A religião não é apenas uma, são centenas.
A espiritualidade é apenas uma.
A religião é para os que dormem.
A espiritualidade é para os que estão despertos.
A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer e querem ser guiados.
A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.
A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.
A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.
A religião ameaça e amedronta.
A espiritualidade lhe dá Paz Interior.
A religião fala de pecado e de culpa.
A espiritualidade lhe diz: "aprenda com o erro".
A religião reprime tudo, te faz falso.
A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!
A religião não é Deus.
A espiritualidade é Tudo e, portanto é Deus.
A religião inventa.
A espiritualidade descobre.
A religião não indaga nem questiona.
A espiritualidade questiona tudo.
A religião é humana, é uma organização com regras.
A espiritualidade é Divina, sem regras.
A religião é causa de divisões.
A espiritualidade é causa de União.
A religião lhe busca para que acredite.
A espiritualidade você tem que buscá-la.
A religião segue os preceitos de um livro sagrado.
A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.
A religião se alimenta do medo.
A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.
A religião faz viver no pensamento.
A espiritualidade faz Viver na Consciência.
A religião se ocupa com fazer.
A espiritualidade se ocupa com Ser.
A religião alimenta o ego.
A espiritualide nos faz Transcender.
A religião nos faz renunciar ao mundo.
A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.
A religião é adoração.
A espiritualidade é Meditação.
A religião sonha com a glória e com o paraíso.
A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.
A religião vive no passado e no futuro.
A espiritualidade vive no presente.
A religião enclausura nossa memória.
A espiritualidade liberta nossa Consciência.
A religião crê na vida eterna.
A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.
A religião promete para depois da morte.
A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida.
PEDAÇOS DE MIM - (Martha Medeiros)
Eu sou feita de
Sonhos interrompidos
detalhes despercebidos
amores mal resolvidos
Sou feita de
Choros sem ter razão
pessoas no coração
atos por impulsão
Sinto falta de
Lugares que não conheci
experiências que não vivi
momentos que já esqueci
Eu sou
Amor e carinho constante
distraída até o bastante
não paro por instante
Já
Tive noites mal dormidas
perdi pessoas muito queridas
cumpri coisas não-prometidas
Muitas vêzes eu
Desisti sem mesmo tentar
pensei em fugir, para não enfrentar
sorri para não chorar
Eu sinto pelas
Coisas que não mudei
amizades que não cultivei
aqueles que eu julguei
coisas que eu falei
Tenho saudade
De pessoas que fui conhecendo
lembranças que fui esquecendo
amigos que acabei perdendo
Mas continuo vivendo e aprendendo.
Sonhos interrompidos
detalhes despercebidos
amores mal resolvidos
Sou feita de
Choros sem ter razão
pessoas no coração
atos por impulsão
Sinto falta de
Lugares que não conheci
experiências que não vivi
momentos que já esqueci
Eu sou
Amor e carinho constante
distraída até o bastante
não paro por instante
Já
Tive noites mal dormidas
perdi pessoas muito queridas
cumpri coisas não-prometidas
Muitas vêzes eu
Desisti sem mesmo tentar
pensei em fugir, para não enfrentar
sorri para não chorar
Eu sinto pelas
Coisas que não mudei
amizades que não cultivei
aqueles que eu julguei
coisas que eu falei
Tenho saudade
De pessoas que fui conhecendo
lembranças que fui esquecendo
amigos que acabei perdendo
Mas continuo vivendo e aprendendo.
Who cares anyway
Minhas angustias sempre me puxam pra cá. Escrever é uma válvula de escape, embora nem sempre eu saiba o que precisa ser exorcizado.
Há aproximadamente um ano minha vida começou a ficar chata, sem muitos motivos pra comemorar. Claro, nem tudo são nuvens, mas os momentos felizes - ou "alegres" acho que funciona melhor - têm sido mais rápidos, mais passageiros... Por muito tempo tudo muito parado, de repente algo improvável acontece e volto pra mesmice, ainda mais chata que antes.
E acomodação não é uma palavra que combine comigo. Até porque quando ela começa a se instalar, dou uma surtada, porque não consigo ficar muito tempo em algo que não esteja me satisfazendo. Ou surto ou morro.
Só que nem sempre depende exclusivamente de mim. Aliás, poucas vezes. Um trabalho que já não me agrada ainda é preciso pra pagar as contas - malditas responsabilidades! Quando se finda, um pequeno período de alívio pelo auxilio desemprego garantido. Garantido? Dois meses de atraso. Por erro-não-meu e greve dos bancários. Contas se acumulam e credores já nem me ligam mais.
Enfim consigo o emprego que queria! Ou melhor, onde queria! Por meses tentando, várias entrevistas e finalmente documentos entregues, vacina tomada, treinamentos feitos, uniforme separado e... nada! Burocracias e enrolações me deixam em banho maria e toda a empolgação e satisfação sucumbem novamente a mesmice dos dias sem graça.
Por mais que eu tente, e às vezes até consiga por pequenos momentos, me distrair, não pensar nos problemas e fazer algo que me dê prazer... chega uma hora que empaca. Empaca na falta de dinheiro: pra comprar uma tinta pra finalizar um projeto, pra tomar uma cerveja com meus amigos, pra quiça pegar uma condução a qualquer lugar.
Tudo o que eu tanto prezo: liberdade, autonomia, independência, ser dona do meu narizinho lindo... cadê? Há meses nessa clausura da falta de tudo isso. Me sinto fraca, pequena, auto estima se esvaindo. Cansaço.
E não é depressão. Não! Ainda consigo sorrir, ainda tomo banho, ainda quero fazer coisas - e como quero!, mas tô cansada. Cansada de esperar, de tentar, de ter paciência, de surtar, de compreender, de aguentar, de ter esperança, de improvisar.
Rotina não é uma palavra que me agrade totalmente, mas nossa! Como eu queria uma agora! Uma minimamente satisfatória, com um trabalho legal, com um cara legal, podendo ver meus amigos legais. Cuidar da minha vida! Das coisas que vão ficando pendentes pra "quando tiver dinheiro..."
Não sou uma pessoa muito ambiciosa, quer dizer, sou. Não no nível inescrupuloso. Jamais passaria por cima de alguém pra ter o que fosse. Só quero minha independência, conquistada com meu esforço, meu trabalho, meu talento. Seja no que for. Mas que seja meu. Quero ter orgulho de ter o que tiver. Não quero mais ficar cansada de mim, ter pena da situação em que me encontro. Não aguento mais reclamar, me sinto velha. Mas o que posso fazer se estou numa inércia que parece sem fim?
Uma amiga me lembrou de uma coisa que disse a ela há não muito tempo "a gente se fode tanto, que quando as coisas começarem a dar certo, não vão parar mais!"
E eu só espero estar certa...
Quando o amor é distração
É legal se apaixonar quando tudo mais está errado?
Depois de algum tempo, que varia de pessoa para pessoa, é inevitável que a gente tenha a sensação que já fez de tudo e que a vida – aquela de todos os dias, ano após ano - está se repetindo. Quando eu tinha 17 anos, um dos meus melhores amigos, um ano apenas mais velho do que eu, decidiu se casar. Durante a conversa que tivemos sobre isso, argumentei que a decisão era pra lá de precoce, mas ele respondeu, cheio de si: “Eu sinto que já fiz de tudo.”
Os tempos mudam, mas algumas coisas permanecem.
Nos anos 70, quando essa conversa aconteceu, havia pressa entre os garotos em tornar-se homens. Para alguns, como esse amigo, mais conservadores, isso se dava por meio do casamento. Você provava ao mundo e a si mesmo que havia crescido ao entrar na igreja e ter um filho, preferencialmente com um intervalo de alguns meses entre uma coisa e outra.
Hoje em dia talvez seja o contrário. Há uma determinação coletiva em esticar a adolescência além do limite razoável. A sensação predominante, aquilo que alguns chamam de espírito do tempo, é que nós todos viveremos como Oscar Niemeyer ou Domingos de Oliveira. Talvez mesmo como Matusalém, aquele personagem bíblico que bateu sandálias aos 969 anos. Com frequência eu escuto conversas assim: “Eu tenho 25anos, sou moleque, mas...” Obviamente mudou a idade em que as pessoas sentem que cresceram.
O que não mudou desde a calça boca de sino foi a maneira que as pessoas escolhem para mudar a vida. Quando as sensações estão se repetindo, quando um ciclo aparentemente se esgotou, elas se apaixonam. Temos até uma frase para explicar isso: quando estamos prontos, a pessoa certa aparece. A “pessoa certa” varia de uma vida para outra, mas a função dela, eu acho, é sempre encerrar uma etapa e dar início a outra. Recomeçar.
O motivo é simples: a paixão nos dá a sensação de voltar ai zero. Ou quase. Eros, na mitologia grega, não encarna apenas a força brutal do amor e do erotismo. É também o deus da natureza, com seus ciclos indomáveis de morte e renascimento. Estar apaixonado é florescer, tanto quando se entorpecer ou enlouquecer. Meu amigo percebia isso aos 18 anos. Pegou carona na energia da paixão para mudar a vida na direção que imaginava correta. Um novo amor, um novo começo, a possibilidade de uma nova vida. Quem nunca embarcou nessa?
Mas eu vejo um problema com essa forma de mudar as coisas: a energia da paixão é ambígua. Ela pode ajudar a promover mudanças reais ou pode encobrir, sob uma camada de novidade e erotismo, a vontade de mudança que não se realiza em outros aspectos da vida. O amor pode ser ação, mas pode ser apenas distração.
Escrevo isso porque, frequentemente, tenho a sensação de que transferimos para o amor a responsabilidade por milagres que ele não tem capacidade de operar.
É comum, por exemplo, estar tão enfastiado com o trabalho que a vida pareça insuportável. Quem pode ser feliz fazendo o que não gosta todos os dias? Ou indo a um lugar onde não gostaria de estar? Ou tratando diariamente com pessoas que não gostaria de ver?
Mas é igualmente comum que, em vez de tentar alterar esse aspecto essencial da existência, as pessoas se atirem a mudanças de outra ordem, sobretudo afetivas, em busca de uma satisfação que será necessariamente temporária e que não vai mudar em nada o problema essencial. Eu já fiz isso e já vi dezenas de pessoas fazerem igual.
(Minha sensação é que as pessoas práticas, aquelas capazes de mudar com mais eficiência os aspectos materiais da sua existência, têm menos necessidade de revolucionar seu mundo afetivo a cada par de meses ou anos. Elas se renovam mudando outros aspectos da vida.)
Há também a paixão que nos consola das nossas questões interiores. Das nossas dores permanentes. Da nossa ansiedade intolerável. Por algum tempo ela nos distrai de nós mesmos. É uma fuga que tende a se repetir. Gente angustiada e sedutora faz isso o tempo inteiro: troca de parceiro e de paixão sem conseguir trocar o essencial em si mesmo. Eu já conheci gente assim, você também. Um belo dia elas acordam, percebem que a velha dor está lá, e vão embora, atrás de outra paixão que consiga preencher o buraco impreenchível.
