Incondicional


O que eu sinto por você é imutável.
Você é uma parte arrancada de mim.
Você é o meu cobertor
numa outra cama
esquentando um outro corpo.
Você é o meu sorriso sincero
sorrindo para um rosto que não é o meu.
Estarei sempre alerta
Sempre atenta
Sempre perto.
E por você eu daria a minha vida
E por você eu tenho vivido.
Você é o primeiro e último pensamento de todos os dias.
Você é a minha família numa foto rasgada.
Você é a minha família.
Você é meu.
Você É.

[Copiado daqui]

Quem são as pessoas de sucesso?

Marcos Cavalcanti - Para o Jornal O Globo

Em geral, achamos que as pessoas de sucesso são ricas e/ou têm acesso e destaque na mídia de massa (TV e jornal). O resultado de nossa pesquisa confirmou isso. Com isso, o universo das pessoas elegíveis nos faz concluir que poucas pessoas deram certo na vida. Na verdade, muito poucas.

Isso é uma loucura. Para cada Ayrton Senna, há dezenas de mecânicos e técnicos que contribuíram de maneira decisiva para as vitórias do grande piloto. Para cada Gerdau, há centenas de funcionários que não chegaram a ser gerentes, mas são felizes. Para cada Kaká, existem milhões de brasileiros anônimos que conseguem realizar seus sonhos. E essas pessoas são tratadas como uma multidão de fracassados.

Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de que não é ninguém porque não conhece o castelo de Caras ou não possui um carro importado nem um apartamento maravilhoso. Todo dia vejo porteiros semi-alfabetizados levando seus filhos para a escola. O Zé, porteiro aqui do prédio é um deles. O seu maior orgulho é poder contar que embora não tenha concluído o ciclo básico, conseguiu fazer seu filho mais velho entrar na Universidade. Conversei com esse filho esta semana e ele se mostrou super orgulhoso do pai que tem. Então, para mim, o Zé é um cara de sucesso!

A conseqüência de não valorizarmos as pessoas "comuns" é maior do que pensamos. Como aponta o consultor Roberto Shinyashiki, "O mundo corporativo virou um mundo de faz-de-conta, a começar pelo processo de recrutamento. É contratado o sujeito com mais marketing pessoal. As corporações valorizam mais a auto-estima do que a competência".

As pessoas decoram as respostas que devem ser dadas na entrevista de seleção e quem acaba contratado, via de regra, é a pessoa boa em conversar, em fingir, e não a mais competente. Como aponta Shinyashiki, o modelo de gestão adotado na maioria de nossas empresas "cria pessoas arrogantes, que não têm a humildade de se preparar, que não têm capacidade de ler um livro até o fim e não se preocupam com o conhecimento".

Todos os discursos e boa parte dos cursos procuram motivar as pessoas.

Claro que muitas equipes precisam de motivação, mas o maior problema no Brasil é falta de competência. Além do que, os incompetentes motivados são capazes de fazer besteiras monumentais!


O Caetano Veloso tem uma frase que para mim é uma síntese do Brasil.

Em 1968, quando o júri do festival da Record desclassificou sua música Alegria, Alegria, Caetano disse que "o júri é simpático, mas é incompetente". O brasileiro é, reconhecidamente, simpático. Morei na França por 5 anos e eles se acham (sobretudo os parisienses) antipáticos e nos reconhecem como um dos povos mais simpáticos do planeta.

Mas somos, em geral, incompetentes! Os vendedores não conhecem os produtos que vendem, o farmacêutico não é farmacêutico, atendentes não nos dão atenção e jogadores de futebol não conseguem falar três frases corretamente. Claro que isto é uma generalização redutora. A vida é muito rica e diversa do que esta afirmação genérica que fiz, mas acho que, em geral, é verdade.

Pior, como poucas pessoas conseguem ser elas mesmas e a maioria não consegue ter o que gostaria, parece que o objetivo de vida das pessoas passou a ser parecer... As pessoas parecem que sabem, parecem que fazem, parecem que atendem, parecem que se envolvem, parecem que acreditam. UHU!!!

Muito poucos são humildes para confessar que não sabem. A esperança de mudança continua sendo depositada em heróis. Quem vai salvar o Brasil?

O Lula ou o Meirelles. Quem vai salvar o time? O técnico ou o jogador. Quem vai salvar minha vida? O terapeuta. Será???

Não somos super-heróis nem super-fracassados... Uma das coisas boas de uma crise (econômica ou pessoal) é que ela pode nos ajudar a entender que somos os únicos responsáveis pela nossa própria vida e que só depende de nós nos libertar dessa tirania da aparência.

Uma das coisas que procuro fazer para tentar evitar essa tirania é observar atentamente as pessoas que cedem a ela. Toda vez que vou ao barbeiro procuro ler a revista Caras para tentar entender o que se passa na cabecinha daquelas pessoas. E reparei alguns traços em comum entre elas. Em geral são pessoas que gostam de aplauso e elogios públicos, precisam estar com alguém para se sentirem amadas e ter segurança e, em geral, lêem pouco (ou não lêem), e têm muitas atividades mas pouca reflexão. Vivem uma vida supostamente intensa e feliz, correndo de um lado para outro, atendendo celulares, correndo atrás de sonhos que não são verdadeiramente os delas...

Achamos que o sucesso são essas pessoas, como se o sucesso não tivesse um significado individual. Achamos que o certo é estar feliz todos os dias. Queremos comprar tudo o que pudermos (quando troquei de carro a secretária na Coppe me deu os "parabéns"... eu perguntei: por quê???). O resultado da pressa e desses valores é esse consumismo absurdo em que vivemos (olha o Natal aí, gente!! ou a Páscoa, o Dia dos Namorados, o dia da criança).

Por fim, ouvimos todos os dias os artistas, a mídia e os gurus dizerem para fazermos as coisas do jeito certo, como se houvesse um único caminho para se fazer as coisas, e eles fossem os únicos a conhecê-lo.

As metas podem ser interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade. Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito.

Tem gente que diz que não será feliz enquanto não comprar a casa própria, emagrecer ou casar, mas podemos ser felizes vendo a lua, o pôr do sol ou tomando sorvete; ficando em casa sozinho, estando com amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar, dando uma volta no quarteirão de casa, indo ao cinema ou deitado em silêncio ao lado da pessoa amada.

O Drauzio Varella conta que quando trabalhava com pacientes terminais ninguém se lamentava, na hora da morte, por não ter comprado o apartamento dos seus sonhos ou por ter aplicado o dinheiro em ações, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida. E se, ao invés de grandes projetos, a felicidade for feita de coisas pequenas? Não é?


O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes. O mundo precisa de Deus !!!

Temos sempre o suficiente ao nos suprirmos de Deus !!!

