudes. Aparentemente, nada mais há a descobrir. Dão-se bem, conversam com facilidade, riem juntos ainda, mas nada os diferencia de um bom casal de amigos. O que talvez seja uma trégua mais que bem-vinda, se o objetivo for este, a paz conjugal, nenhum grilo falante sussurrando no ouvido esquerdo: “é isso mesmo que você quer pro resto da vida?”
Se, ao invés de sim, a resposta for não, não é isso que quero pro resto da vida, não é um amigo dormindo na mesma cama com sua tosse e seu hálito, com suas manias diárias e seu comportamento previsível, não, não é isto que quero pro resto da vida, um bom-dia num tom de voz mais que conhecido, um boa-noite num bocejo, todos os dias do calendário vividos como se cumprissem uma agenda pré-programada, tudo igual e tudo correto, sem calafrios e sem dúvidas, sem medo e sem assombros, sem qualquer sobressalto, se a resposta for não, não é isso que quero, então por que continuar? Segundo Fabrício Carpinejar, grande poeta, a vida não é continuar, a vida é começar.
(...)
(Martha Medeiros)
Se, ao invés de sim, a resposta for não, não é isso que quero pro resto da vida, não é um amigo dormindo na mesma cama com sua tosse e seu hálito, com suas manias diárias e seu comportamento previsível, não, não é isto que quero pro resto da vida, um bom-dia num tom de voz mais que conhecido, um boa-noite num bocejo, todos os dias do calendário vividos como se cumprissem uma agenda pré-programada, tudo igual e tudo correto, sem calafrios e sem dúvidas, sem medo e sem assombros, sem qualquer sobressalto, se a resposta for não, não é isso que quero, então por que continuar? Segundo Fabrício Carpinejar, grande poeta, a vida não é continuar, a vida é começar.
(...)
(Martha Medeiros)
prazer
"O prazer nascendo dói tanto no peito que se prefere sentir a habituada dor ao insólito prazer.
A alegria verdadeira não tem explicação possível, não tem a possibilidade de ser compreendida - e se parece com o início de uma perdição irrecuperável.
Esse fundir-se total é insuportavelmente bom - como se a morte fosse o nosso bem maior e final, só que não é a morte, é a vida incomensurável que chega a se parecer com a grandeza da morte.
Deve-se deixar inundar pela alegria aos poucos - pois é a vida nascendo.
E quem não tiver força, que antes cubra cada nervo com uma película protetora, com uma película de morte para poder tolerar a vida.
Essa película pode consistir em qualquer ato formal protetor, em qualquer silêncio ou em várias palavras sem sentido.
Pois o prazer não é de se brincar com ele.
Ele é nós."
(Clarice Lispector)
A alegria verdadeira não tem explicação possível, não tem a possibilidade de ser compreendida - e se parece com o início de uma perdição irrecuperável.
Esse fundir-se total é insuportavelmente bom - como se a morte fosse o nosso bem maior e final, só que não é a morte, é a vida incomensurável que chega a se parecer com a grandeza da morte.
Deve-se deixar inundar pela alegria aos poucos - pois é a vida nascendo.
E quem não tiver força, que antes cubra cada nervo com uma película protetora, com uma película de morte para poder tolerar a vida.
Essa película pode consistir em qualquer ato formal protetor, em qualquer silêncio ou em várias palavras sem sentido.
Pois o prazer não é de se brincar com ele.
Ele é nós."
(Clarice Lispector)
eu
eu triste sou calada
eu brava sou estúpida
eu lúcida sou chata
eu gata sou esperta
eu cega sou vidente
eu carente sou insana
eu malandra sou fresca
eu seca sou vazia
eu fria sou distante
eu quente sou oleosa
eu prosa sou tantas
eu santa sou gelada
eu salgada sou crua
eu pura sou tentada
eu bela sou fútil
eu útil sou boa
eu à toa sou tua....