Qual é a moral dessa história?
Que talvez tenhamos de desconfiar de nós mesmos (e de nossas razões) mesmo quando estivermos sendo levados ao céu pelo anjo inesperado e providencial da paixão. Se o anjo aparece toda vez que a vida se torna insuportável, talvez não passe de uma requintada muleta com asas. Ou de uma ilusão. Quem sabe um analgésico.
O meu amigo decidiu que já tinha vivido tudo aos 18 anos e que a paixão e o casamento resolveriam suas angústias de adolescência. Obviamente ele era um tolo e as coisas não aconteceram como ele previa. A maioria de nós fez 18 anos há muito tempo, mas, de uma forma silenciosa e quase inconfessável, muitos continuamos esperando que o amor (o próximo amor, o casamento, ou aquele cara...) vá solucionar, repentinamente, nossa vida. Eu acho que não acontece assim. Pelo menos comigo não tem acontecido.
(Ivan Martins)
RIP Kiara
Há mais ou menos 1 ano e meio perdi minha Cocole pra uma doença que novamente me perturbaria este ano, a lipidose hepática. Tive que aprender a conviver com a culpa de não ter sido mais rápida, mais alerta a saúde da minha gata que se definhava. Quando dei por mim já era tarde, o tratamento não surtiu efeito e perdi a gata mais doce que já tive.
Este ano quando a doença voltou a rondar meus filhos, logo percebi e fiquei de olho na falta de apetite da minha Lolinha. Dias internada, comida forçada de hora em hora. Remédios. Muitos vômitos. A apatia da minha gata mais louca estava me fazendo perder as esperanças. Felizmente depois de muito rezar ela foi lentamente se recuperando e hoje, além dos surtos quase diários de correr e pular nos móveis derrubando tudo, é a que mais perturba pra comer fora de hora.
Na última terça perdi outro docinho... Há algumas semanas envolvida na castração dos mais babies, que já não estavam tão babies assim, na primeira leva já tomei um susto: dos quatro que levei, o mais miudinho, meu Pequeno Príncipe, demorou muito pra voltar da anestesia. Felizmente ele acordou e está bem. Mas não tive a mesma sorte com a última leva, de duas meninas. Leila - batizada somente nesse dia inspirada na Miss Universo - acordou e está bem, mas minha Kiara...
Único filhote que sobreviveu de uma pequena ninhada de uma das minhas gatas mais velhas, já desdentada, cega, e com, possivelmente, rinotraqueíte. Prometi o mundo a ela. Toda pretinha e peludinha, prometi que assim que conseguisse vacinar todos os outros e castrá-la, ela teria livre acesso dentro de casa. Promessa que se estende por meses, já que fiquei desempregada e o objetivo mais complicado. Vivendo estes nove meses dentro do gatil, sem minha presença constante, foi ficando arisca, desconfiada, perdeu muito pelo por uma possível contaminação de fungo... Mas era só insistir nos carinhos que ela ia aos poucos se entregando. Estava conseguindo isso quando finalmente chegou sua hora de "dar o passeio que não ia fazer mal nenhum". Lembro do seu olhar assustado enquanto a colocava dentro da caixa junto a Leila, da sua carinha curiosa olhando pelos buracos da caixa pra ver o que tinha em volta e também lá no posto de esterilização, enroscada com a Leila. Foi a primeira que tirei da caixa pra tomar a injeção de sedativo. Totalmente apavorada. "Calma, linda. Tá tudo bem, logo você vai pra casa." A veterinária ainda falou:
- Você ta ciente dos riscos da cirurgia, né?
- Tô. Não gosto nem um pouco, mas estou.
Coloquei-a dentro da gaiola e quando voltei com a Leila também com a injeção tomada, Kiara já tava caidinha sedada. Ainda coloquei ela de lado pra melhor conforta-la e fui esperar do lado de fora.
Espera longa demais. Todos os outros donos foram chamados antes, e sairam com seus animais dopadinhos, mas vivos.
Me chamaram e me entregaram a Leila acordando. Foi pra caixa.
- E a outra?
- Que outra?
- Uma outra pretinha também, peludinha, já acordou?
- Ah, a gatinha que não foi operada, já te chamo.
Estranho. Não foi operada???
Quando me chamaram, lá pra dentro, o veterinário, antes que eu pudesse avistar minha gata, já falou:
- Você que é a proprietária da gatinha? Infelizmente ela faleceu.
Como assim????? Minha gata estava lá, com o corpo deitado...
- O que aconteceu?
- Não sei, foi com o pré-anestesico. A mesma coisa que demos a ela, demos a outra, mas ela não aguentou.
Pensei logo na maldita rinotraqueíte da mãe dela. Mesmo tendo o vírus, ela não tinha desenvolvido a doença ainda. Imunidade baixa talvez, o que fez o pêlo cair, mas... Sedação. Ela nem chegou a ser aberta. Estava com a barriga intacta. Coração?
...
Lágrimas escorriam, escorreram e escorrem enquanto escrevo.
Peguei ela nos braços e sai como um foguete de lá. Nada mais podia ser feito. Qualquer explicação seria em vão. Minha gata estava morta.
Cheguei em casa e enquanto cuidava da Leila, chorando, ainda tive que ouvir impropérios do meu pai, que não sabe lidar com minhas lágrimas, minha dor direcionada a algum animal. Coisas que não quero nem repetir. E ainda brigou pelo fato de não querer jogar minha bichinha no lixo, alegando se tratar só de um corpo e eu nem era tão ligada a ela. Não?
Pedi desculpa a ela por não conseguido cumprir a tempo a promessa, pedi desculpa por tê-la tirado do seu cantinho para a morte. Me despedi fazendo carinho no seu corpinho já gelando e a coloquei numa caixa.
No dia seguinte a levei pra ser cremada na clínica veterinária Jorge Vaitsman, na Mangueira, onde foi também cremada a Nicole. Enquando pagava a taxa de cremação uma senhora esperava na fila chorando pelo seu pastor de 8 anos que também havia morrido. Entender o que se passava com ela fez toda a dor até então controlada ser explodida em mais lágrimas.
Racionalmente, como todo mundo falou, não tive culpa, afinal como poderia adivinhar que ela não suportaria?
Mas me dói lembrar dos seus olhinhos brilhantes, cheios de vida naquela caixa... Me dói não ter conseguido dar a vida que lhe prometi, com mais conforto, carinho e cuidados, como ela merecia.
Agora me resta acreditar que existe um céu de animais, e que ela está lá agora, junto com a Nicole, a Shanninha, o Niki, o Brown, o Black... e que ela está sem medo, sem dor, brincando feliz num jardim colorido, correndo atrás de borboletas.
E eu, mais uma vez, tenho que aprender a lidar com a culpa e a impotência diante da morte.
Fique em paz minha pequena schifosa
![]() |
| dez 2010 - set 2011 |
aaaaaand cut!
Para encerrar de vez este ciclo, este momento, esta fase, este capitulo da minha vida, só uma musica:
There's a fire starting in my heart
Reaching a fever pitch, it's bringing me out the dark
Finally I can see you crystal clear
Go head and sell me out and I'll lay your shit bare
See how I leave with every piece of you
Don't underestimate the things that I will do
There's a fire starting in my heart
Reaching a fever pitch
And it's bringing me out the dark
The scars of your love remind me of us
They keep me thinking that we almost had it all
The scars of your love they leave me breathless
I can't help feeling
We could've had it all
Rolling in the deep
You had my heart inside of your hand
And you played it
To the beat
Baby I have no story to be told
But I've heard one of you
And I'm gonna make your head burn
Think of me in the depths of your despair
Making a home down there
As mine sure won't be shared
The scars of your love remind me of us
They keep me thinking that we almost had it all
The scars of your love they leave me breathless
I can't help feeling
We could've had it all
Rolling in the deep
You had my heart inside of your hand
And you played it
To the beat
We could've had it all
Rolling in the deep
You had my heart inside of your hand
But you played it
With the beating
Throw your soul through every open door
Count your blessings to find what you look for
Turned my sorrow into treasured gold
You pay me back in kind and reap just what you sow
We could've had it all
We could've had it all
It all, it all it all,
We could've had it all
Rolling in the deep
You had my heart inside of your hand
And you played it
To the beat
There's a fire starting in my heart
Reaching a fever pitch, it's bringing me out the dark
Finally I can see you crystal clear
Go head and sell me out and I'll lay your shit bare
See how I leave with every piece of you
Don't underestimate the things that I will do
There's a fire starting in my heart
Reaching a fever pitch
And it's bringing me out the dark
The scars of your love remind me of us
They keep me thinking that we almost had it all
The scars of your love they leave me breathless
I can't help feeling
We could've had it all
Rolling in the deep
You had my heart inside of your hand
And you played it
To the beat
Baby I have no story to be told
But I've heard one of you
And I'm gonna make your head burn
Think of me in the depths of your despair
Making a home down there
As mine sure won't be shared
The scars of your love remind me of us
They keep me thinking that we almost had it all
The scars of your love they leave me breathless
I can't help feeling
We could've had it all
Rolling in the deep
You had my heart inside of your hand
And you played it
To the beat
We could've had it all
Rolling in the deep
You had my heart inside of your hand
But you played it
With the beating
Throw your soul through every open door
Count your blessings to find what you look for
Turned my sorrow into treasured gold
You pay me back in kind and reap just what you sow
We could've had it all
We could've had it all
It all, it all it all,
We could've had it all
Rolling in the deep
You had my heart inside of your hand
And you played it
To the beat
Pô, desculpa mesmo
Recentemente descobri que o cara com quem eu estava saindo mentiu pra mim.
Sabe, eu gostava bastante de ficar com ele, parecia que era recípocro. Por um momento cheguei até a pensar num possivel namoro, mas foi só por um momento. Ele logo se mudaria pra outra cidade, e de qualquer maneira faltava alguma coisa nele pra ser realmente um candidato a minha dedicação espontânea e contínua.
Quando ele foi embora ainda mantemos o contato, trocas de mensagens de saudade...
Eu fiquei com outros, ele disse que não ficou com ninguém. Na verdade isso pouco importa, porque não tinhamos nenhum compromisso pós sua ida. Pós.
Desde que começamos a ficar até sua partida o combinado foi exclusividade. Só porque estavamos nos curtindo e seria breve, então por que virar bagunça? Pode ter sido uma bobagem, mas foi o combinado.
Pouco antes de sua visita a cidade natal, senti total desinteresse da parte dele em me rever e quis saber se era isso mesmo. Ele deu uma enrolada mas confirmou, ainda querendo deixar em aberto. Eu disse 'ok' e nunca mais falei com ele. Porque doeu. Mas principalmente porque não havia mais o que se falar.