As lições de vida de Regina Brett

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Na dúvida, apenas dê o próximo pequeno passo.
3. A vida é muito curta pra perdermos tempo odiando alguém.
4. Não se leve tão a sério. Mais ninguém leva.
5. Pague seus cartões de crédito todo mês.
6. Você não tem que vencer todo argumento. Concorde para discordar.
7. Chore com alguém. É mais curador do que chorar sozinho.
8. Tudo bem ficar zangado com Deus. Ele aguenta.
9. Economize para sua aposentadoria começando com seu primeiro salário.
10. Quando se trata de chocolate, resistência é em vão.
11. Faça as pazes com seu passado para que ele não estrague seu presente.
12. Tudo bem deixar seus filhos vê-lo chorar.
13. Não compare sua vida com as dos outros. Você não tem idéia do que se trata a jornada deles.
14. Se um relacionamento tem que ser segredo, então você não deveria estar nele.
15. Tudo pode mudar num piscar de olhos. Mas não se preocupe; Deus nunca pisca.
16. A vida é muito curta para longas lamentações. Viva ocupado, ou morra ocupado.
17. Você pode passar por tudo, se você se manter firme hoje.
18. Um escritor escreve. Se você quer ser um escritor, escreva.
19. Nunca é tarde para se ter uma infância feliz. Mas a segunda só depende de você e mais ninguém.
20. Quando se trata de ir atrás do que você ama na vida, não aceite 'não' como resposta.
21. Acenda velas, coloque os lençóis bonitos, use a lingerie elegante. Não guarde para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Se prepare bastante, depois vá com a maré.
23. Seja excêntrico agora. Não espere ficar velho para usar roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém é responsável pela sua felicidade, exceto você.
26. Encare cada chamado 'desastre' com as seguintes palavras: "Em cinco anos vai importar?"
27. Sempre escolha a vida.
28. Perdoe todos e tudo.
29. O que as outras pessoas pensam sobre você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.
31. Indepedentemente de a situação ser boa ou ruim, irá mudar.
32. Seu trabalho não cuidará de você quando você estiver doente. Seus amigos sim. Mantenha contato.
33. Acredite em milagres.
34. Deus te ama por causa de quem Ele é, não pelo que vc fez ou deixou de fazer
35. O que não te mata realmente te deixa mais forte.
36. Envelhecer supera a alternativa - morrer jovem.
37. Seus filhos só têm uma infância. Torne-a memorável.
38. Leia os salmos. Eles cobrem toda emoção humana.
39. Saia todo dia. Milagres estão esperando em todos os lugares.
40. Se todos jogássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos os de todo mundo, pegaríamos os nossos de volta.
41. Não faça auditoria com sua vida. Apareça e faça o melhor dela agora.
42. Livre-se de tudo o que não é útil, bonito ou prazeroro.
43. Tudo o que realmente importa no final é que você amou.
44. Inveja é perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
45. O melhor ainda está por vir.
46. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se e mostre-se.
47. Respire fundo. Isso acalma a mente.
48. Se você não pedir, não vai ter.
49. Produza;
50. A vida não vem com um laço, mas ainda é um presente.

Crônica do Amor

Por Arnaldo Jabor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

Quero - Carlos Drummond Andrade

Quero que todos os dias do ano
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.

Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte,
como sabê-lo?

Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao não dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.

Exijo de ti o perene comunicado.
Não exijo senão isto,
isto sempre, isto cada vez mais.
Quero ser amado por e em tua palavra
nem sei de outra maneira a não ser esta
de reconhecer o dom amoroso,
a perfeita maneira de saber-se amado:
amor na raiz da palavra
e na sua emissão,
amor
saltando da língua nacional,
amor
feito som
vibração espacial.

No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me,
que nunca me amastes antes.

Se não me disseres urgente repetido
Eu te amoamoamoamoamo,
verdade fulminante que acabas de desentranhar,
eu me precipito no caos,
essa coleção de objetos de não-amor.

Deus

Eu imagino Deus como a fonte de toda a energia que criou e que mantém o equilíbrio do universo. Eu vejo Deus na flor, e na abelha que suga o néctar da flor pra produzir o mel. Eu vejo Deus no pássaro que devora a abelha e no homem que devora o pássaro. E no verme que devora o homem. Eu vejo Deus em cada estrela no céu nas minhas noites nas pousadas. E nos olhos tristes de cada boi ruminando na envernada. Eu só não vejo Deus é no homem que devora o homem. Por isso acho que ainda tenho muito o que aprender nesses caminhos da vida.
(Palavras de um peão de boiadeiro, conhecido como o filho do diabo, que se casou com uma santa, numa roda de viola, numa dessas pousadas da vida...)

Benedito Ruy Barbosa
(Último capítulo d'O Paraíso)

" 'Pra sempre' sempre acaba..."

Eu sou esse torrencial incontido que transborda para todos os lados, se esvai, deságua para um lado, escorre para outro. Eu quero repousar em algum lugar para finalmente me juntar inteira e sentir meu tamanho. Você pode ser esse lugar?



O reconhecimento da impermanência não nos impede de dizer: “Eu te amo e te quero pra sempre!”. Nós vamos falar isso com toda a força, mesmo sabendo que é uma grande mentira, ou justamente porque é uma grande mentira!





(Não dois, não um)

Balada de um coração desconcertado

Para ela, todo homem era um canalha. Todos mentiam, dissimulavam, escondiam-se. Ora no medo, ora na covardia.

Para ela, todo homem era menos homem do que podia ser: não olhavam no olho dizendo com o olhar o que de fato o olho via. Passavam outra mensagem para enganar o cérebro. Deles e dela.

Para ela, todo homem tinha verdadeira paúra de ser verdadeiro. Não se sentiam à vontade nus. Que fossem tímidos, vá lá, mas assim, tão irritantemente inverídicos? Difícil de acreditar que fosse natural. Eles eram naturalmente assim, digamos, esquisitos. E, para ela, a esquisitice não parava aí: eles tinham códigos próprios, em sua maioria indecifráveis, capazes de concorrer em grau de dificuldade com quaisquer hieróglifos. Isso para não falar da caligrafia. Eram mesmo ilegíveis.

Para ela, todo homem lavava o rosto de manhã com uma porção generosa de complicação, ainda que com cheiro de hortelã. Mas eles também eram tão absurdamente objetivos que o paradoxo virava um nó gigante e para sempre indesatável, de enforcar qualquer tentativa de compreensão.

Para ela, todo homem enganava, traía, se aproveitava — das situações e dela. Corriam da fidelidade como se todos os dias fosse São Silvestre. Nisso, ela admitia, eles eram bem rápidos, assim como no raciocínio e na arte do sumiço.

Para ela, todo homem não valia nem um dos números do telefone dela, que, infelizmente, não tinha zero. Tinham incertezas flutuantes a deriva, desejos múltiplos e simultâneos por todas as mulheres do mundo, paixão por jipe na garagem, dicionário próprio, descontrole emocional impetuoso ou controle insensível e frio das próprias emoções. Todos uns malabaristas desequilibrados e mulherengos, com alergia a compromisso ou ao simples conceito de exclusividade.


Para ela, todo homem era isso: genética embutida num DNA distorcido e infeliz, numa química mal explicada que podia explodir a qualquer momento, sem manual de instruções. Sempre querendo impressionar com uma espontaneidade premeditada, mas incrivelmente perfumados num fanatismo esportivo de dar nos nervos.

Para ela, todo homem era generalização, conteúdo pouco original diluído em massa, estatisticamente comprovado como sendo de valor questionável, que não merece aplicação ou investimento. Tinha cansado de ver casos e mais casos da espécie que, mais dia, menos dia, apresentavam os sintomas. Mas quem caía doente era sempre ela. Por isso tinha desistido de antídoto. O caso era mesmo crônico.

Para ela, todo homem era uma decepção em potencial quando não um doido neurótico. Uns passivamente calados, morando no mundo aéreo e distante das idéias; outros tagarelas insistentes soltando insensatez a torto e a direito. Era tão mais fácil falarem a verdade, abrirem o jogo, os olhos, o coração; dizerem sinceramente o que sentiam, com todas as letras, sílabas, palavras, gestos, beijos e abraços. Para ela, os homens não sabiam abraçar senão o próprio egoísmo e não se esforçavam para entendê-la com o mesmo afinco com que tentavam tirar a aliança do dedo enquanto escondiam a mão no bolso.

Para ela, todo homem era um joão-vai-com-os-outros, disparando intimidades hiperbólicas em rodas bêbadas de amigos sóbrios demais para saber que ela existia.

Mas, um dia, sua teoria foi traída pela prática, e ela ouviu um olhar sincero vindo em sua direção. E viu palavras tão descomedidamente reais atingindo suas inquietações, que tremeu. De medo ou de covardia, embaraçada em seu próprio vocabulário. E sentiu-se complicar, dizendo com o olhar coisas diferentes do que a boca dizia com gosto de hortelã. Travou sua espontaneidade, engoliu a caligrafia em monossílabos ressecados de timidez, soltou disparates e refreou a sinceridade numa paralisia incrédula. Não podia mesmo ir falando tudo assim, aquele monte de sentimentos em dia de feira, porque isso passa outra mensagem para o cérebro deles, o dela sabia.

Daquele dia em diante, para ela, todo homem era apaixonantemente desafiador. Então, ela se desequilibrou de seu malabarismo defensivo e deixou-se cair. Inebriada, caiu numa particularidade, dessas de neutralizar impressões. Ficou tão desconcertada com aquela exceção que nunca mais teve conserto. E, mesmo suspirando dúvidas, respirou uma certeza absoluta: ele podia ser homem, mas, para ela, ele era único.