(Martha Medeiros)
eu brava sou estúpida
eu lúcida sou chata
eu gata sou esperta
eu cega sou vidente
eu carente sou insana
eu malandra sou fresca
eu seca sou vazia
eu fria sou distante
eu quente sou oleosa
eu prosa sou tantas
eu santa sou gelada
eu salgada sou crua
eu pura sou tentada
eu bela sou fútil
eu útil sou boa
eu à toa sou tua....
(Martha Medeiros)
eu e você
Eu e você frente a frente…
É o medo e o desejo;
É desconfiança e a esperança;
É o grito e o silêncio;
É o gelo derretendo no fogo…
Eu e você frente a frente
É ter sempre que me confrontar;
Encarar meus erros e as minhas razões…
As minhas verdades e as minhas ilusões;
Meu poder e a minha impotência;
A minha liberdade e os meus limites…
Quando eu estou na sua frente,
Eu sinto toda a minha dor,
Mas só na sua frente eu posso sentir todo o meu amor
(Luiz Antonio Gasparetto)
É o medo e o desejo;
É desconfiança e a esperança;
É o grito e o silêncio;
É o gelo derretendo no fogo…
Eu e você frente a frente
É ter sempre que me confrontar;
Encarar meus erros e as minhas razões…
As minhas verdades e as minhas ilusões;
Meu poder e a minha impotência;
A minha liberdade e os meus limites…
Quando eu estou na sua frente,
Eu sinto toda a minha dor,
Mas só na sua frente eu posso sentir todo o meu amor
(Luiz Antonio Gasparetto)
Para que serve uma relação?
Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.
Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo enquanto você prepara uma omelete, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio sem que nenhum dos dois se incomode com isso.
Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada e bonita a seu modo.
Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa.
Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem o corpo um do outro quando o cobertor cair.
Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro no médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.
"Uma relação serve para ambos serem felizes"
(Drauzio Varela)
Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo enquanto você prepara uma omelete, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio sem que nenhum dos dois se incomode com isso.
Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada e bonita a seu modo.
Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa.
Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem o corpo um do outro quando o cobertor cair.
Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro no médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.
"Uma relação serve para ambos serem felizes"
(Drauzio Varela)
“Mistérios Femininos”
Uma coisa especial ocorre com a mulher depois que ama.
Reparem, estou dizendo, depois que ama.
Não estou me referindo a ela enquanto está no ato do amor.
Disto se pode falar também, e a literatura a partir do romantismo e depois o cinema, modernamente, já tentaram de várias formas imular na relação amorosa como a mulher suspira, se contorce, desliza as mãos e entreabre a boca do corpo e da alma.
Mas, quando digo ”depois que ama“, refiro-me ao estado de graça que a envolve após o gozo ou gozos, e que perdura horas e horas e às vezes dias.
Fica macia que nem gata aos pés do dono.
Mais que gata, uma pantera doce e íntima.
Sua alma fica lisinha, sem qualquer ruga.
A vida não transcorre mais a contrapelo.
Desliza.
Ela tem vontade de conversar com as flores, com os pássaros, com o vento.
Sobretudo, descobre outro ritmo em sua carne.
É tempo do adágio, de calma e fruição.
Neste período, aliás, o tempo pára.
Em estado de graça ela se desinteressa do calendário.
O cotidiano já não a oprime.
As tarefas da casa, pesadas em outras ocasiões, tornam-se leves,
os compromissos mais enjoados podem ser acertados, as tragédias dos jornais já não lhe dizem tanto respeito.
O trabalho do escritório torna-se leve, pode ser feito quase cantando.
Algumas desenvolvem uma súbita necessidade de te undo com pratos sutilíssimos e saborosos.
O fato é que a mulher nessa atmosfera sai do trivial, se angeliza e glorificada pervaga pela casa.
O homem, animal desatento, às vezes não se dá conta.
Em geral, nunca se dá conta.
Ou dá-se conta nos primeiros minutos após o ato de amor,
e depois se deixa levar pela trivialidade, deixando-a solitária em sua felicidade clandestina.