Eis que descubro que antes de se mudar ele estava ficando com outra mulher, enquanto estava comigo. Durante o pequeno espaço de tempo em que haviamos combinado de não ficar com mais ninguém. E olha que foi algo em torno de um mês!
Não doeu. Mas bateu uma revolta muito grande.
Não eramos amigos, mas já nos conhecíamos há um tempo antes de ficarmos. Temos uma pessoa em comum muito importante pra ambos. Ficar com 2 ou mais ao mesmo tempo é algo que ele supostamente condena (bom, pelo menos quando não é ele quem está 'pegando geral'). As pequenas declarações de carinho... A simples aceitação de exclusividade temporária!
"Descurtir" é normal e eu jamais lhe cobraria qualquer coisa em relação a isso, mas eu nunca vou entender porque as pessoas mentem tanto, por qualquer coisa, a qualquer momento, sem uma real necessidade. E nesse caso eu não era uma qualquer surgida do nada e que sumiria pra todo o sempre.
De qualquer forma foi fácil virar a página. Eu não estava realmente apaixonada e quando se trata de uma pessoa falsa, cortá-la da minha vida é num só estalo.
Mas ele gosta muito de pagar de cara certinho e evoluído. Como ainda somos amigos de redes sociais, acabei vendo uma de suas declarações o que gerou raiva momentânea e algumas alfinetadas indiretas da minha parte. E apesar de não citar nome em nenhum momento, ele entendeu que era pra ele e respondeu xingando. E ainda comenta por ai que foi ele quem deu um corte e que eu não falo mais com ele, como se realmente não quisesse continuar a me enrolar como estava fazendo e eu fosse a errada e tivesse que puxar papo pedindo desculpa por alguma coisa.
Talvez ele esteja certo. Segue o pedido:
"Prezado,
Desculpe por eu ter achado que você era uma cara bacana, por ter gostado de você e por achar que poderíamos ser amigos mesmo sem nosso pequeno rolo ir pra frente.
Realmente achar que você era homem foi um erro.
Ainda falta muito pra você deixar de ser moleque.
Aceite meu perdão pelo equívoco.
Sinceramente,
Josyane."
Maktub
Sensação boa de paz. Uma felicidade suave, daquelas que não tem motivo. Ou tem todo o motivo do mundo. ;x
Parece que finalmente meu ano começou. O que tinha de ruim pra acontecer, já aconteceu. Bem como estava previsto. A partir de agora, só as coisas boas. =)
Parece que finalmente meu ano começou. O que tinha de ruim pra acontecer, já aconteceu. Bem como estava previsto. A partir de agora, só as coisas boas. =)
Decepção não mata, ensina a não cair mais
Um enorme vazio se instaurou. Irônico, já que em nenhum momento te coloquei a frente de mim ou dos meus interesses.
O clima de pré-romance, o brincar de namorar escondido... Sem nenhuma promessa, só deixar rolar... Cadê?
A saudade jurada... Era só carência?
O clima de pré-romance, o brincar de namorar escondido... Sem nenhuma promessa, só deixar rolar... Cadê?
A saudade jurada... Era só carência?
“Vai depender da sua situação. Por ora fica como falta de interesse”.
Minha situação? Desculpa, qual a minha situação pra você? Aceitar ficar aguardando ansiosamente ser chamada do banco de reserva pra entrar em campo?
Sua falta de interesse repentina... Até quando você a deixaria ali, meio jogada pra que eu tropeçasse nela?
Eu não digo nem que seja cômodo pra você. Imagino que dizer que também sente saudade e não vê a hora de ficarmos juntos outra vez não seja tão fácil. Meio chato ter que atuar, né?
Chamo isso de covardia.
Dizer que quer ou não, não importa. Covardia em assumir o que sente. Às claras, botar as cartas na mesa, jogar limpo (quer que desenhe?).
O irônico da sensação de vazio não é pela paixão. Eu não estava apaixonada. Estava ali, um ponto antes dela. Aquele ponto que você fez questão de não deixar eu ultrapassar com seus comentários inoportunos segundos depois de mencionar a falta que eu fazia na sua vida de hum... ausências.
Ausência de hombridade. De autoestima. De ousadia. De interesse.
Doeu. Doeu como uma fisgada de infarto fulminante. Rápida. Fatal pro que poderia estar ali, germinando e você não se importou.
De você eu realmente não esperava isso. Mas a culpa não é sua. É minha por ter fantasiado alguém digno do meu respeito e carinho.
Para esclarecimento, minha situação é esta - não por ora, mas definitiva: total falta de interesse em receber o que você tem pra dar, ausências.
Das coisas que dão errado
Ai quando eu falo que tô numa onda toda errada ninguém acredita. Vamos aos causos...
O tal quadrinho de montagem que mencionei há uns posts atrás ficou uma merda. É, assim, simplesmente uma merda. Desmontei descolei tudo e já to com outra idéia... Mas vou deixar pra quando as coisas começarem a dar mais certo. Bom, pelo menos serviu pra eu arrumar minhas gavetas. Tá (quase) tudo no lugar. Com destaque pra uma pasta-arquivo contendo tudo de importante: exames, contra-cheques, contratos, diplomas, documentos etc. Tudo no seu devido lugar. =)
Daí eu até pensei que se a casa pegar fogo ou qualquer coisa horrivel assim, é só pegar aquela pasta e fugir. Mas ai lembrei que seria impossível eu conseguir pegar meus 22 bichos e decidi que vou morrer com eles. É, a onda pegou meus pensamentos também, mas é sempre bom ter algumas decisões já tomadas, mesmo antes dos problemas aparecerem. E espero que este não apareça nunca.
Ai decidi pintar o cabelo. Lá no Personare já tinham me avisado que não era um dia bom pra mudanças no visual, mas já tava marcado. A cor só pegou na raíz. E eu tenho uma hiper-mega sensibildiade na pele, meu couro cabeludo arde muito com quimica. Era preciso um tonalizante na raiz pra igualar a cor e a cabeça pegando fogo. Num guentei. To aqui como se fosse morena-pintada com a raiz mais clara crescida. Volto lá semana que vem com a cabeça mais aliviada pra terminar. E num dia em que o Personare não desaconselhe.
Hoje resolvi fazer uma receitinha que já tava separada aqui há meses... Pastel de forno com recheio de proteína de soja refogada com um monte de coisa. Hidratei a soja com curry pra dar gosto, mas exagerei e ficou muito forte. A massa do pastel não desgruda por nada e ficou mega salgada. E olha que segui a receita direitinho. Mas não adianta, quem não tem mão pra cozinha só serve pra comer mesmo. E isso faço muito bem.
... Bem até demais. Tanto que to uns bons quilos acima do meu peso. Resolvi tomar vergonha na cara e me matriculei na academia. E até fui, inclusive. Comecei essa semana. To toda dolorida, mas menos do que esperava. O que mais doeu mesmo foi a bunda, por causa da bicicleta. Hoje deu preguiça. Nem tanta assim, mas eu tava mais afim de me aventurar na cozinha. Antes tivesse ido...
E dia do amigo né. Sei que tenho alguns ótimos, mas digamos que não estou na melhor fase com eles. Culpa em parte minha, por estar mais introspectiva e enclausurada, e um pouco deles também, por não me procurarem ao menos pra saber se eu estou bem. É, porque tive uns dias ai bem complicados. Dai que tá, chega hoje todo mundo resolve dizer que ama, feliz dia do amigo pra cá e blá blá blá. E eu sou do contra, dia de alguma coisa pra mim é dia que eu to afim. Essas datas comemorativas sempre me irritam um pouco pela hipocrisia... Todo mundo se ama muito nos dias certos. Mas todo dia, que é dia de cuidar, preservar... blé. Tão nem ai. Ai veio um e "poxa, nem respondeu a mensagem pelo dia do amigo". Expliquei e ganhei um "valeu por me chamar de hipócrita". Eu disse isso? Não, eu não disse. Talvez possa ter sido grossa sem querer, como de costume. Um simples "obrigada, pra você também =)" evitaria o transtorno. Seria falso (não pela pessoa, mas pela "obrigação" da data), mas evitaria e ele teria ficado feliz.
Estranho como as pessoas preferem ser enganadas.
Só queria que meus amigos soubessem que quando eu disser que os adoro num dia qualquer vai ser muito mais sincero.
É isso. To aqui -desempregada ainda- esperando a nuvem preta dissipar pras coisas começarem a entrar nos eixos...
Morri pra todo o sempre infinitamente!
Nessas noites de frio que tal uma xícara de chocolate quente?
Ou você prefere um bolinho?
Não é de morrer com tanta fofura e delicadeza?!
Eu já não existo mais!
Ou você prefere um bolinho?
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| Daqui |
Não é de morrer com tanta fofura e delicadeza?!
Eu já não existo mais!
Quando o passado cai no seu pé
Eu sou uma pessoa extremamente desorganizada. Eu tento não ser, às vezes com muito sacrifício vou lá, ajeito, arrumo, mas daqui a pouco tá tudo bagunçado de novo. É mais forte que eu!
E desde que me entendo por gente, mentalizo aquela velha "nas férias vou fazer isso e aquilo". Poucas vezes consegui fazê-las.
Quando entrei de férias no trabalho e em seguida fiquei desempregada enfiei na cabeça que faria váaaarias coisas, porque sabia que teria tempo de sobra e muitas delas estavam mais do que adiadas e em nível de urgência.
Uma delas é meu armário. A parte de roupas às vezes minha mãe se mete por desespero, mas ela sempre arruma as coisas errado então fico bem puta contrariada quando ela o faz. E apesar de já ter visto várias dicas de organização pelos blogs da vida, me falta coragem. Até porque muita coisa não uso mais e o processo separá-las, colocá-las em sacolas pra serem doadas gera um transtorno muito grande com minha avó remexendo tudo e dizendo "mas isso tá novinho! não serve pra andar em casa?". Enfim, tenso.
Mas a parte do armário que tem ocupado meus pensamentos ultimamente são algumas gavetas com papeis. Uma em especial. Há tempos que não dou uma bela limpa nela. E é aquela gaveta onde jogo tudo: desde recados, telefones sem nome em guardanapos, chaveiros quebrados, o molde da minha boca pra colocar aparelho, recibos e contas pagas etc etc etc... O medo adia nosso encontro.
Bom, outra coisa que estava há um tempo querendo fazer também é um quadrinho com montagem de recortes... Os recortes estavam feitos há meses (mas a salvo da gaveta do triângulo das bermudas) e por esses dias apareceu uma possível base pra minha pseudo-arte. A necessidade de ocupar a cabeça com algo mais útil saudável me chamou pra tentar executar esse meu desejo.