[Copiado daqui]

presença da ausência...

saudade que não cala...

seguindo caminhos diferentes
não te encontrando
em outros risos, outros timbres.


será que uma hora essa abstinência vai passar?

'Ninguém é insubstituível'

Sala de reunião de uma multinacional. O CEO nervoso fala com sua equipe de gestores, agita as mãos mostra gráficos e olhando nos olhos de cada um ameaça:

- Ninguém é insubstituível!

A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio, os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça, ninguém ousa falar nada.
De repente um braço se levanta e o CEO se prepara para triturar o atrevido:

- Alguma pergunta?

- Tenho sim. E Beethoven?

- Como Beethoven? - O CEO, um tanto confuso encara o gestor.

- O senhor disse que ninguém é insubstituível, quem substituiu Beethoven?

Silêncio...

Ouvi essa história esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que quando sai um é só encontrar outro para por no lugar.

Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Dorival Caymmi? Garrincha? Michael Phelps? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Faria Lima ? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Os Rolling Stones?; Janis Joplin? Jimi Hendrix? Entre tantos outros!

Todos esses talentos marcaram a História fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem - ou seja - fizeram seu talento brilhar. E portanto são sim insubstituíveis.

Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar 'seus gaps'.
Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranoico. O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.
Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

Se você ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo e Gisele Bundchen por ter nariz grande.

E na sua gestão o mundo teria perdido todos esses talentos.



*Célia Spangher

Migalhas

Interpretação: Simone
Composição: Erasmo Carlos

Sinto muito mas não vou medir palavras
Não se assuste com as verdades que eu disser
Quem não percebeu a dor do meu silêncio
Não conhece o coração de uma mulher
Eu não quero mais ser da sua vida
Nem um pouco do muito de um prazer ao seu dispor
Quero ser feliz
Não quero migalhas do seu amor
Do seu amor

Quem começa um caminho pelo fim
Perde a glória do aplauso na chegada
Como pode alguém querer cuidar de mim
Se de afeto esse alguém não entende nada
Eu não quero mais ser da sua vida
Nem um pouco do muito de um prazer ao seu dispor
Quero ser feliz
Não quero migalhas do seu amor
Do seu amor

Não foi esse o mundo que você me prometeu
Que mundo tão sem graça
Mais confuso do que o meu
Não adianta nem tentar
Maquiar antigas falhas
Se todo o amor que você tem pra me oferecer são migalhas
Migalhas

Eu não quero mais ser da sua vida
Nem um pouco do muito de um prazer ao seu dispor
Quero ser feliz
Não quero migalhas do seu amor
Do seu amor
Sinto muito mas não vou medir palavras
Sinto muito

Reverência ao destino:

"Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.

Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.

Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso.
E com confiança no que diz.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer ou ter coragem pra fazer.

Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende.
E é assim que perdemos pessoas especiais.

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.

Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.
Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.

Fácil é dizer "oi" ou "como vai?"
Difícil é dizer "adeus", principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...

Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida.
Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.

Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só.
Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar, e aprender a dar valor somente a quem te ama.

Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência, acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.

Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las.
Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.

Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta ou querer entender a resposta.

Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.

Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma, sinceramente, por inteiro.

Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.

Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém, saber que se é realmente amado.

Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.

Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata."

Carlos Drummond de Andrade

Adão e Eva

Eva caminhava pelos jardins do Paraíso com uma expressão bastante deprimida.

Neste momento, ouviu a voz de Deus, que lhe perguntava: "O que está errado em sua vida?".

Eva respondeu que não tinha ninguém com quem conversar.

Deus, que gostaria de vê-la contente, disse que poderia criar um companheiro, ao qual daria o nome de "homem".

"Farei o melhor possível para que você não fique sozinha", continuou Deus. "Mesmo assim, não prometo muito, já que você recebeu o melhor. E não devo fazer duas coisas iguais. Esta nova criatura será incompleta, com uma costela a menos. Mentirá muito e, quando sentir-se inseguro, terá uma atitude arrogante".

"Nenhuma qualidade?".

"Estou pensando. Talvez, para que você não tenha que se preocupar com alimentação, ele será mais hábil na hora de correr atrás dos animais. Entretanto, não fique impressionada se, antes de entregá-los para serem comidos, você tiver que escutar uma séria de histórias sobre sua destreza e coragem.".

"Pelo menos irá matar também a monotonia deste Paraíso". disse Eva.

"Concordo, mas ele será muito infantil e encontrará prazer em coisas estúpidas, como brigas e pontapés em uma bola."

"Mesmo assim ainda é melhor do que ficar sozinha o dia inteiro." insistiu Eva.

Deus pensou, pensou de novo e disse, finalmente: "Está bem. Mas, como além de tudo ele será muito vaidoso, preciso estabelecer uma condição".

"E qual será esta condição?".

"Você, Eva, terá que deixar que ele acredite que foi criado primeiro!".

enough, enough now.

convença-te a ti mesmo
que não queres mais ele
acredita que conseguirás
seguir em frente,
filha da puta!

mais uma vez... de novo...

Eu não vou gostar de você porque sua cara é bonita
O amor é mais que isso
O amor talvez seja uma música que eu gostei e botei numa fita
Eu não vou gostar de você porque você acredita
O amor é mais que isso
O amor talvez seja uma coisa que até nem sei se precisa ser dita

Deixa de tolice, veja que eu estou aqui agora
inteiro, intenso, eterno, pronto pro momento e você cobra
Deixa de bobagem, é claro, certo e belo como eu quero
O corpo, a alma, a calma, o sonho, o gozo, a dor e agora pára

Será que é tão difícil aceitar o amor como é
E deixar que ele vá e nos leve pra todo lugar
Como aqui

Será melhor deixar essa nuvem passar
E você vai saber de onde vim, aonde vou
E que eu estou aqui

“Tá tão difícil fingir que tá fácil!”

Outro dia, fizemos uma confraternização entre o pessoal da editora para a qual faço alguns trabalhos. Era um daqueles dias lindos, onde todos se disponibilizam para o riso e os abraços. Estávamos num sítio e os homens e meninos resolveram jogar bola, enquanto as mulheres assistiam e riam da falta de preparo físico deles...

Claro que o objetivo era a diversão e tudo acontecia assim. Num determinado momento, aproximei-me das grades da quadra, perto da trave. Para a minha surpresa, veio um deles, agarrou-se na grade e confessou, exausto, suando, como quem pede socorro: “Ai, tá tão difícil fingir que tá fácil!”

A confissão foi tão espontânea e inesperada que comecei a rir, mas imediatamente tive um insight, “caiu uma ficha”, como dizem. Pensei comigo mesma: é realmente muito difícil, em alguns momentos de nossa vida, fingir que tá fácil, mas ainda assim a gente insiste em fingir, sem se dar conta de que isso só aumenta mais a dificuldade, tanto a física, quanto a mental e, principalmente, a emocional.

Fica fazendo cara de feliz e até sorrindo feito bobo, só pra disfarçar a dor que lateja por dentro, a tristeza que machuca sem parar, a mágoa por algo que aconteceu e não sabemos o que fazer com a realidade.

Talvez um emprego que perdemos ou nem conseguimos conquistar; um amor que acabou ou que nem começou; um amigo ou irmão com quem brigamos e não sabemos como fazer as pazes; uma raiva absurda que toma conta da gente por causa de uma situação em que nos sentimos contrariados, diminuídos, humilhados...

Enfim, muitas vezes, vivemos situações que nos provocam o desejo de xingar, gritar, esbravejar, argumentar e chorar feito criança, sem se importar com as caretas, as lágrimas, o barulho... só chorar, chorar e chorar até pegar no sono... Mas não! Não nos permitimos amolecer. Permanecemos durões, engolindo a dor a seco, sentindo a tristeza passar pela garganta como se fosse espinha de peixe enroscada... arranhando, incomodando, doendo mais. E lá estamos nós... fingindo que está fácil!

Pois bem, não sei quanto a você, mas estou decidida, cada vez mais, a mostrar o que sinto, mesmo sabendo e confessando que também não é nada fácil. No entanto, é bem mais fácil se expor e mostrar os sentimentos, tentando digeri-los e transformá-los em aprendizado, do que fingir, camuflar, parecer sem ser, viver sem se aprofundar, amar sem ser intenso, sentir sem se entregar.