Na verdade, ela sobre paira ao tempo, está adejando em torno do amado, que deveria suspender tudo para sentir desenhar-se
em torno de si esse balé de ternura.
Deveria o homem avisar ao escritório:hoje não posso ir, estou assistindo à reverberação do amor naquela que amo.
E como isto se assemelha à floração rara de certas plantas, os amados deveriam interromper tudo: seus negócios e almoços e ficarem ali, prostrados, diante da que celebra nela o que ele ajudou a deslanchar.
Já vi algumas mulheres assim. Era capaz de pressentir a 115m que elas estavam levitando de tanto amor que seus amados nelas desataram.
Há uma coisa grave na mulher que foi ao clímax de si mesma.
Que não esteja distraído o parceiro ou parceira.
Ela tem mesmo um perfume diverso das demais.
É um cio diferente.
É quando a mulher descerra em si o que tem de visceralmente fêmea, tranqüila que, mais que possuída, possui algo que atingiu raramente.
As outras mulheres percebem isto e a invejam.
(Affonso Romano Sant´ana)
Reparem, estou dizendo, depois que ama.
Não estou me referindo a ela enquanto está no ato do amor.
Disto se pode falar também, e a literatura a partir do romantismo e depois o cinema, modernamente, já tentaram de várias formas imular na relação amorosa como a mulher suspira, se contorce, desliza as mãos e entreabre a boca do corpo e da alma.
Mas, quando digo ”depois que ama“, refiro-me ao estado de graça que a envolve após o gozo ou gozos, e que perdura horas e horas e às vezes dias.
Fica macia que nem gata aos pés do dono.
Mais que gata, uma pantera doce e íntima.
Sua alma fica lisinha, sem qualquer ruga.
A vida não transcorre mais a contrapelo.
Desliza.
Ela tem vontade de conversar com as flores, com os pássaros, com o vento.
Sobretudo, descobre outro ritmo em sua carne.
É tempo do adágio, de calma e fruição.
Neste período, aliás, o tempo pára.
Em estado de graça ela se desinteressa do calendário.
O cotidiano já não a oprime.
As tarefas da casa, pesadas em outras ocasiões, tornam-se leves,
os compromissos mais enjoados podem ser acertados, as tragédias dos jornais já não lhe dizem tanto respeito.
O trabalho do escritório torna-se leve, pode ser feito quase cantando.
Algumas desenvolvem uma súbita necessidade de te undo com pratos sutilíssimos e saborosos.
O fato é que a mulher nessa atmosfera sai do trivial, se angeliza e glorificada pervaga pela casa.
O homem, animal desatento, às vezes não se dá conta.
Em geral, nunca se dá conta.
Ou dá-se conta nos primeiros minutos após o ato de amor,
e depois se deixa levar pela trivialidade, deixando-a solitária em sua felicidade clandestina.
Na verdade, ela sobre paira ao tempo, está adejando em torno do amado, que deveria suspender tudo para sentir desenhar-se
em torno de si esse balé de ternura.
Deveria o homem avisar ao escritório:hoje não posso ir, estou assistindo à reverberação do amor naquela que amo.
E como isto se assemelha à floração rara de certas plantas, os amados deveriam interromper tudo: seus negócios e almoços e ficarem ali, prostrados, diante da que celebra nela o que ele ajudou a deslanchar.
Já vi algumas mulheres assim. Era capaz de pressentir a 115m que elas estavam levitando de tanto amor que seus amados nelas desataram.
Há uma coisa grave na mulher que foi ao clímax de si mesma.
Que não esteja distraído o parceiro ou parceira.
Ela tem mesmo um perfume diverso das demais.
É um cio diferente.
É quando a mulher descerra em si o que tem de visceralmente fêmea, tranqüila que, mais que possuída, possui algo que atingiu raramente.
As outras mulheres percebem isto e a invejam.
(Affonso Romano Sant´ana)
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