Ajeito de cá, viro, corto e tá faltando alguma coisa. Lembrei que na tal gaveta poderia ter o que falta... Abri. Bom, com algum esforço consegui abri-la, porque o certificado de um curso que fiz estava dobrado e amassado lá dentro dificultando. Quando forcei e consegui, ela caiu no chão.
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| Um belo banquete pras traças |
Uma carta que escrevi pro meu anjo da guarda, agradecendo e fazendo alguns pedidos de aniversário quando ia fazer 14 ou 15 anos.
O recibo de pagamento de mensalidade do CCAA. Vejam só: 2005.
Agendas antigas com rascunhos de cartas pra ex-namorados. Bonito como o amor é sempre eterno! (risos)
E tantas outras coisas que ainda tenho que ver com calma...
Bom, achei o que eu queria. Mas nem terminei meu quadro, nem arrumei a gaveta ainda. Parei tudo pra vir escrever aqui. Então deixa eu terminar alguma coisa... fui!
Amar é Punk
Eu já passei da idade de ter um tipo físico de homem ideal para eu me relacionar. Antes, só se fosse estranho (bem estranho). Tivesse um figurino perturbado. Gostasse de rock mais que tudo. Tivesse no mínimo um piercing (e uma tatuagem gigante). Soubesse tocar algum instrumento. E usasse All Star. Uma coisa meio Dave Grohl. Hoje em dia eu continuo insistindo no quesito All Star e rock´n roll, mas confesso que muita coisa mudou. É, pessoal, não tem jeito. Relacionamento a gente constrói. Dia após dia. Dosando paciência, silêncios e longas conversas. Engraçado que quando a gente pára de acreditar em "amor da vida", um amor pra vida da gente aparece. Sem o glamour da alma gêmea. Sem as promessas de ser pra sempre. Sem borboletas no estômago. Sem noites de insônia. É uma coisa simples do tipo: você conhece o cara. Começa, aos poucos, a admirá-lo. A achá-lo foda. E, quando vê, você tá fazendo coraçãozinho com a mão igual uma pangaré. (E escrevendo textos no blog para que ele entenda uma coisa: dessa vez, meu caro, é diferente). Adeus expectativas irreais, adeus sonhos de adolescente. Ele vai esquecer todo mês o aniversário de namoro, mas vai se lembrar sempre que você gosta do seu pão-de-sal bem branco (e com muito queijo). Ele não vai fazer declarações românticas e jantares à luz de vela, mas vai saber que você está de TPM no primeiro "Oi", te perdoando docemente de qualquer frase dita com mais rispidez. Ah, gente, sei lá. Descobri que gosto mesmo é do tal amor. DA PAIXÃO, NÃO. Depois de anos escrevendo sobre querer alguém que me tire o chão, que me roube o ar, venho humildemente me retificar. EU QUERO ALGUÉM QUE DIVIDA O CHÃO COMIGO. QUERO ALGUÉM QUE ME TRAGA FÔLEGO. Entenderam? Quero dormir abraçada sem susto. Quero acordar e ver que (aconteça o que acontecer), tudo vai estar em seu lugar. Sem ansiedades. Sem montanhas-russas. Antes eu achava que, se não tivesse paixão, eu iria parar de escrever, minha inspiração iria acabar e meus futuros livros iriam pra seção B da auto-ajuda, com um monte de margaridinhas na capa. Mas, caramba! Descobri que não é nada disso. Não existe nada mais contestador do que amar uma pessoa só. Amar é ser rebelde. É atravessar o escuro. É, no meu caso, mudar o conceito de tudo o que já pensei que pudesse ser amor. Não, antes era paixão. Antes era imaturidade. Antes era uma procura por mim mesma que não tinha acontecido. Sei que já falei muito sobre amor, acho que é o grande tema da vida da gente. Mas amor não é só poesia e refrão. Amor é reconstrução. É ritmo. Pausas. Desafinos. E muitos desafios. Demorei anos pra concordar com meu querido Cazuza: "eu quero um amor tranqüilo, com sabor de fruta mordida". Antes, ao ouvir essa música, eu sempre pensava (e não dizia): "porra, que tédio!" Ah, Cazuza! Ele sempre soube. Paixão é para os fracos. Mas amar - ah, o amor! - AMAR É PUNK.
(Fernanda Mello)
O menino perdido
Lenta infância de onde como de um pasto comprido
cresce o duro pistilo,
a madeira do homem.
Quem fui? O que fui? O que fomos?
Não há resposta. Passamos.
Não fomos. Éramos. Outros pés,
outras mãos, outros olhos.
Tudo foi mudando folha por folha,
na árvore. E em ti? Mudou a tua pele,
o teu cabelo, a tua memória. Aquele que não foste.
Aquele foi um menino que passou correndo
atrás de um rio, de uma bicicleta,
e com o movimento
foi-se a tua vida com aquele minuto.
A falsa identidade seguiu os teus passos.
Dia a dia as horas se amarraram,
mas tu já não foste, veio o outro,
o outro tu, e o outro até que foste,
até que te arrancaste
do próprio passageiro,
do trem, dos vagões da vida,
da substituição, do caminhante.
A máscara do menino foi mudando,
emagreceu a sua condição enfermiça,
aquietou-se o seu volúvel poderio:
o esqueleto se manteve firme,
a construção do osso se manteve,
o sorriso,
o passo, o gesto voador, o eco
daquele menino nu
que saiu de um relâmpago,
mas foi o crescimento como um traje!
Era outro o homem e o levou emprestado.
Assim aconteceu comigo.
De silveste
cheguei a cidade, a gás, a rostos cruéis
que mediram a minha luz e a minha estatura,
cheguei a mulheres que em mim se procuraram
como se a mim tivessem perdido,
e assim foi sucedendo
o homem impuro,
filho do filho puro,
até que nada foi como tinha sido,
e de repente apareceu no meu rosto
um rosto de estrangeiro
e era também eu mesmo:
era eu que crescia,
era tu que crescias,
era tudo,
e mudamos
e nunca mais soubemos quem éramos,
e às vezes recordamos
aquele que viveu em nós
e lhe pedimos algo, talvez que se recorde de nós,
que saiba pelo menos que fomos ele, que falamos
com a sua língua,
mas das horas consumidas
aquele nos olha e não nos reconhece.
Pablo Neruda
Aos 26 anos já não me iludo com a idéia de mudar o mundo. Tampouco as pessoas. Entrei no que eu posso chamar de amadurecimento, finalmente. Não completo - seria isso possível? Mas me sinto mais voltada pra mim, ao que eu quero, ao que me faz bem. Não diria que seja egoísmo. Acho que poucas vezes na vida fui tão generosa. Comigo mesma.
Por muito tempo arrastei uma característica da adolescência: uma espécie de rebeldia, mas que sempre foi movida por um desejo de chocar outrem. Cada atitude "transgressora" era seguida de uma procura por olhares alheios, queria ser vista, interpretada como uma pessoa fora do comum.
O comum sempre me cansou. Mas hoje percebo que mesmo tendo algumas atitudes realmente diferentes da maioria, eu sou bem comum. E me sinto bem sendo assim. Hoje me aceito como sou e a paz "no mundo" que tanto desejamos vem aos poucos tomando conta do meu mundo.
Hoje não me importa como me vêem. Na verdade, para os poucos me interessam, procuro quebrar a imagem que por tanto tempo cultivei. Não é fácil, foram muitos anos de escudos e máscaras "super modernas". Mas também não me preocupo em forçar nada... Não estou procurando mais os olhares para ver se estão me percebendo com minha nova "roupagem". Estou sendo, simplesmente...
E nesse caminhar de me encontrar sinto que vou deixando algumas pessoas surpresas, outras confusas, outras decepcionadas...
Bancar quem se é não é fácil enquanto se quer ser outra coisa. Mas depois que se relaxa e se deixa levar pela enorme onda de si mesma é reconfortante chegar a praia e se deparar com seus verdadeiros desejos. Gostaria que meus amigos entendessem isso, mas muitos a esta hora estão me julgando como maluca, depressiva, bipolar e sabe lá mais o que... rs. E acostumados com a velha Josy, não sabem como aproveitar a nova... Saudade deles. Mas não sinto saudade da velha Josy. E se pra tê-los por perto de novo terei de ressuscitá-la, sinto que vou ficar sozinha mais um bom tempo...
Por muito tempo arrastei uma característica da adolescência: uma espécie de rebeldia, mas que sempre foi movida por um desejo de chocar outrem. Cada atitude "transgressora" era seguida de uma procura por olhares alheios, queria ser vista, interpretada como uma pessoa fora do comum.
O comum sempre me cansou. Mas hoje percebo que mesmo tendo algumas atitudes realmente diferentes da maioria, eu sou bem comum. E me sinto bem sendo assim. Hoje me aceito como sou e a paz "no mundo" que tanto desejamos vem aos poucos tomando conta do meu mundo.
Hoje não me importa como me vêem. Na verdade, para os poucos me interessam, procuro quebrar a imagem que por tanto tempo cultivei. Não é fácil, foram muitos anos de escudos e máscaras "super modernas". Mas também não me preocupo em forçar nada... Não estou procurando mais os olhares para ver se estão me percebendo com minha nova "roupagem". Estou sendo, simplesmente...
E nesse caminhar de me encontrar sinto que vou deixando algumas pessoas surpresas, outras confusas, outras decepcionadas...
Bancar quem se é não é fácil enquanto se quer ser outra coisa. Mas depois que se relaxa e se deixa levar pela enorme onda de si mesma é reconfortante chegar a praia e se deparar com seus verdadeiros desejos. Gostaria que meus amigos entendessem isso, mas muitos a esta hora estão me julgando como maluca, depressiva, bipolar e sabe lá mais o que... rs. E acostumados com a velha Josy, não sabem como aproveitar a nova... Saudade deles. Mas não sinto saudade da velha Josy. E se pra tê-los por perto de novo terei de ressuscitá-la, sinto que vou ficar sozinha mais um bom tempo...
Preconceito é démodé!
Li alguns absurdos sobre o tal do "kit gay" nas escolas. Pelo que vi do que se trata de verdade, não tem nada de pornográfico ou de influenciável. É lamentável ver que algumas pessoas ainda discutem sobre gostar ou não da homossexualidade.
Olha, garanto que nenhum gay quer que uma pessoa ignorante goste dele. Ele quer apenas viver como ele é: normal. Ter a certeza de que vai poder sair, trabalhar, estudar, se divertir e que não vai ser discriminado por uma condição a qual não teve escolha. - Pelo tanto de gente ignorante e violenta no mundo, te garanto que se ele pudesse, escolheria ser igual a maioria só pra não ter que enfrentar essas barbaridades. Não correr o risco de ser agredido de repente na rua.
Sexualidade é uma questão biológica, determinada durante a formação do cérebro, lá no útero. É como ser destro ou canhoto, não se escolhe. Não se trata de doença e, por favor, parem de enfiar questões religiosas em discussões sérias. Porque se fosse doença, a ciência já teria pesquisas pra procurar a cura. E pelo contrário, em 1973, a Associação Médica Americana retirou a homossexualidade da categoria de doença (tornando o termo homossexualismo ultrapassado e errado).