Não estou, de forma alguma, sugerindo que você alimente sentimentos como raiva, tristeza e desesperança. Muito pelo contrário: estou sugerindo que você os assuma, sinta-os e, assim, possibilite o fim de cada um deles. Porque enquanto a gente finge que não está sentindo, eles continuam lá, enroscados. Mas quando a gente se assume e os expõe, eles passam, acabam, vão embora. Claro que, sobretudo, este tem de ser o nosso objetivo!

Aproveito, então, para sugerir: pare de fingir. Pare de sustentar um ego que só te faz ser quem você não é (ou seja, ninguém!) e te distancia de sua verdadeira essência. Pare de se importar tanto com o que vão pensar sobre você e se concentre mais na sua humanidade, na sua vontade de crescer e se tornar melhor, lembrando sempre de que a gente só consegue sair de um lugar e chegar a outro quando tem consciência de onde está e, sobretudo, para onde deseja ir.

Que você vá além e ultrapasse qualquer caminho que não seja o seu. Saia do fingimento e vá para o autêntico, porque só assim é que a vida vale a pena e é só aí que o amor encontra espaço!

Por Rosana Braga

Metade (Oswaldo Montenegro)

Que a força do medo que tenho
não me impeça de ver o que anseio
que a morte de tudo em que acredito
não me tape os ouvidos e a boca
porque metade de mim é o que eu grito
mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
seja linda ainda que tristeza
que a mulher que amo seja pra sempre amada
mesmo que distante
porque metade de mim é partida
mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
apenas respeitadas como a única coisa
que resta a um homem inundado de sentimentos
porque metade de mim é o que ouço
mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz que eu mereço
e que essa tensão que me corrói por dentro
seja um dia recompensada
porque metade de mim é o que penso
mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
que o espelho reflita em meu rosto num doce sorriso
que eu me lembro ter dado na infância
porque metade de mim é a lembrança do que fui
a outra metade não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
pra me fazer aquietar o espírito
e que o teu silêncio me fale cada vez mais
porque metade de mim é abrigo
mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
mesmo que ela não saiba
e que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
porque metade de mim é amor
e a outra metade também.

Danusa Leão para o Estado de São Paulo

Meninas de todo o Brasil, tenho um conselho valioso para dar aqui: se você acabou de conhecer um rapaz, ficou com ele algumas vezes e já está começando a imaginar o dia do seu casamento e o nome dos seus filhos, pare agora e me escute!

Na próxima vez que encontrá-lo, tente (disfarçadamente) descobrir como é sua barriga. Se for musculosa, torneada, estilo 'tanquinho', fuja! Comece a correr agora e só pare quando estiver a uma distância segura. É fria, vai por mim.

Homem bom de verdade precisa, obrigatoriamente, ostentar uma barriguinha de chopp. Senão, não presta.

Veja bem, não estou falando daqueles gordos suados, que sentam horas na frente da televisão com um balde de frango frito e que, quando se abaixam, mostram um cofre peludo. Não!

Estou me referindo àqueles que, por não colocarem a beleza física acima de tudo (como fazem os malditos metrossexuais), acabaram cultivando uma pancinha adorável. Esses, sim, são pra manter por perto. E eu digo por quê.

Você nunca verá um homem barrigudinho tirando a camisa dentro de uma boate e dançando como um idiota, em cima do balcão. Se fizer isso, é pra fazer graça pra turma e provavelmente será engraçado, mesmo. Já os 'tanquinhos' farão isso esperando que todas as mulheres do recinto caiam de amores - e eu tenho dó das que caem.

Quando sentam em um boteco, numa tarde de calor, adivinha o que os pançudos pedem pra beber? Cerveja! Ou Coca-cola, tudo bem também. Mas você nunca os verá pedindo suco ou coca-light. Ou, pior ainda, um copo com gelo pra beber a mistura patética de vodka com 'clight' que trouxe de casa... E você não será informada sobre quantas calorias tem no seu copo de cerveja, porque eles não sabem e nem se importam com essa informação.

E no quesito comida, os homens com barriguinha também não deixam a desejar. Você nunca irá ouvir um 'ah, amor, 'Quarteirão' é gostoso, mas você podia provar uma 'McSalad' com água de coco'. Nunca!
Esses homens entendem que, se eles não estão em forma perfeita o tempo todo, você também não precisa estar.

Mais uma vez, repito: não é pra chegar ao exagero total e mamar leite condensado na lata todo dia! Mas uma gordurinha aqui e ali não matará seu relacionamento. Se ele souber cozinhar, então, bingo! Encontrou a sorte grande, amiga... Ele vai fazer pra você todas as delícias que sabe, e nunca torcerá o nariz quando você repetir o prato. Pelo contrário, ficará feliz.

Outra coisa fundamental: homens barrigudinhos são confortáveis! Experimente pegar a tábua de passar roupas e deitar em cima dela. Pois essa é a sensação de se deitar no peito de um musculoso besta. Terrível!
Gostoso mesmo é se encaixar no ombro de um fofinho, isso que é conforto. E na hora de dormir de conchinha, então? Parece que a barriga se encaixa perfeitamente na nossa lombar, e fica sensacional.

Homens com barriga não são metidos, nem prepotentes, nem donos do mundo. Eles sabem conquistar as mulheres por maneiras que excedem a barreira do físico. E eles aprenderam a conversar, a serem bem humorados, a usar o olhar e o sorriso pra conquistar..

É por isso que eu digo que homens com barriguinha sabem fazer uma mulher feliz.. e, quem gosta de homem bonito e sarado, é viado.

Ter alguém para amar

Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, nos bares, levanta os braços, sorri e dispara: ´eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também´.
No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração ´tribalista´ se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição.
A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu.
Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc.
Desconhece a delícia de assistir a um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor.
Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer bom dia, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter alguém para amar... Somos livres para optarmos! E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento...

Arnaldo Jabor

E o pulso ainda pulsa

Tosse. Sensação esquisita no corpo... Era febre chegando. Dormi encolhida assistindo Harry Potter. Acordei de madrugada sentindo frio e calor ao mesmo tempo. 38,5°C. Sem forças pra pedir socorro, só minha gata me ouvia. Respirar tá estranho, coração ameaça alguma palpitação.
Remédios, remédios, remédios... só algodão com alcool pra fazer baixar a temperatura. Noite difícil. Muita dor no corpo. Nas costas de tanto tossir, chego a sentir pontadas. Os joelhos e cotovelos também doem.
A febre foi e voltou algumas vezes. Mas não tão alta. A fome não me larga, mas dessa vez veio enjôo e comer tá complicado. Só desce purê de batata. Devagar: ou come, ou respira. A garganta tá irritada por causa da tosse.
Antibiotico, dipirona, antigripal, xarope... não aguento mais. Tomo água com bicarbonato pra tentar melhorar o enjôo. Alguns arrotos, mas nada mais. Uma afta.
Espirros, corisa... um rolo de papel higiênico em uma noite, o nariz está esfolado.
Agora claridade me incomoda, dor por trás dos olhos... sinusite.
Desde sexta-feira.

Será suína?


Tá foda.

Conto da menina do balão

Era uma vez uma menina. Ela sempre andava com um balão de gás, só que ele vivia murchinho. Um dia apareceu um menino que enchia balões só com palavras e encheu o balão dela. Tanto, tanto que ela voou. Voou muito alto. Mas só metade dela. Os pés continuavam no chão, mesmo com sua cabeça nas nuvens. Ela estava tão alto que o menino a perdeu de vista e as palavras não a alcançavam mais. E o balão começou a murchar e ela a cair. E toda vez que ia chegando perto do chão seus pés corriam tentando se juntar ao seu corpo, mas o menino falava alguma coisa e o balão enchia de novo e ela subia mais um pouco. Até que uma hora o menino falou uma palavra pontuda que estourou o balão e a menina caiu direto com a cara no chão. Os pés correram de um lado pro outro sem encontrá-la por muito tempo, até que tropeçaram no corpo e a menina pôde ficar inteira de novo. E o menino? Tá correndo dela pra não levar um chute na bunda.

