Desde que me meti nesse mundo de relacionamentos me deparei várias vezes com dúvidas e questionamentos. Um dos motivos pelo qual resolvi fazer Psicologia; entender a dinâmica do amor e tudo o que pode (e não) levar a ele. A verdade é que em quase 5 anos de faculdade, foi o lugar onde menos aprendi sobre o que queria. Nada melhor do que ler sobre diversos assuntos sob perspectivas diferentes, conversar com pessoas de idades e mundos diferentes... Enfim, viver. Me considero, na verdade, até bem crua neste quesito, no auge dos meus 24 anos percebo que quanto mais leio, mais conheço pessoas e mais vivo... mais necessidade eu tenho de muito mais.
Minhas ultimas idéias sobre o mundo dos relacionamentos amorosos foram, em grande parte, desenvolvidas por meio de sábias palavras de um cara surpreendentemente jovem para tamanho conhecimento, sensibilidade e jeito com mulheres (ele pode ter a mulher que quiser, sério). O rapaz escreve em dois blogs;
um só dele e outro,
escrito por homens para homens. Este, por ser para homens aborda diversos assuntos, muitos dos quais não me despertou qualquer interesse, confesso. Porém os posts publicados pelo ser em questão tem algo de “dois gumes”: Enquanto uns o veem como “mestre”, outros sentem sono e nem chegam a terceira linha de suas idéias publicadas e ainda acham que ele deveria escrever em blogs de “mulherzinha” e não de homem. Percebe-se de longe que homens que se referem a mulheres como “mulherzinha” não é digno de mulher alguma, nem mesmo da que o pariu. Quanto a estas criaturas, um só comentário: Pobres seres limitados.
Mas também não quero fazer deste post uma homenagem, idolatria, babação-de-ovo ou defesa a
Gustavo Gitti, mas complementar suas idéias, sob minha singela perspectiva.
Sempre achei mais interessante ter amigos homens do que mulheres (não que não as tivesse, mas enquanto elas sonhavam com os caras, eu me infiltrava no meio deles), além é claro de ter quebrado a cara inúmeras vezes em relacionamentos. Então acredito que posso dizer que conheço um pouco de suas mentes (esteriotipada e generalizadamente falando)... pelo menos quanto a alguns aspectos e digo com certeza: eles não entendem nada de mulher.
Uns enganam e conseguem manter relacionamentos satisfatórios, outros só querem saber de encher sua listinha boba de conquistas que não acrescentam em nada suas vidas e outros, extremamente sensíveis e/ou sem atitude alguma são, talvez, os mais dignos de pena na minha opinião.
Mas vamos aos porquês...
O homem que engana como homem é mediano, medíocre, aquela coisa morna. Não desperta grandes sentimentos, nem mesmo a revolta. Para mulheres que querem um relacionamento comum e okay... Okay.
Os garanhões-don-juanescos despertam grandes sentimentos: loucura e tesão, mas também insegurança e frustração quando se percebe (geralmente tarde demais) que foram só mais uma.
Já os bundões... Bom, eles são bem bundões. São os bonachões, o "
Seu Merda". É aquele cara cujo único sentimento que desperta numa mulher é a irritação. Eles são bonzinhos demais, vivem a sombra da mulher que está ao seu lado, fazem exatamente o que ela quer. Por que eles acham que é isso o que queremos?
Mesmo tendo total consciência de que os homens detestam que digamos o que eles devem fazer, os bundões insistem em fazer o que queremos. Então, neste exato momento, somente neste momento em que está lendo este texto, você homem, seja bundão e faça o que lhe digo:
PARE DE FAZER O QUE SUA MULHER QUER. Pare de ser um bundão e seja um HOMEM. Um Homem no sentido de ser o masculino da relação.
E se você, homem bundão nunca entendeu porque mesmo reclamando da falta de sensibilidade dos homens, as mulheres sempre
preferem ficar com os “
cafas” ao invés de você, oh ser de tanta bondade e compreensão... pare e pense: as mulheres se modernizaram, já não ficam mais em casa cuidando dos seus filhos, da sua roupa e da sua comida, elas trabalham, matam um leão por dia. E nem pense em concluir seu pensamento “se elas agora trabalham e matam o leão, então eu fico bonzinho lhe oferecendo compreensão”... NÃO!!! Não é isso, seu bundão! Hoje matamos leões, mas ainda
somos mulheres! Não percebeu que os matamos de salto alto e ficamos tristes se quebramos a unha? Então pare de achar que quando sua mulher chega em casa ela quer uma “mulherzinha” ao seu lado.
Pelo contrário, se durante o dia ela usa seu lado masculino para trabalhar e manter sua independência, quando chega em casa o que ela quer é reencontrar sua feminilidade (sério, se quisesse ser homem o tempo todo não se depilaria, não se maquiaria, não assistiria Sex & the City e não ficaria horas ao telefone com as amigas – Por que você não vê o óbvio? – Mas se sua mulher realmente não anda fazendo essas coisas, sua situação é ainda mais grave, meu caro). Por isso elas preferem os cafas, porque se estes pecam por falta de sensibilidade, ao menos permitem que a mulher a tenha em excesso. Então por que você, bundão, não faz o óbvio? Por que não se torna de uma vez por todas o
Homem da relação quando é isso o que
ela realmente
quer e precisa?
Indo de um extremo ao outro... os cafas, os machões comedores.
Comem tantas mas não tem a sensibilidade de
saborear nenhuma. Comem gostoso, mas não sabem satisfazer o íntimo de nenhuma mulher. Não se permite mergulhar em seu mundo, para de fato aproveitá-lo...
Mas engana-se que o meio-termo entre esses dois seja o desejado. O meio-termo é o homem mediano e medíocre ao qual me referi anteriormente.
O homem sagaz que almejamos transcende tudo isso, assim como Gitti bem explica. Ele deve ir além da sensibilidade do bundão e da macheza do cafajeste.
Ele não tem que entender nossas neuras (essa é função das amigas e terapeutas), como se fossem coisas racionais (lembre-se: mulheres são o lado emocional da relação, não dá para racionalizar emoção). Como li e concordo plenamente, homens não têm que ouvir
O QUE dizemos, mas
COMO dizemos. Se eles perguntam o que queremos, não vamos saber dizer porque nem nós sabemos ao certo, então qualquer coisa dita, se acatada ao pé-da-letra, não trará satisfação à mulher. O homem que souber observar sua mulher não vai lhe perguntar nada. Terá
atitude: tomará as rédeas da situação e a surpreenderá. Veja bem, não estou dizendo para ser um ditador dono da verdade. Mas como o próprio Gitti exemplifica: o homem deve ser portar numa relação assim como na dança,
conduzindo, fazendo sua dama brilhar. Passando
segurança e firmeza. Não como uma sombra dela, mas como o pano-de-fundo da sua feminilidade.
E para quem acha o discurso muito feminista ou egoísta, onde só o homem contribui no relacionamento, perceba: tudo na vida tem o lado “bom” e o “ruim”; o “yin” e o “yang”; o polo positivo e o negativo. Isso se chama
equilíbrio. E como todo bom equilíbrio, só é possível se for cíclico e contínuo e assim devem ser os relacionamentos amorosos:
ambos oferecem para ambos receberem.
Os polos do relacionamento tomando suas devidas posições a tornará equilibrada. E então quando o homem, na mais absoluta firmeza, generosidade e devoção à sua amada, se tornar o masculino,
receberá dela, ao mesmo tempo,
o que ele quiser...