Não é Deus que procura cura pra doença biológica, é? Algum relato sobre isso? Por ignorância e fanatismo religioso só temos registro de desgraça na história. Deus, se realmente existir, tá mais preocupado com o tanto de merda que você fala do que com o que uma pessoa de bem tá fazendo ou deixando de fazer em um quarto.
Quanto à suposta influencia que pode ter em crianças... Bom, a questão é muito simples: ninguém aqui acha normal um casal hetero se esfregando como animais no cio no meio da rua, né? Mas carinhos e beijos, ok. Ninguém liga um canal erótico pra criança assistir, né? Mas ver cenas sutis de relações sexuais na novela já está sendo comum.
Até onde eu sei os homossexuais são filhos de casais heterossexuais, e todos os que eu conheço tem uma família normal, pais separados ou não, irmãos ou não, algumas brigas, colegas de escola nas mesmas condições... Tudo normal.
Então fica provado que não se trata de influencia. A sociedade sempre foi hetero e nem por isso os gays deixaram de existir. É b-i-o-l-ó-g-i-c-o!
A única coisa que se quer é o direito de ir e vir como qualquer cidadão. Tolerância com a diversidade. É isso que o tal kit quer ensinar pras crianças. Nada mais.
Assim como judeus foram mortos, como negros foram explorados, como mulheres nem podiam votar até ha pouco tempo. E hoje isso tudo é considerado absurdo sem espaço pra argumentos.
E há tanta discriminação no mundo... Com os gordos, com os altos, com os que se usam tatuagens ou piercings, com os que escolhem uma ou outra profissão, com os Downs etc etc... Até quando, hein? Preconceito está tãaaaaao fora de moda!
Deixem as pessoas amarem em paz e terem prazer em paz com quem elas bem entenderem.
Vá você cuidar da sua vida, do seu medo do desconhecido. Procure alguém pra amar, ocupe-se com algo prazeroso ao invés de jogar suas frustrações em quem só quer ser feliz. Pratique a tolerância e o respeito. Não precisa gostar. A gente lamenta a sua ignorância, mas compreende a diversidade de QI's também.
Olho de sofrida feat Maquiadora invejosa
Tava eu aqui sem ter o que fazer quando me deparei com o teaser do clipe novo da Brit, "I Wanna Go". E vamos lá, não quero falar de performance, de música, de figurino... to caganu pra isso tudo (mentira, adoro tudo, mas não é o foco). Quero falar do que eu entendo, ou pelo menos, passei a entender mais e consequentemente fiquei mais crítica: maquiagi.
Neidoca em bons momentos e com photoshop é toda bonitinha neam. Um amor. Mas tem um olhinho caído de gente que sofre. Faz parte, bee. Num é inveja não. Invejosa é a maquiadora que xoxou a cara dela, literalmente.
O que não falta é tutorial nessa internet ensinando a como maquiar diferentes formartos de zóio pra fazer a bonita sem erro. Vamos ao que a Mari postou no Petiscão.
Neidoca em bons momentos e com photoshop é toda bonitinha neam. Um amor. Mas tem um olhinho caído de gente que sofre. Faz parte, bee. Num é inveja não. Invejosa é a maquiadora que xoxou a cara dela, literalmente.
O que não falta é tutorial nessa internet ensinando a como maquiar diferentes formartos de zóio pra fazer a bonita sem erro. Vamos ao que a Mari postou no Petiscão.
O básico do básico. Não marcar embaixo e puxar pra cima. Dependendo do grau de sofrimento caimento, é bom nem chegar até o canto externo do olho. E sem lápis na linha d'água. As creyça não sabe o que é linha d'água? É a parte interna do zóio. A gente quer dar Up, então nada de marcar down.
E ai o que a invejosa da maquiadora faz cá Brit?
Transforma ela num panda com mágoa de miguxa.
Todas sofre.
Ai como continuava sem ter o que fazer dessa minha vida, resolvi fazer um apanhado de umas maquilagy da nossa munita (sem ordem cronológica que num to aqui pra avaliar ruga!). Pega o pincel e me acompanha:
Crazy
Munita com esfumado do jeito certo. Época em que ainda era fofa, o corpo não tava cagado e nem se comportava como uma biscat.
From the bottom of my broken heart
E o cu que foi pra lembrar dessa música pra achar o clipe? E quando achei quase cochilei, menine. Mas é isso ai, sombrinha clara, iluminado no canto interno, blush rosado e boca natural. Ela ainda era virgem né gent! Ou se fazia direitinho!
Oops I did it again
Eu num guento com a racha marcada nesse colant vermelho. Esse clipe só num é mais desnecessário que o Lucky. Mas ai ó, sombra clara all over the eyes, lapis claro na linha d'água pra "abrir" e rimel pra levantar. Ta cafona, mas pelo menos orna com a proposta do clipe.
Overprotected
A luz desse clipe caga um pouco da nitidez da pintura, mas vamo lá... Ta munito pra caramba! Up bem dado com sombrão escuro no canto externo, iluminado no interno. Um pouco de blush demais pro meu gosto, mas sem beirar o ridiculo. Titia aprovou.
Slave 4 u
Os closes da fuça da moça não valorizaram, o cabelo cobre os olhos o tempo todo. Isso ai foi o melhor que eu pude. O up não tá tão evidente, mas ainda está lá. Depilação em dia, arrasou.
Stronger
Linda até dizer chega nesse clipe. A maquiagi não segue a risca a dica, marcando embaixo, mas compensou com cílios postiços pra garantir o up.
Hold it against me
Tão xoxada que sofre. Nem o mercha da make up forever garantiu decencia na pintura facial. O delineado ta sofrível marcando o canto externo caido, os cílios tão com aspecto de pata de aranha. Todas lamenta. Mas o clipe tem clima de terror neam, então ta tudo certo.
3
Leeeanda! Todas se corta de inveja. Beeeeaj!
Dita é Diva
Dita Von Teese.
Dita que é atriz, modelo e dançarina artista burlesca, faz suas apresentações -em que fica quase nua- povoarem o imaginário dos marmanjos. Strip-tease seguido de banho numa taça de Martini. A prova de que bom senso, bom gosto e sensualidade estão muito mais associados a atitude e feminilidade, do que bundas enormes sacudindo ao som de refrões de baixo nível.
A diva, que nasceu Heather Renée Sweet, é tão fetichista que incorporou a personagem e não conseguiu mais sair dela, vive toda trabalhada no retrô. Pessoalmente acho doentia a adoção de um estilo completamente fora de época, é meio viver em uma festa a fantasia 24h/dia. Mas sou apaixonada por pin-ups e qualquer toque vintage na produção de uma mulher fica um luxo e muito charmoso.
Dita que é atriz, modelo e ![]() |
| Em tempos de roupas que mostram o útero, onde até as negras estão ficando loiras, Dita, naturalmente loira, pinta o cabelo de preto e usa roupas do tempo da sua avó. É um tapa na cara da sociedade. |
A diva, que nasceu Heather Renée Sweet, é tão fetichista que incorporou a personagem e não conseguiu mais sair dela, vive toda trabalhada no retrô. Pessoalmente acho doentia a adoção de um estilo completamente fora de época, é meio viver em uma festa a fantasia 24h/dia. Mas sou apaixonada por pin-ups e qualquer toque vintage na produção de uma mulher fica um luxo e muito charmoso. ![]() |
| Use-a como infinita fonte de inspiração, mas com moderação. |
Desabafo de alguém que ama demais para os que falam demais
Resolvi escrever aos meus amigos preocupados comigo e assustados com o fato de eu ter muitos gatos em casa e transformar esse desabafo em uma resposta padrão sempre que vierem falar qualquer coisa a respeito.
Eu tenho atualmente 20 gatos em casa. Se ainda tivesse todos que passaram pela minha vida, desde meus 7 anos, quando tive minha primeira gata (que morreu aos 12 anos em 2004), certamente hoje teria mais de 100. Fruto da falta de informação e interesse dos meus pais em castração, vacinação e coisas do tipo. No meio de tantos bichos, por duas vezes alguns foram levados para um abrigo em Ricardo de Albuquerque (onde hoje costumo castrá-los), eu tinha pouco mais de 12, 13 anos e absolutamente nenhuma autonomia sobre deles. Ambas as vezes que tive que me despedir deles, chorei por dias, tive febre e até hoje não me perdoo, mesmo não tendo culpa.
Eu sempre quis ter um gato. Um. Quando pequena tive coelhos, pintinhos, cachorros... Mas sempre quis ter um gato. Nunca sonhei em ter uma penca deles. Mas cresci e o excesso de informação sobre o descaso, abandono e maus-tratos a animais, que muitos não têm idéia ou é indiferente, me fazem não ter coragem de fechar os olhos aos que aparecem a minha frente. Bom, quem anda comigo sabe o quanto eu tenho que ser forte pra ser indiferente ao tanto de bicho que cruza meu caminho. A vontade é de pegar todos e trazer pra casa. Não porque acho bonitinho e fofinho simplesmente, mas porque é o que mexe comigo. Tem quem se comova com velhinhos, crianças e mendigos - e que bom que essas pessoas existem!, mas o meu ponto fraco são os animais. Não só gatos e cachorros, mas todos. Quem passa pela linha vermelha já deve ter visto os bodes e cabras que têm presos em alguns cercados. Acompanhei o crescimento de alguns cabritinhos. O coração aperta com cavalos soltos na pista...
É, infelizmente atualmente eu não tenho condição financeira de bancar os que tenho como gostaria, deveria e eles merecem, mas vou dando meu jeito. Sei que muitos acham loucura porque deixo de comprar coisas pra mim ou fazer passeios, viagens e whatevers porque preciso ter o dinheiro pra pelo menos a ração deles ter garantida. É. Gosto de ter coisas sim, sair, luxo, glamour e vida de princesa. Quem não gosta? Mas do que me adiantaria estar sempre linda e impecável dando pinta bêbada na rua se dentro de mim o que incomoda mesmo é ver animais sofrendo? Sei que não posso salvar todos do mundo. Mas se posso fazer diferença pra alguns poucos, não vou me negar a isso.
Perceba, vocês provavelmente nunca chegaram pra algum dono de orfanato e falou "por que cuidar de tanta criança? Vai se divertir!". Ou dono de asilo "são só velhos!".
E acredito também que não dão pitacos quanto a escolha profissional de todos a sua volta "olha, você gosta de viajar, faz turismo", "você gosta de comer, gastronomia", "você gosta de beber, engenharia quimica", "você gosta de sexo, prostituta". É, eu economizaria uma grana com gastos com veterinário, certamente. Mas as coisas não são tão simples. As pessoas têm limitações e fazem escolhas. Gostaria que respeitassem as minhas.