Agora sim, MJ é o cara!

Fiquei me perguntando que comoção toda é essa pela morte do Michael Jackson...

Desde que me entendo por gente sou fã dele. Foi o primeiro artista de verdade que gostei (porque tinha Xuxa, Angélica, aquelas coisas de criança), e eu só tinha 7 anos. Tinha pôster dele no meu quarto, quis muito ir no show que fez aqui no Brasil e ficava puta se alguém falasse mal. Fã mesmo, que nem eu fui anos depois de Backstreet Boys, na adolescência. E assim como com os BSB, mesmo depois da "fase", continuei gostando, ouvindo as músicas vez ou outra... Tá.

Ele morreu. Pô, escroto. Chato à beça. Ninguém tá discutindo isso. O cara era um mega artista, "completo" como andam dizendo toda hora na tevê. Mas há quanto tempo não fazia alguma coisa? Quando ainda aparecia era por causa de alguma polêmica, já daquelas gastas de pedofilia ou cirurgias plásticas deformadoras... Quando lembravam dele, era só pra falar mal. Mídia, pseudo-fãs... "Michael Jackson? Nossa, ainda existe?". Até esses 50 shows que ele faria, ninguém dava crédito: "Será que ele aguenta?", "Hum, não vai ser a mesma coisa..."

Ai do nada a notícia da morte. E o cara não estava velho ou com alguma doença grave anunciada como o Leandro (do Leonardo) ou Cazuza, por exemplo. Nem morreu no auge como os Mamonas ou o Senna, grandes tragédias. Ou seja, ninguém lembrava mais dele. Pra quê esse estardalhaço todo no mundo inteiro?

Depois de tanto pensar... cheguei a conclusão: O Michael era tipo uma mãe.

A fase do auge é a fase que todo mundo ama muito a mãe. Ela é incrível, a mais maravilhosa do mundo. Perfeita.

Depois o auge passou, e vieram as fofocas. É quando você se torna adulto e a mãe vai te enchendo o saco e você se afasta dela. Lembra vez ou outra porque é mãe (astro!), mas quando liga, lembra porque se afastou.

De repente você recebe a notícia que sua mãe morreu, que nem um passarinho. Sem aviso de doença, sem nada. "Cara, minha mãe morreu!"
Choca, claro. Nem te fazia falta, mas porra, era tua mãe! Ninguém pensa que mãe vai morrer, ninguém tá preparado pra isso. Ai você lamenta horrores e se recorda com fotos a maravilhosa e dedicada mãezinha e só fala bem dela. Virou santa de novo. É todo mundo comprando e ouvindo incessantemente os CDs do cara e lembrando só das coisas boas - que ele sempre fez, diga-se de passagem.

É isso, o mundo é o filho hipócrita da mãe que era o Michael.

Cai a chuva...

Passos curtos, caminho longo
A chuva cai sobre ela
A roupa cola em seu corpo
O pensamento está solto

Passos rápidos, ela quer chegar
Não sabe onde, mas tem pressa
A chuva molha seu corpo
Ela está solta

Poças são nuvens
Sob seu andar flutuante
Ela já não corre, mas está
Cada vez mais ofegante

O guarda-chuva fechado na mão
É o único peso a carregar
Ela está livre... inteira
Pronta para se entregar.


Josy
(escrito entre uma ligação e outra no último trabalho, um dia depois de voltar pra casa debaixo de chuva)

Quer saber? Já foi!

Eu sempre acreditei muito em nós dois
Primeiro em você, depois em mim, éramos nós
Eu sempre quis fazer a minha parte
Mas você não faz mais parte
Da metade de nós dois

Quer saber? Já foi
Vou cuidar de mim
Quer saber? Eu quero alguém pra dividir
Gostar de quem gosta de mim

E quanto a gente paga
Pelos sonhos que deixou?

Ponto final

Livros.
Histórias eternas.
Contos fantasiosos.
Poesias doces.
Realidades amargas.

Página virada.

Sob Medida - (Sônia Maria Grillo)

Sou loucura e razão
sou amor, sou poesia
as batidas do seu coração
sou sonho, sou magia

sou rosa rubra de paixão
sou perfume, pura alquimia
massa que você plasma na mão
sou a sua prisão e sua alforria


(Pra quem eu costumava ser "heroina")

VIVER DESPENTEIA

Hoje aprendi que é preciso deixar que a vida te despenteie,
por isso decidi aproveitar a vida com mais intensidade...
O mundo é louco, definitivamente louco...
O que é gostoso, engorda. O que é lindo, custa caro.
O sol que ilumina o teu rosto enruga.
E o que é realmente bom dessa vida, despenteia...
- Fazer amor, despenteia.
- Rir às gargalhadas, despenteia.
- Viajar, voar, correr, entrar no mar, despenteia.
- Tirar a roupa, despenteia.
- Beijar à pessoa amada, despenteia.
- Brincar, despenteia.
- Cantar até ficar sem ar, despenteia.
- Dançar até duvidar se foi boa idéia colocar aqueles saltos gigantes essa noite, deixa seu cabelo irreconhecível...

Então, como sempre, cada vez que nos vejamos eu vou estar com o cabelo bagunçado... mas pode ter certeza que estarei passando pelo momento mais feliz da minha vida.

É a lei da vida: sempre vai estar mais despenteada a mulher que decide ir no primeiro carrinho da montanha russa, que aquela que decide não subir.

Pode ser que me sinta tentada a ser uma mulher impecável, toda arrumada por dentro e por fora. O aviso de páginas amarelas deste mundo exige boa presença: Arrume o cabelo, coloque, tire, compre, corra, emagreça, coma coisas saudáveis, caminhe direito, fique séria... e talvez deveria seguir as instruções, mas quando vão me dar a ordem de ser feliz?
Por acaso não se dão conta que para ficar bonita eu tenho que me sentir bonita?
A pessoa mais bonita que posso ser!

O único que realmente importa é que ao me olhar no espelho, veja a mulher que devo ser.
Por isso, minha recomendação a todas as mulheres:

Entregue-se, Coma coisas gostosas, Beije, Abrace, dance, apaixone-se, relaxe, Viaje, pule, durma tarde, acorde cedo, Corra, Voe, Cante, arrume-se para ficar linda, arrume-se para ficar confortável,
Admire a paisagem, aproveite, e acima de tudo, deixa a vida te despentear!

O pior que pode passar é que, rindo frente ao espelho, você precise se pentear de novo...

Meu Sonho - Os Paralamas do Sucesso

Pode ser que meu sonho seja assim
Te dizer quase tudo que você é pra mim
O que quero, o que espero
Sonho em te ver aqui
Sem rodeio solto os freios
Canto o amor por ti
Se me calo, tenha claro
Que é por refletir
Nas minúcias das carícias
Que eu sonho em sentir
Ter teu gosto ver teu rosto
Feliz a me pedir
Mais carinho, mais promessas
Que eu sonho em cumprir

"É impossível ser feliz sozinho..."

É assim, quando vai chegando a meia-noite e eu estou sozinha em casa, sem ninguém pra conversar, pra falar besteira ou pra dar carinho que percebo que está faltando mais do que alguém.

Na correria do dia-a-dia, com mil afazeres, se comunicando por twitter (gente, é sério isso?) e chegando em casa cansadas, só pensando em dormir, as pessoas não tem tempo pra ficarem só com elas mesmas, ouvir seus pensamentos, entrar em contato com suas reais necessidades...

Infelizmente eu tenho tido tempo demais pra isso. E a única conclusão que tiro desses momentos é que nascemos sozinhos e assim morreremos, mas não dá pra ser feliz vivendo assim.

Momentos alegres, é, tenho tido. Mas alegria nunca foi felicidade pra mim, ela só disfarça o vazio. E agora, quando o silêncio toma conta e tudo o que ouço são meus pensamentos gritando... dá vontade de chorar. Não ter com quem desabafar, não ter quem abraçar, não ter pra quem ligar. Ver que amizades talvez sejam relacionamentos superficiais e amores passageiros mesmo, é bem frustrante pra mim.

Mas talvez o que me falte seja a falta de tempo, a necessidade de me comunicar via twitter. Porque querer contato humano e verdadeiro pode ser demais pra um et que vive com 10 gatos, como eu.

Michael Jackson morreu

Minha vó: "quem é esse, aquele que era preto e ficou magro?"



oi?

Achei chic!

Eu nunca fui fã de Totó (ou Pebolim), mas uma dessa aí, elaborada por uma designer francesa, eu teria ao lado da minha sonhada mesa de sinuca.


Estranho é ver as Barbies sem braço... no meu tempo elas perdiam era a cabeça mesmo!

presença da ausência

"(...)
Abrindo o jogo, o fato que realmente me fez pensar sobre isso foi a minha empreitada na tentativa de cativar um coração. Mais uma vez deparei-me com a frase "você é uma pessoa especial" e (pelo menos no momento) não saiu disso. Caramba! Devo ser tão especial a ponto de dever ser guardado num acervo de raridades, pois lá ninguém pode tocar, e em alguns casos nem fotografar, os objetos tidos como especiais.
(...)"

(Rubem Alves)

Sorte de Hoje

Ou seria azar?

A última frase do meu falecido orkut
A melhor maneira de se encontrar é se perder em benefício de outros.

Será?

Essa noite descobri que gostar de alguém é uma merda. Não pela possibilidade de não ser correspondido, mas porque algumas pessoas não sabem ser amadas.
Claro, ser correspondido é ótimo, mas não vejo como real essa coisa de cobrar do outro sentimentos e atitudes. Cada um tem o seu tempo e o seu jeito e isso eu respeito muito.

Mas quer me ver louca é não me deixar viver o que sinto! Limitar minha expressão. Ter que reprimir meus devaneios. Sufocar meus desejos.
"Recusar presente é feio", "Cavalo dado não se olha os dentes". Sempre ouvi. Por que não aceitar o que ofereço? Não peço nada em troca. Ou quase nada.

Porque não preciso de você, mas quero. Você é minha futilidade necessária. Um capricho besta e essencial.
Porque não me importa como você seja, seus defeitos e qualidades. Eu gosto do que sou quando estou com você do jeito que você é.
Não me importa o que você sente, se é o mesmo ou na mesma intensidade. Eu gosto do que você me faz sentir me dando o que tem pra me dar.
Porque tudo o que preciso é continuar sendo egoísta, suprindo minha necessidade doentia e vital de te dar, de me doar. Meu corpo, minhas fantasias, meus carinhos, meu prazer, meus cuidados, meus beijos, minha paciência, minha ajuda, minha compreensão, minha preocupação, meu colo, meus sonhos, meu amor... Meus. Todos seus.

"Não, obrigado"?
Não agradeça, não é favor.
Muita coisa pra dar conta? Medo de perder o controle?
Não se assuste, nada disso faz mal. Não faça nada, só aceite. Ofereço porque é minha sina.
Minha necessidade de ser sua.

How loving me

Kiss me strong. Kiss me deep, Kiss me with your smile. Kiss me with love...
Touch my body, Touch every part. Touch my soul, Touch my heart. Love me all...

Só de Sacanagem - Elisa Lucinda

Meu coração está aos pulos!

Quantas vezes minha esperança será posta à prova?

Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.

Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?

Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?

É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.

Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva o lápis do coleguinha", "Esse apontador não é seu, minha filha". Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.

Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar.

Só de sacanagem! Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba" e vou dizer: "Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau."

Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal". Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? Imortal! Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!

(Declamado pela diva aqui)

recebi de uma pessoa especial

Coloridas e diurnas, as borboletas prenunciam acontecimentos alegres, ao contrário de suas irmãs mariposas, quase sempre negras e noturnas, que noticiam a infelicidade.
No imaginário humano, porém, ambas estão relacionadas à alma. Na cultura greco-romana, assim como na egípcia, acreditava-se que a alma deixava o corpo em forma de borboleta.
A palavra psique, em grego, quer dizer ao mesmo tempo espírito e borboleta. Nos afrescos de Pompéia, a psique é representada por uma criança com asas de borboleta.
Para a civilização asteca, ela era o sopro vital que saía pela boca do morto, além de estar associada a uma divindade (Itzpapalotl, cruzamento de uma mulher com uma borboleta).
Esse simbolismo está relacionado à sua metamorfose, que, metaforicamente, expressa a saída do túmulo (casulo) para o renascimento.
Essa associação de seu ciclo vital – a passagem do mundo dos mortos para o dos vivos-, também é utilizada na cultura oriental. No Japão, borboletas são espíritos viajantes; o seu surgimento anuncia uma visita ou a morte de um parente. Por outro lado, duas borboletas juntas querem dizer felicidade conjugal. No Vietnã, sua presença exprime longa vida, mas, nesse caso, é devido a uma coincidência fonética: duas palavras com pronúncia semelhante significam “borboleta” e “longevidade”.

Recomeço

Passei anos achando que era como uma Fênix, que era legal ser uma Fênix. Precisei levar um fora - não um, mas o fora - pra me dar conta de algo que já haviam me falado algumas vezes: por que se faz de tão forte, descolada, quase auto-suficiente e às vezes até grossa se você não é nada disso?
Mas do que adianta falar?... eu não percebia isso. Como uma "super Fênix" fazia vôos audaciosos, me queimava toda e depois de muito sacrifício resurgia das cinzas... cada vez mais cheia de escudos e pronta pra novos vôos que sempre terminavam do mesmo jeito.
E ai veio ele, com o jeito mais simples de ser, foi o homem que eu sempre quis e me fez ser a mulher que realmente sou.
Mas o velho hábito de tentar ser algo muito mais "legal" o fez correr por entre meus dedos.
Cansei de ser Fênix, vivo cheia de queimaduras que demoram pra cicatrizar, cansei de ser algo que não existe. Só quero ser uma borboleta agora. Colorida, delicada, com vôos mais baixos, mas bem menos arriscados... só quero poder alegrar um jardim por simplesmente passar por ele, sem grandes feitos ou performances. Só quero poder ser eu, sem máscaras.
Por isso a lagarta aqui resolveu construir seu casulo... Tá se fechando por um tempo pra descobrir quais cores quer em suas asas, em quais jardins quer voar... Quando estiver pronta, saberá o que fazer e não mais cometerá tantos enganos.

Impulsividade

"Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se trata de intuição, mas de simples infantilidade. Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. Há um perigo: se reflito demais, deixo de agir. E muitas vezes prova-se depois que eu deveria ter agido. Estou num impasse. Quero melhorar e não sei como. Sob o impacto de um impulso, já fiz bem a algumas pessoas. E, às vezes, ter sido impulsiva me machuca muito. E mais: Nem sempre os meus impulsos são de boa origem. Vêm, por exemplo, da cólera. Essa cólera às vezes deveria ser desprezada; outras, como me disse uma amiga a meu respeito, são: cólera sagrada. Às vezes minha bondade é fraqueza, às vezes ela é benéfica a alguém ou a mim mesma. Às vezes restringir o impulso me anula e me deprime, às vezes restringi-lo dá-me uma sensação de força interna. Que farei então? Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei."

(Clarice Lispector)

Saudade

Eu que costumo estar com a cabeça a frente do tempo, sempre pensando adiantado, no que "vai ser", ao invés do que "é", sempre morrendo de ansiedade por isso... Ultimamente a única coisa que sinto é saudade.

Saudade de outros tempos... De noites perdidas em cantorias e bebedeiras... momentos que não fariam sentido, não teriam o mesmo gosto se voltassem.

Saudade de pessoas... De amigos que estão distantes porque a vida separou... amizades que jamais serão as mesmas.

Saudade de "filhos"... Da minha gata mais companheira, mais alma-gêmea, mais cúmplice que alguém pode ter e que a vida não traz de volta nem em outros 10 gatos.

Saudade dele... Da paixão mais serena, do amor mais louco... De olhares que diziam 'pra sempre', mas que durou tão pouco. Do bem-estar que ele me proporcionava a cada sorriso torto que consegui colocar em seu rosto.
Dessa saudade me resta ainda a esperança que a sensação do inacabado não deixa sucumbir...

O Amor - Carlos Drummond de Andrade

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.

Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você esta esperando desde o dia em que nasceu.

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d'água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.

Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente divino - o amor.