Já venci algumas doenças e problemas com meus bichos, como a cinomose do Bitoca, a infecção por aborto da minha primeira gata já falecida e muitas outras. É sempre a maior alegria que posso sentir vê-los melhorando e brincando novamente. Hoje estou perdendo de novo a luta contra a lipidose hepática. Há dois anos perdi minha Nicole e agora é a Lola que está indo embora por causa dessa maldita doença que surge sem explicação. A dor é absurda, sensação de impotência máxima, mesmo fazendo tudo... remédio, alimentação, soro... E ela cada vez mais fraca, magra, gemendo...
Não quero que vocês sejam como eu, não quero nem que concordem. Mas por favor, respeitem meu jeito, eu não escolhi ser assim (gostaria de ser indiferente a muitas coisas, sofreria bem menos), como muitos de vocês não escolheram ser hetero ou homossexuais, baixos ou altos, magros ou gordos, brancos ou negros. Não escolheram gostar mais de azul do que de verde, ou de chocolate mais do que de baunilha. Vocês nasceram assim e são obrigados a conviver com suas características. Com o que elas trazem de bom e ruim pra vida de vocês.
Entendo e agradeço de coração a preocupação de cada um de vocês, mas vejam, do que me adiantaria ter tudo de material que eu quero, se o que me faz feliz de verdade é ver animais saudáveis, livres do frio, da fome e de gente sem escrúpulo?
Se a preocupação de vocês é séria e só querem o melhor pra mim, colaborem depositando uma grana na minha conta bancária pra poder cuidar deles, ok? ;) Prometo prestar contas.
Update: sobre toxoplasmose: https://www.facebook.com/?ref=logo#!/pages/Toxoplasmosis/107832265912101
E atenção, gente: meus gatos comem ração e mesmo assim eu ainda não to comendo o cocô deles. Certo? Obrigada.
Conto de Fadas
Depois de muito, muito, MUITO se falar sobre o casamento real, só duas coisas a declarar:
O mundo (e eu também, um pouco, confesso) ainda vive sob o arquétipo do príncipe encantado e da plebéia que vira princesa. Disney deve estar amando esse estardalhaço todo. Triste. Porque até gostaria de acreditar que realmente se trata de uma linda história de amor digna de conto de fadas. Mas algo não está me descendo. Será golpe do baú? Bom, se for, realmente lamento por ela, porque viver sob pressão de família real, holofotes e flashes do mundo inteiro, todos te observando e julgando... realmente... só valeria a pena se fosse por amor mesmo. Porém meu lado romântico, apesar de desiludido, ainda quer acreditar que se trata apenas de um jovem casal normal que tem de passar por toda essa burocracia porque não tem culpa da origem da família dele.
Uma bela moça, educada, elegante e blá blá blá, como todos os veículos de informação não cansam de falar. Mil comparações com princesas antecessoras e pffff. Eu esperava um pouco mais da produção como noiva (não sei se esperava ou apenas gostaria que ela ultrapassasse o óbvio). Não que o vestido não seja bonito. É lindo! Tradicional, sem exageros cafonas, conservador, mas não muito. Ok. Mas assim... tudo bem 'ok' mesmo. Tradição e respeito sim, mas cadê o glamour típico de noiva, independente de realeza? Uma maquiagem mais viva, um cabelo mais trabalhado... nem um esmaltezinho, gente! Parece que ela se arrumou correndo e não deu tempo de fazer nada.
De qualquer forma, estava tudo combinando milimetricamente com ela... Tudo perfeitamente nos seus lugares. E completamente sem sal.
Pensei em assistir a cerimônia. Mas dormi. Quer dizer... Nem me dei ao trabalho de acordar. Pelo contrário: acordei mais atrasada do que nunca. Deve ser o tédio que veio lá da Europa e bateu aqui me tirando todo e qualquer ânimo pra levantar...
Update:
Gente, Brasil também tem uma família real. Como vivi até hoje sem saber disso? Mudou minha vida! Qué dizê. Mas parece que o tédio não bateu só em mim... Foi instalado um telão no auditório do Museu Imperial de Petrópolis para que a cerimômia fosse acompanhada ao vivo pelo público e os príncipeas brasileiros foram convidados. Mas adivinha quem foi?
Cri cri cri...
Miacabo!! rsrs
Semana Santa
Quinta-Feira Santa Sexta-Feira Santa À tarde apresenta o drama da morte de Jesus Cristo no Calvário, sua morte e crucificação. Nesse dia não se celebra a missa em todo o mundo e o altar é iluminado sem cruz, sem velas e nem adornos. As pessoas costumam, em sinal de respeito, não comer carne. Sábado Santo A igreja está em silêncio e meditação. Uma forma de acompanhar a morte de Jesus e esperar sua ressurreição. À noite acontece a vigília pascal, ou seja, os cristãos passam a noite rezando, esperando o grande dia: a Páscoa. Domingo de Páscoa Mais conhecido como o dia de Páscoa, é o ápice do ano litúrgico. A igreja se reúne para comemorar a ressurreição de Jesus Cristo, sua vitória sobre a morte. A sua ressurreição simboliza o início de uma vida nova, iluminada. Não sei quanto aos outros, mas eu tive uma semana santa bem iluminada. Cheia de inspiração, idéias... tudo fervilhando ao mesmo tempo na cabeça! Sensação boa. Pra fechá-la, aquele temporal maravilhoso de ontem, foi com chave de ouro. Mas a minha "Páscoa", a minha ressurreição ainda não veio: está prometida pra essa semana... *dedos cruzados*. ![]() |
Todo dia foi dia de Maria (só pra completar)
Publicado por: Vanessa Paes Barreto, em 30/03/2011 - 00h20 em http://bbb11.yahoo.net/blog/209/todo-dia-foi-dia-de-maria.html
Quem diria que Maria chegaria tão longe? No começo ela parecia apenas uma entre as muitas mulheres gostosonas que entram no programa, sonhando em estampar a capa da Playboy. Maria vai sim sair na Playboy, mas para quem acompanhou o “BBB11” ela será muito mais do que um corpão. E, principalmente, para a história do "BBB", já que Maria foi a primeira mulher sem origem humilde a ganhar o grande prêmio.
Meu objetivo com este post não é endeusar Maria, mesmo porque de santa ela não tem nada. Ela também não merece ser canonizada e não representa ou serve de exemplo para as mulheres de uma forma geral. Maria é um ser humano como outro qualquer, cheia de virtudes e falhas. Cheia de certezas e inseguranças. Se acha e se desmerece na mesma medida. É REAL!
Não tenho a menor dúvida de que TODO dia foi dia de Maria no “BBB11”. Antes de Pedro Bial se pronunciar, já era claro para todos nós, há muito tempo, que ela carregou o programa nas costas (ao lado de Daniel, que amargou um terceiro lugar porque mariou, e feio, na última semana). Muitos de nós mariamos. Bial mariou, Boninho mariou... Como dizem nas comunidades de BBBmaníacos, espalhadas pelas redes sociais, Maria virou verbo! Muitos aprenderam a gostar e a admirar esta doidinha desligada, que mostrou, nada mais nada menos, do que Maria.
Claro que Maria não é unanimidade e entendo isso, mas sempre fui contra qualquer julgamento que fizeram em relação às atitudes impensadas de Maria dentro da casa ou seu suposto passado fora da casa. Pura hipocrisia! Que mulher nunca gostou do homem errado. Que mulher não se humilhou pela atenção daquele que menos merecia e pisou em quem valia a pena? Que jogue a primeira pedra a mulher que não tentou afogar suas mágoas nos braços de um filezão como Wesley? Mesmo que não gostasse dele tanto assim.
Ah, só tentar afogar, claro. Por que, assim como muitas de nós, Maria também remoeu o amor perdido. Teve recaídas, jurou que tudo teria um fim, que se daria o valor, mas cedeu e mergulhou novamente naquele sentimento que só a fazia sofrer. Ela desenterrou SIM o “falecido”, mesmo que o que mais quisesse fosse vê-lo a seus pés, nem que fosse para desprezá-lo ou chegar à conclusão de que simplesmente não queria mais nada. Alguém já viu uma mulher desprezada tendo equilíbrio emocional? Me apresentem para que eu possa aplaudí-la de pé!
Se Maria pecou em algum momento no “BBB” foi por ter mostrado quem ela era de verdade, na íntegra e para quem quisesse ver. Ela deu a cara a tapa sem a MENOR preocupação com o que estávamos pensando aqui fora. Maria foi autêntica, intensa, forte, engraçada, burra e esperta. Não quis vestir nenhuma máscara, não quis transparecer o que não era.
Fora que Maria tirou o confinamento de letra e não se abalou por nenhum minuto. Viveu intensamente, foi impulsiva e se entregou ao jogo, as amizades, ao amor, ao tesão, as provas... tudo de forma muito natural, sem fazer ceninha. Alguns dizem por aí que Maria é uma atriz e que não conseguiu enganar a todos. Se isso for verdade, Fernanda Montenegro que se cuide, porque ela arrebentou!
Bial disse sabiamente que joga bem quem se joga de verdade e ninguém mais do que Maria se jogou e se entregou por inteiro. Como eu disse em meu post anterior, que a vitória de Maria dê início a uma nova fase do "BBB". Uma fase na qual o preconceito não faça parte do critério de votação.
Parabéns, Maria, você mereceu!
Quem diria que Maria chegaria tão longe? No começo ela parecia apenas uma entre as muitas mulheres gostosonas que entram no programa, sonhando em estampar a capa da Playboy. Maria vai sim sair na Playboy, mas para quem acompanhou o “BBB11” ela será muito mais do que um corpão. E, principalmente, para a história do "BBB", já que Maria foi a primeira mulher sem origem humilde a ganhar o grande prêmio.
Meu objetivo com este post não é endeusar Maria, mesmo porque de santa ela não tem nada. Ela também não merece ser canonizada e não representa ou serve de exemplo para as mulheres de uma forma geral. Maria é um ser humano como outro qualquer, cheia de virtudes e falhas. Cheia de certezas e inseguranças. Se acha e se desmerece na mesma medida. É REAL!
Não tenho a menor dúvida de que TODO dia foi dia de Maria no “BBB11”. Antes de Pedro Bial se pronunciar, já era claro para todos nós, há muito tempo, que ela carregou o programa nas costas (ao lado de Daniel, que amargou um terceiro lugar porque mariou, e feio, na última semana). Muitos de nós mariamos. Bial mariou, Boninho mariou... Como dizem nas comunidades de BBBmaníacos, espalhadas pelas redes sociais, Maria virou verbo! Muitos aprenderam a gostar e a admirar esta doidinha desligada, que mostrou, nada mais nada menos, do que Maria.