Se um dia tiverem que pedir perdão um ao outro por algum motivo e em troca receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.

Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lagrimas e enxugá-las com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida.

Se você conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado...

Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados...

Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...

Se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...

Se você tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela...

Se você preferir morrer, antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida. E uma dádiva.

Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.

Ou as vezes encontram e, por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixa-lo acontecer verdadeiramente.

Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia a deixem cega para a melhor coisa da vida: O AMOR!

Podia Ser - Agnela

Não sei por quê você não quis ligar
Não te ouvi mais
Não sei por quê você não quis me ver
Não vou sonhar

Será que é tão difícil assim, te mostrar, te explicar?
Será que é tão difícil assim, te fazer entender?
Começou no início mas terminou sem final.
Será que é tão difícil assim, pra você?

Busquei, tentei, nada de te encontrar
Não sorri mais
Sonhei, chorei,
Tudo me faz lembrar de um tempo atrás

Será que é tão difícil assim de entender, de aceitar?
Será que é tão difícil assim não lembrar de você?
Começou no início mas terminou sem um fim
Será que é tão difícil assim, pra mim?

Mas não diga que você não quer saber
Mas não diga... Não diga, não diga, não diga!!!

Sei que o dia já se foi para você
Mas podia ser nós dois
Outra vez

Não me deixa em paz...


Eu queria ver no escuro do mundo
Onde está o que você quer
Pra me transformar no que te agrada
No que me faça ver
Quais são as cores e as coisas
Pra te prender
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso te liguei
Será que você ainda pensa em mim
Será que você ainda pensa
Às vezes te odeio por quase um segundo
Depois te amo mais
Teus pelos, teu gosto, teu rosto, tudo, tudo
Que não me deixa em paz

Confessionário

E quem é que nunca fez besteira porque gostava demais de alguém? Bêbados românticos que gritam pro mundo ouvir seu amor, bêbados brutos que brigam por causa do seu amor e bêbados loucos que fazem qualquer coisa pra não perder seu amor.

Eu amo demais, sempre. Sempre gosto mais do que devo, porque é só assim que sei ser: intensa. Não consigo poupar energia quando gosto de alguém. Fico cheia de medos e erros, mas verdadeira. Inteira.

E foi no meio de tanto amor, tanta confusão, tanto medo e tanto erro que ele não conseguiu fazer valer mais os nossos bons momentos e verdadeiros sentimentos.
Dói, mas não o condeno. Só ele pra entender as próprias razões.

Mas pensei em quebrar tudo, fazer escândalo, gritar pro mundo, brigar com todos... tudo pra não perder meu amor. Mas meu amor é meu. E é ele quem não quer recebê-lo do jeito que sei oferecer... então me calei.

Eu, bom, eu vou continuar tentando sempre ser uma pessoa melhor, tentar aprender com meus erros, mas sei que nunca vou deixar de ser intensa e me entregar por inteiro. Mesmo que isso me faça quebrar a cara quantas vezes forem necessárias. Um dia, quem sabe, alguém inteiro consiga perceber o quanto isso pode ser bom numa relação que ninguém precisa completar ninguém, só somar e trocar com o outro...
Porque "Quem quiser saber de mim,
Que me queira assim, louca e inconstante,
Mas que venha sim,
E caminhe comigo nessa vida errante..."

Ôh vida...

Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade.

Mário Quintana


Simplicidade pra mim
é querer que uma noite termine sem fim...

Ode ao Gato - Artur da Távola

Bichos polêmicos sem o querer, porque sábios, mas inquietantes, talvez por isso.
Nada é mais incômodo que o silencioso bastar-se dos gatos. O só pedir a quem amam. O só amar a quem os merece.
O homem quer o bicho espojado, submisso, cheio de súplica, temor, reverência, obediência. O gato não satisfaz as necessidades doentias do amor. Só as saudáveis.
Lembrei, então, de dizer, dos gatos, o que a observação de alguns anos me deu. Quem sabe, talvez, ocorra o milagre de iluminar um coração a eles fechado? Quem sabe, entendendo-os melhor, estabelece-se um grau de compreensão, uma possibilidade de luz e vida onde há ódio e temor? Quem sabe São Francisco de Assis não está por trás do Mago Merlin, soprando-me o artigo?
Já viu gato amestrado, de chapeuzinho ridículo, obedecendo às ordens de um pilantra que vive às custas dele? Não! Até o bondoso elefante veste saiote e dança a valsa no circo. O leal cachorro no fundo compreende as agruras do dono e faz a gentileza de ganhar a vida por ele. O leão e o tigre se amesquinham na jaula. Gato não. Ele só aceita uma relação de independência e afeto. E como não cede ao homem, mesmo quando dele dependente, é chamado de arrogante, egoísta, safado, espertalhão ou falso.
"Falso", porque não aceita a nossa falsidade com ele e só admite afeto com troca e respeito pela individualidade. O gato não gosta de alguém porque precisa gostar para se sentir melhor. Ele gosta pelo amor que lhe é próprio, que é dele e ele o dá se quiser.

O gato devolve ao homem a exata medida da relação que dele parte. Sábio, é espelho. O gato é zen. O gato é Tao. Ele conhece o segredo da não-ação que não é inação. Nada pede a quem não o quer.
Exigente com quem ama, mas só depois de muito certificar-se. Não pede amor, mas se lhe dá, então ele exige.
Sim, o gato não pede amor. Nem depende dele. Mas, quando o sente, é capaz de amar muito. Discretamente, porém sem derramar-se. O gato é um italiano educado na Inglaterra. Sente como um italiano mas se comporta como um lorde inglês.
Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não transa o gato. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério. O gato não se relaciona com a aparência do homem. Ele vê além, por dentro e pelo avesso. Relaciona-se com a essência. Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago. A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso, quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento.
O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem. Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode (ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós). Se há pessoas agressivas em torno ou carregadas de maus fluidos, ele se afasta. Nada diz, não reclama. Afasta-se. Quem não o sabe "ler" pensa que "ele não está ali". Presente ou ausente, ele ensina e manifesta algo. Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, ele está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos traduzir.
O gato vê mais e vê dentro e além de nós. Relaciona-se com fluidos, auras, fantasmas amigos e opressores. O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo. É uma chance de meditação permanente a nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério. O gato é um monge portátil à disposição de quem o saiba perceber.
Monge, sim, refinado, silencioso, meditativo e sábio monge, a nos devolver as perguntas medrosas esperando que encontremos o caminho na sua busca, em vez de o querer preparado, já conhecido e trilhado. O gato sempre responde com uma nova questão, remetendo-nos à pesquisa permanente do real, à busca incessante, à certeza de que cada segundo contém a possibilidade de criatividade e de novas inter-relações, infinitas, entre as coisas.
O gato é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel. Suas manifestações são íntimas e profundas. Exigem recolhimento, entrega, atenção. Desatentos não agradam os gatos. Bulhosos os irritam. Tudo o que precise de promoção ou explicação, quer afirmação. Vive do verdadeiro e não se ilude com aparências. Ninguém em toda natureza aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato!
Lição de sono e de musculação, o gato nos ensina todas as posições de respiração ioga. Ensina a dormir com entrega total e diluição recuperante no Cosmos. Ensina a espreguiçar-se com a massagem mais completa em todos em todos os músculos, preparando-os para a ação imediata. Se os preparadores físicos aprendessem o aquecimento do gato, os jogadores reservas não levariam tanto tempo (quase 15 minutos) se aquecendo para entrar em campo.
O gato sai do sono para o máximo de ação, tensão e elasticidade num segundo. Conhece o desempenho preciso e milimétrico de cada parte do seu corpo, a qual ama e preserva como a um templo.

Lição de saúde sexual e sensualidade. Lição de envolvimento amoroso com dedicação integral de vários dias. Lição de organização familiar e de definição de espaço próprio e território pessoal. Lição de anatomia, equilíbrio, desempenho muscular. Lição de salto. Lição de silêncio. Lição de descanso. Lição de introversão. Lição de contato com o mistério, com o escuro, com a sombra. Lição de religiosidade sem ícones.
Lição de alimentação e requinte. Lição de bom gosto e senso de oportunidade. Lição de vida, enfim, a mais completa, diária, silenciosa, educada, sem cobranças, sem veemências, sem exigências.
O gato é uma chance de interiorização e sabedoria posta pelo mistério à disposição do homem.

Das bobeiras da internet

Teste bobo e fofo... Gostei mais pela (falta de) decoração do que pela psicologice imbutida.

O meu deu Sentimental. Alguém acredita?

Seu gosto revela um apego às lembranças e a tudo mais que desperte emoções ou sensações (não seria estranho encontrar aromatizadores ou velas na sua cabeceira, por exemplo). Isso não tem a ver com saudosismo, mas com a forma 'apaixonada' com se lança em projetos ou relacionamentos.

Teste do Quarto

Tipos de Homem e o que as mulheres querem

Desde que me meti nesse mundo de relacionamentos me deparei várias vezes com dúvidas e questionamentos. Um dos motivos pelo qual resolvi fazer Psicologia; entender a dinâmica do amor e tudo o que pode (e não) levar a ele. A verdade é que em quase 5 anos de faculdade, foi o lugar onde menos aprendi sobre o que queria. Nada melhor do que ler sobre diversos assuntos sob perspectivas diferentes, conversar com pessoas de idades e mundos diferentes... Enfim, viver. Me considero, na verdade, até bem crua neste quesito, no auge dos meus 24 anos percebo que quanto mais leio, mais conheço pessoas e mais vivo... mais necessidade eu tenho de muito mais.

Minhas ultimas idéias sobre o mundo dos relacionamentos amorosos foram, em grande parte, desenvolvidas por meio de sábias palavras de um cara surpreendentemente jovem para tamanho conhecimento, sensibilidade e jeito com mulheres (ele pode ter a mulher que quiser, sério). O rapaz escreve em dois blogs; um só dele e outro, escrito por homens para homens. Este, por ser para homens aborda diversos assuntos, muitos dos quais não me despertou qualquer interesse, confesso. Porém os posts publicados pelo ser em questão tem algo de “dois gumes”: Enquanto uns o veem como “mestre”, outros sentem sono e nem chegam a terceira linha de suas idéias publicadas e ainda acham que ele deveria escrever em blogs de “mulherzinha” e não de homem. Percebe-se de longe que homens que se referem a mulheres como “mulherzinha” não é digno de mulher alguma, nem mesmo da que o pariu. Quanto a estas criaturas, um só comentário: Pobres seres limitados.
Mas também não quero fazer deste post uma homenagem, idolatria, babação-de-ovo ou defesa a Gustavo Gitti, mas complementar suas idéias, sob minha singela perspectiva.

Sempre achei mais interessante ter amigos homens do que mulheres (não que não as tivesse, mas enquanto elas sonhavam com os caras, eu me infiltrava no meio deles), além é claro de ter quebrado a cara inúmeras vezes em relacionamentos. Então acredito que posso dizer que conheço um pouco de suas mentes (esteriotipada e generalizadamente falando)... pelo menos quanto a alguns aspectos e digo com certeza: eles não entendem nada de mulher.
Uns enganam e conseguem manter relacionamentos satisfatórios, outros só querem saber de encher sua listinha boba de conquistas que não acrescentam em nada suas vidas e outros, extremamente sensíveis e/ou sem atitude alguma são, talvez, os mais dignos de pena na minha opinião.

Mas vamos aos porquês...

O homem que engana como homem é mediano, medíocre, aquela coisa morna. Não desperta grandes sentimentos, nem mesmo a revolta. Para mulheres que querem um relacionamento comum e okay... Okay.
Os garanhões-don-juanescos despertam grandes sentimentos: loucura e tesão, mas também insegurança e frustração quando se percebe (geralmente tarde demais) que foram só mais uma.
Já os bundões... Bom, eles são bem bundões. São os bonachões, o "Seu Merda". É aquele cara cujo único sentimento que desperta numa mulher é a irritação. Eles são bonzinhos demais, vivem a sombra da mulher que está ao seu lado, fazem exatamente o que ela quer. Por que eles acham que é isso o que queremos?

Mesmo tendo total consciência de que os homens detestam que digamos o que eles devem fazer, os bundões insistem em fazer o que queremos. Então, neste exato momento, somente neste momento em que está lendo este texto, você homem, seja bundão e faça o que lhe digo: PARE DE FAZER O QUE SUA MULHER QUER. Pare de ser um bundão e seja um HOMEM. Um Homem no sentido de ser o masculino da relação.

E se você, homem bundão nunca entendeu porque mesmo reclamando da falta de sensibilidade dos homens, as mulheres sempre preferem ficar com os “cafas” ao invés de você, oh ser de tanta bondade e compreensão... pare e pense: as mulheres se modernizaram, já não ficam mais em casa cuidando dos seus filhos, da sua roupa e da sua comida, elas trabalham, matam um leão por dia. E nem pense em concluir seu pensamento “se elas agora trabalham e matam o leão, então eu fico bonzinho lhe oferecendo compreensão”... NÃO!!! Não é isso, seu bundão! Hoje matamos leões, mas ainda somos mulheres! Não percebeu que os matamos de salto alto e ficamos tristes se quebramos a unha? Então pare de achar que quando sua mulher chega em casa ela quer uma “mulherzinha” ao seu lado.
Pelo contrário, se durante o dia ela usa seu lado masculino para trabalhar e manter sua independência, quando chega em casa o que ela quer é reencontrar sua feminilidade (sério, se quisesse ser homem o tempo todo não se depilaria, não se maquiaria, não assistiria Sex & the City e não ficaria horas ao telefone com as amigas – Por que você não vê o óbvio? – Mas se sua mulher realmente não anda fazendo essas coisas, sua situação é ainda mais grave, meu caro). Por isso elas preferem os cafas, porque se estes pecam por falta de sensibilidade, ao menos permitem que a mulher a tenha em excesso. Então por que você, bundão, não faz o óbvio? Por que não se torna de uma vez por todas o Homem da relação quando é isso o que ela realmente quer e precisa?

Indo de um extremo ao outro... os cafas, os machões comedores. Comem tantas mas não tem a sensibilidade de saborear nenhuma. Comem gostoso, mas não sabem satisfazer o íntimo de nenhuma mulher. Não se permite mergulhar em seu mundo, para de fato aproveitá-lo...
Mas engana-se que o meio-termo entre esses dois seja o desejado. O meio-termo é o homem mediano e medíocre ao qual me referi anteriormente.

O homem sagaz que almejamos transcende tudo isso, assim como Gitti bem explica. Ele deve ir além da sensibilidade do bundão e da macheza do cafajeste.
Ele não tem que entender nossas neuras (essa é função das amigas e terapeutas), como se fossem coisas racionais (lembre-se: mulheres são o lado emocional da relação, não dá para racionalizar emoção). Como li e concordo plenamente, homens não têm que ouvir O QUE dizemos, mas COMO dizemos. Se eles perguntam o que queremos, não vamos saber dizer porque nem nós sabemos ao certo, então qualquer coisa dita, se acatada ao pé-da-letra, não trará satisfação à mulher. O homem que souber observar sua mulher não vai lhe perguntar nada. Terá atitude: tomará as rédeas da situação e a surpreenderá. Veja bem, não estou dizendo para ser um ditador dono da verdade. Mas como o próprio Gitti exemplifica: o homem deve ser portar numa relação assim como na dança, conduzindo, fazendo sua dama brilhar. Passando segurança e firmeza. Não como uma sombra dela, mas como o pano-de-fundo da sua feminilidade.
E para quem acha o discurso muito feminista ou egoísta, onde só o homem contribui no relacionamento, perceba: tudo na vida tem o lado “bom” e o “ruim”; o “yin” e o “yang”; o polo positivo e o negativo. Isso se chama equilíbrio. E como todo bom equilíbrio, só é possível se for cíclico e contínuo e assim devem ser os relacionamentos amorosos: ambos oferecem para ambos receberem.
Os polos do relacionamento tomando suas devidas posições a tornará equilibrada. E então quando o homem, na mais absoluta firmeza, generosidade e devoção à sua amada, se tornar o masculino, receberá dela, ao mesmo tempo, o que ele quiser...

lonely

bem que se quis
depois de tudo ainda ser feliz...