Claro que Maria não é unanimidade e entendo isso, mas sempre fui contra qualquer julgamento que fizeram em relação às atitudes impensadas de Maria dentro da casa ou seu suposto passado fora da casa. Pura hipocrisia! Que mulher nunca gostou do homem errado. Que mulher não se humilhou pela atenção daquele que menos merecia e pisou em quem valia a pena? Que jogue a primeira pedra a mulher que não tentou afogar suas mágoas nos braços de um filezão como Wesley? Mesmo que não gostasse dele tanto assim.
Ah, só tentar afogar, claro. Por que, assim como muitas de nós, Maria também remoeu o amor perdido. Teve recaídas, jurou que tudo teria um fim, que se daria o valor, mas cedeu e mergulhou novamente naquele sentimento que só a fazia sofrer. Ela desenterrou SIM o “falecido”, mesmo que o que mais quisesse fosse vê-lo a seus pés, nem que fosse para desprezá-lo ou chegar à conclusão de que simplesmente não queria mais nada. Alguém já viu uma mulher desprezada tendo equilíbrio emocional? Me apresentem para que eu possa aplaudí-la de pé!
Se Maria pecou em algum momento no “BBB” foi por ter mostrado quem ela era de verdade, na íntegra e para quem quisesse ver. Ela deu a cara a tapa sem a MENOR preocupação com o que estávamos pensando aqui fora. Maria foi autêntica, intensa, forte, engraçada, burra e esperta. Não quis vestir nenhuma máscara, não quis transparecer o que não era.
Fora que Maria tirou o confinamento de letra e não se abalou por nenhum minuto. Viveu intensamente, foi impulsiva e se entregou ao jogo, as amizades, ao amor, ao tesão, as provas... tudo de forma muito natural, sem fazer ceninha. Alguns dizem por aí que Maria é uma atriz e que não conseguiu enganar a todos. Se isso for verdade, Fernanda Montenegro que se cuide, porque ela arrebentou!
Bial disse sabiamente que joga bem quem se joga de verdade e ninguém mais do que Maria se jogou e se entregou por inteiro. Como eu disse em meu post anterior, que a vitória de Maria dê início a uma nova fase do "BBB". Uma fase na qual o preconceito não faça parte do critério de votação.
Parabéns, Maria, você mereceu!
Considerações sobre BBB
Ah, os pseudo-intelectuais... Aqueles que entre uma folha e outra dos seus incríveis livros-super-inteligentes dão uma olhadinha na TV ligada no outro cômodo da casa ou na do vizinho, pela janela...
Pedro Bial era ídolo pra mim nas primeiras edições... Depois de anos se drogando com tanto filtro solar, ele tende mais a me irritar do que qualquer outra coisa. Suas poesias fora de hora o tornam mais pseudo do que qualquer um que diz não assistir BBB por estar abaixo do seu nível intelectual. Mas ele ganhou meus aplausos após um belíssimo tapa na cara dessa gente, com as seguintes palavras:
Nós achamos que os gregos antigos eram mais inteligentes que a gente porque eles iam a Ágora. (Ágora era a praça central das cidades gregas.) Eles iam pra Ágora pensar sobre a vida, quer dizer, filosofar. Quem já pensou, já se perguntou sobre a vida uma vez, já fez filosofia. Se foi boa filosofia ou não, é outro papo. O filosofo Mac Whatever* acha uma bobagem a gente se considerar inferior aos gregos antigos só porque a gente fica que nem batata no sofá vendo Big Brother em vez de filosofar na Ágora. E aí ele pergunta, matando a pau: Por que os gregos antigos iam pra praça, para a Ágora? Ora, é claro: porque eles não tinham televisão. =) A televisão é a Ágora contemporânea, onde a gente discute e pensa a vida.
Pensar que há 10 anos o grande escândalo causado pelo Big Brother era o fato de ser um programa que supostamente incentivaria o voyeurismo e o exibicionismo. Ahn?! Alguém lembra que isso era considerado "pervertido"?
Letreiros: 10 anos depois... Discutidas a exaustão nos botequins e jornais populares, homofobia e heterofobia foram coisa da edição passada! Esse ano misoginia - aversão ou ódio às mulheres, virou assunto de mesa de jantar. Ah! E nunca, nunca se falou tão abertamente sobre transsexualismo ou pelo menos nunca houve chance igual. E mais: discutiu-se em profundidade a questão da auto-estima feminina, por causa por exemplo de Paulinha, essa flor de nosso jardim. E por causa de outras flores também. E isso é só parte da história que vocês viveram e nem desconfiam. Mas outros viram... Muitos viram. Essa edição, gentilmente, baixou as calcinhas e cuecas de muita ignorância - a mãe dos preconceitos.
Para um povo enraizado na ignorância como o brasileiro, há de se enfiar alguma informação em sua cabeça a todo custo. E o único jeito, ou o mais rápido e eficaz é assim: com cultura popular. Programas como o Big Brother. Não, não é a maneira mais eficiente. Para mudar um país e seu povo de verdade, a mudança tem que vir de berço. De escola. De saúde. De emprego e condições dignas pra viver. Mas onde, né, Brasil? Sendo assim, acho válido o programa como entretenimento e abertura pra se discutir questões sociais mais do que sérias: comuns. E tentar, ao menos, derrubar tantos tabus.
Não sou BBBmaníaca. Geralmente começo a ver lá pela terceira semana... A saber quem é quem quando o programa já tem lá seu um mês e pouco. Quando as histórias já estão acontecendo e não só o clima "uhul" de muita amizade e deslumbramento do começo. E essa edição, convenhamos, nem emocionou tanto.
Bom, o programa acabou ontem, com uma vitória estereotipadamente inédita. E com minha torcida confessa. Comecei a gostar da Maria quando me vi nela: aquela mulher intensa demais, que se joga de cabeça sem pesar ou pensar nas consequências. Se humilha pelo cara por quem está, ou pensa estar (pelo excesso de carência) apaixonada. É, não me orgulho desse meu lado, mas me orgulho de ao menos, ser eu mesma, de não fazer tipo. E Maria foi assim, ela mesma. Mais do que eu poderia ser capaz, ainda mais em um programa de TV como o Big Brother. E além de tudo... foi taxada de burra, de puta, disseram que ela já tem uma vida boa de grana... (E se cada vez que uma mulher fosse chamada de piranha ganhasse um milhão e meio... Certeza que eu, pelo menos, estaria bem longe dos apertos financeiros que passo!) Bom, e daí? O programa foi dela. Foi conquistado por ela aos poucos. Ela, que se não conseguiu reconquistar Luis Maurício após sua volta ao confinamento, conquistou (quase) todo o publico.
Luis Maurício... esse que me irritou e revoltou tanto! Não acompanhei sua primeira parte no programa, mas o cara, dizem ser gente boa. E olha, não duvido! Parece que ele falava coisas legais dentro da casa, sobre caráter e boas atitudes. Se for isso mesmo, certamente ele teria minha torcida, se eu tivesse acompanhado desde o começo, já que também prezo por tais ideais.
Minha questão com ele foi após sua volta. Quando o cara tinha o programa, o público e o milhão e meio em suas mãos e jogou fora... Sim, jogou. Jogou fora tratando mal a mulher com quem tinha tido um começo de romance e por fofocas julgou e condenou. Ninguém realmente sabe se Maria era ou não garota de programa. E se realmente foi, em que momento de sua história, este simples fato isolado prova ela ser mais ou menos digna de algo ou alguém? Um cara tão correto, bom moço como Luis Maurício é então... pré-conceituoso? Ou é só questão de gosto? "Não curto garotas de programa", como se dissesse "não gosto muito de loiras, prefiro as morenas". Aham, Claudia, senta lá. Ele é sim um tremendo de um hipócrita! Preconceituoso.
E vá, lá! Entendo que ter alguém correndo atrás de você é chato e sufocante. Já estive dos dois lados: sufocada e sufocando. E entendo muito bem que é de se perder a cabeça. E sabe-se lá quais emoções mais se vive dentro daquela casa. Mas ainda assim não justifica. O cara cagou no pau e surtou muito. De preferido do público, que o fez voltar ao programa... foi eliminado com grande porcentagem de votos.
E lembrando ainda o episódio cara-de-cu após Maria ficar com Wesley na festa. Fez por onde. E nem venham me falar de "acordos entre homens", "caráter" e blá blá blá. Me diga aí você, caro homem: você é afim de uma mulher linda, vê um cara pisando e sapateando nela. Apesar disso, tem uma relação amigável com o cara, mas não é seu amigo. De repente ela te dá a maior condição do mundo. Você realmente ignoraria a mulher por... acordo com quem pisou nela? Valha-me, Deus! Se você diz que sim, imagino que seja desses que faz tudo por todos e não consegue nunca ser feliz, porque não sabe respeitar seus próprios desejos e dizer "não" a outrem. Lamento. Por você e pelo Luis Maurício, que depois disso tudo, pra mim se resume em uma palavra: babaca. E quanto ao Wesley, mostrou que não era tão mané quanto se pensava... mostrou ter atitude. Respeito pelos outros sim, mas também e principalmente pelos próprios desejos e a quem merece seu respeito, que no caso, não era o “corneado”.
Voltando a Maria... Ela me conquistou pela identificação. Além do lado vergonhoso de se humilhar por um cara desnecessário... também pela falta de noção ao ficar bêbada e consequentemente tarada. Adoro! Mas ela vai bem além dos meus limites... eu ainda cultivo o pouco de consciência que me resta. Ela não: faz tudo, fala tudo... e não só pras pessoas ali presentes, mas pro Brasil inteiro. Pra mim é tenso demais. Certamente eu travaria em algum momento.
Sobre sua vitória, uso as palavras do Bial:
O fato das coisas não mudarem há muito tempo não quer dizer que as coisas são imutáveis. Reza a lenda - e até faz sentido, que são as mulheres que decidem o Big Brother; que elas é que votam mesmo, e que por isso mulher bonita e gostosa não vai ganhar nunca. "Ah, vai posar nua, fazer novela, o escambau, coisa e tal, casar com homem rico... tá com a vida ganha!" Até que chega uma mulher. Até que chega uma linda mulher que atrai os homens e intriga as mulheres. Até que chega uma mulher que, esfrega não, que afaga na cara das mulheres tudo o que elas detestam ser, ter sido ou vir a ser de novo por alguma circunstância. Circunstância ai quer dizer "homem-que-não-me-quer", ok, bonecas? Vem então essa boneca de pano com um sorriso... ou feitiço? Sei lá! Sorriso no rosto (não acredito em feitiços, acredito em deusas). E com esse tal sorriso e com suas lágrimas, valei-me: ela não apenas sorriu, nem apenas chorou. A propósito, quem é burro mesmo?
Maria é bonita, gostosa, querida, rykah, e tá lá com um bofe lindo, loiro, fofo e médico.
Depois de ser tão pisada, tem volta por cima mais saborosa do que essa?
Pedro Bial era ídolo pra mim nas primeiras edições... Depois de anos se drogando com tanto filtro solar, ele tende mais a me irritar do que qualquer outra coisa. Suas poesias fora de hora o tornam mais pseudo do que qualquer um que diz não assistir BBB por estar abaixo do seu nível intelectual. Mas ele ganhou meus aplausos após um belíssimo tapa na cara dessa gente, com as seguintes palavras:
Nós achamos que os gregos antigos eram mais inteligentes que a gente porque eles iam a Ágora. (Ágora era a praça central das cidades gregas.) Eles iam pra Ágora pensar sobre a vida, quer dizer, filosofar. Quem já pensou, já se perguntou sobre a vida uma vez, já fez filosofia. Se foi boa filosofia ou não, é outro papo. O filosofo Mac Whatever* acha uma bobagem a gente se considerar inferior aos gregos antigos só porque a gente fica que nem batata no sofá vendo Big Brother em vez de filosofar na Ágora. E aí ele pergunta, matando a pau: Por que os gregos antigos iam pra praça, para a Ágora? Ora, é claro: porque eles não tinham televisão. =) A televisão é a Ágora contemporânea, onde a gente discute e pensa a vida.
Pensar que há 10 anos o grande escândalo causado pelo Big Brother era o fato de ser um programa que supostamente incentivaria o voyeurismo e o exibicionismo. Ahn?! Alguém lembra que isso era considerado "pervertido"?
Letreiros: 10 anos depois... Discutidas a exaustão nos botequins e jornais populares, homofobia e heterofobia foram coisa da edição passada! Esse ano misoginia - aversão ou ódio às mulheres, virou assunto de mesa de jantar. Ah! E nunca, nunca se falou tão abertamente sobre transsexualismo ou pelo menos nunca houve chance igual. E mais: discutiu-se em profundidade a questão da auto-estima feminina, por causa por exemplo de Paulinha, essa flor de nosso jardim. E por causa de outras flores também. E isso é só parte da história que vocês viveram e nem desconfiam. Mas outros viram... Muitos viram. Essa edição, gentilmente, baixou as calcinhas e cuecas de muita ignorância - a mãe dos preconceitos.
Para um povo enraizado na ignorância como o brasileiro, há de se enfiar alguma informação em sua cabeça a todo custo. E o único jeito, ou o mais rápido e eficaz é assim: com cultura popular. Programas como o Big Brother. Não, não é a maneira mais eficiente. Para mudar um país e seu povo de verdade, a mudança tem que vir de berço. De escola. De saúde. De emprego e condições dignas pra viver. Mas onde, né, Brasil? Sendo assim, acho válido o programa como entretenimento e abertura pra se discutir questões sociais mais do que sérias: comuns. E tentar, ao menos, derrubar tantos tabus.
Não sou BBBmaníaca. Geralmente começo a ver lá pela terceira semana... A saber quem é quem quando o programa já tem lá seu um mês e pouco. Quando as histórias já estão acontecendo e não só o clima "uhul" de muita amizade e deslumbramento do começo. E essa edição, convenhamos, nem emocionou tanto.
Bom, o programa acabou ontem, com uma vitória estereotipadamente inédita. E com minha torcida confessa. Comecei a gostar da Maria quando me vi nela: aquela mulher intensa demais, que se joga de cabeça sem pesar ou pensar nas consequências. Se humilha pelo cara por quem está, ou pensa estar (pelo excesso de carência) apaixonada. É, não me orgulho desse meu lado, mas me orgulho de ao menos, ser eu mesma, de não fazer tipo. E Maria foi assim, ela mesma. Mais do que eu poderia ser capaz, ainda mais em um programa de TV como o Big Brother. E além de tudo... foi taxada de burra, de puta, disseram que ela já tem uma vida boa de grana... (E se cada vez que uma mulher fosse chamada de piranha ganhasse um milhão e meio... Certeza que eu, pelo menos, estaria bem longe dos apertos financeiros que passo!) Bom, e daí? O programa foi dela. Foi conquistado por ela aos poucos. Ela, que se não conseguiu reconquistar Luis Maurício após sua volta ao confinamento, conquistou (quase) todo o publico.
Luis Maurício... esse que me irritou e revoltou tanto! Não acompanhei sua primeira parte no programa, mas o cara, dizem ser gente boa. E olha, não duvido! Parece que ele falava coisas legais dentro da casa, sobre caráter e boas atitudes. Se for isso mesmo, certamente ele teria minha torcida, se eu tivesse acompanhado desde o começo, já que também prezo por tais ideais.
Minha questão com ele foi após sua volta. Quando o cara tinha o programa, o público e o milhão e meio em suas mãos e jogou fora... Sim, jogou. Jogou fora tratando mal a mulher com quem tinha tido um começo de romance e por fofocas julgou e condenou. Ninguém realmente sabe se Maria era ou não garota de programa. E se realmente foi, em que momento de sua história, este simples fato isolado prova ela ser mais ou menos digna de algo ou alguém? Um cara tão correto, bom moço como Luis Maurício é então... pré-conceituoso? Ou é só questão de gosto? "Não curto garotas de programa", como se dissesse "não gosto muito de loiras, prefiro as morenas". Aham, Claudia, senta lá. Ele é sim um tremendo de um hipócrita! Preconceituoso.
E vá, lá! Entendo que ter alguém correndo atrás de você é chato e sufocante. Já estive dos dois lados: sufocada e sufocando. E entendo muito bem que é de se perder a cabeça. E sabe-se lá quais emoções mais se vive dentro daquela casa. Mas ainda assim não justifica. O cara cagou no pau e surtou muito. De preferido do público, que o fez voltar ao programa... foi eliminado com grande porcentagem de votos.
E lembrando ainda o episódio cara-de-cu após Maria ficar com Wesley na festa. Fez por onde. E nem venham me falar de "acordos entre homens", "caráter" e blá blá blá. Me diga aí você, caro homem: você é afim de uma mulher linda, vê um cara pisando e sapateando nela. Apesar disso, tem uma relação amigável com o cara, mas não é seu amigo. De repente ela te dá a maior condição do mundo. Você realmente ignoraria a mulher por... acordo com quem pisou nela? Valha-me, Deus! Se você diz que sim, imagino que seja desses que faz tudo por todos e não consegue nunca ser feliz, porque não sabe respeitar seus próprios desejos e dizer "não" a outrem. Lamento. Por você e pelo Luis Maurício, que depois disso tudo, pra mim se resume em uma palavra: babaca. E quanto ao Wesley, mostrou que não era tão mané quanto se pensava... mostrou ter atitude. Respeito pelos outros sim, mas também e principalmente pelos próprios desejos e a quem merece seu respeito, que no caso, não era o “corneado”.
Voltando a Maria... Ela me conquistou pela identificação. Além do lado vergonhoso de se humilhar por um cara desnecessário... também pela falta de noção ao ficar bêbada e consequentemente tarada. Adoro! Mas ela vai bem além dos meus limites... eu ainda cultivo o pouco de consciência que me resta. Ela não: faz tudo, fala tudo... e não só pras pessoas ali presentes, mas pro Brasil inteiro. Pra mim é tenso demais. Certamente eu travaria em algum momento.
Sobre sua vitória, uso as palavras do Bial:
O fato das coisas não mudarem há muito tempo não quer dizer que as coisas são imutáveis. Reza a lenda - e até faz sentido, que são as mulheres que decidem o Big Brother; que elas é que votam mesmo, e que por isso mulher bonita e gostosa não vai ganhar nunca. "Ah, vai posar nua, fazer novela, o escambau, coisa e tal, casar com homem rico... tá com a vida ganha!" Até que chega uma mulher. Até que chega uma linda mulher que atrai os homens e intriga as mulheres. Até que chega uma mulher que, esfrega não, que afaga na cara das mulheres tudo o que elas detestam ser, ter sido ou vir a ser de novo por alguma circunstância. Circunstância ai quer dizer "homem-que-não-me-quer", ok, bonecas? Vem então essa boneca de pano com um sorriso... ou feitiço? Sei lá! Sorriso no rosto (não acredito em feitiços, acredito em deusas). E com esse tal sorriso e com suas lágrimas, valei-me: ela não apenas sorriu, nem apenas chorou. A propósito, quem é burro mesmo?
Maria é bonita, gostosa, querida, rykah, e tá lá com um bofe lindo, loiro, fofo e médico.
Depois de ser tão pisada, tem volta por cima mais saborosa do que essa?
No strings attached. No bom e velho português: sexo sem compromisso
Assisti o filme e percebi que sempre saio do cinema querendo viver a historia que acabei de acompanhar. Quem dera eu! (Vou mandar a conta do meu analista pra Hollywood!)
Adam Franklin e Emma, se conhecem há muito tempo, mas apesar da "tensão sexual" evidente no prazer de compartilharem a companhia um do outro nas poucas vezes em que estiveram juntos ao longo de anos, se consideram apenas amigos. Até o dia de um grande porre. Ele vai parar na casa dela e quando percebem estão transando. Resolvem virar amigos coloridos, fuck buddies: ditam algumas regras e se divertem muito. Como não poderia deixar de ser, acabam se apaixonando e se machucando. Então terminam o que nem começaram e seguem suas vidas sem conseguir esquecer um do outro. Nada mais é tão legal quanto antes. Meses passam e aquele vazio permanece, ninguém mais se encaixa tão bem em suas vidas, naquela conchinha de roupa... E como em todo bom filme hollywoodiano, eles terminam juntos e felizes.
Mas tem história que não termina assim. Tem as que param ali, na página três. Na cena 5... Onde ele só quer um sexo pra esquecer a ex e ela tá cheia de medo de se envolver.
Assim, sem nenhum compromisso. Nem mesmo o de esquecer o quanto foi bom ficarem juntos algumas poucas vezes...
Adam Franklin e Emma, se conhecem há muito tempo, mas apesar da "tensão sexual" evidente no prazer de compartilharem a companhia um do outro nas poucas vezes em que estiveram juntos ao longo de anos, se consideram apenas amigos. Até o dia de um grande porre. Ele vai parar na casa dela e quando percebem estão transando. Resolvem virar amigos coloridos, fuck buddies: ditam algumas regras e se divertem muito. Como não poderia deixar de ser, acabam se apaixonando e se machucando. Então terminam o que nem começaram e seguem suas vidas sem conseguir esquecer um do outro. Nada mais é tão legal quanto antes. Meses passam e aquele vazio permanece, ninguém mais se encaixa tão bem em suas vidas, naquela conchinha de roupa... E como em todo bom filme hollywoodiano, eles terminam juntos e felizes.
Mas tem história que não termina assim. Tem as que param ali, na página três. Na cena 5... Onde ele só quer um sexo pra esquecer a ex e ela tá cheia de medo de se envolver.
Assim, sem nenhum compromisso. Nem mesmo o de esquecer o quanto foi bom ficarem juntos algumas poucas vezes...
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