Em tempos de relacionamentos fast-food (pediu-comeu-cabou), outras relações parecem ser igualmente descartáveis.
Você já teve um amigo de quatro patas? Ou mesmo de asas, casco etc... Um amigo bicho! Aquele que te oferece amor incondicional, mesmo que você seja feio, pobre ou esteja suado e fedendo...
Se você tem ou já teve um desse, sabe do que estou falando... Na alegria e na tristeza, seu companheiro está sempre lá.
Mas ai de repente acontece alguma coisa na sua vida, uma mudança radical: um casamento, um filho, até de residência... Ou o animal está velho, doente, ou tem um temperamento difícil e não te serve mais. E você se livra dele. Simplesmente.
A novidade não comporta mais aquele que sempre esteve lá por você. Assim, do nada.
E eu só me pergunto uma coisa: como pode?
Talvez o meu jeito de relacionamento com animais não seja o mais saudável, tudo bem. Trato-os como filhos, alguns dormem comigo. Gosto mais deles do que de muita gente da minha família. Vá lá! Talvez eu seja errada mesmo.
Mas ninguém me convence de que abandonar um bicho ao relento, dá-lo a um conhecido ou qualquer outra atitude de desapego seja o certo. Não adianta!
Animais também têm sentimentos. Não como nós, mas sentem dor, sentem medo, rejeição, depressão até. Assim como também sentem de longe em quem podem confiar, em quem podem amar. Apesar de muitas vezes se enganarem, já que essas coisas teimam em acontecer.
Acredito que pessoas que façam isso também sejam capazes de esquecerem seus pais e avós em asilos, colocarem seus filhos em internatos, trocarem de namorado(a)/esposo(a) como quem troca de roupa... Assim que eles não estiverem mais lhe dando um retorno satisfatório.
Retorno não sei de quê, já que uma pessoa com toda essa indiferença não tem absolutamente nada a oferecer. E jamais estarão satisfeitas em qualquer relação que exija troca.
Egoístas.
Hoje foi tão difícil acordar: Friozinho, roupa de cama limpa, meus gatos em volta, sono absurdo... Tudo tão bom!
Ah! Eu não queria mesmo levantar.
Por um segundo pensei em inventar uma desculpa no trabalho. Há dias me sinto meio persona non grata no escritório. Sei (espero) que é só impressão, mas é o que sinto. O fim de ano faz o movimento de vendas cair e minha introspecção aumentar. Somado ao estranho cansaço das últimas semanas, eles formam um ciclo que culmina em um sentimento de inutilidade nunca dantes vivido aqui.
Depois de algumas tentativas frustradas, sento-me novamente na cama. Me dou conta de que hoje não é quinta-feira (parecia muito), o que me desanima mais um tanto. Olho pros meus gatos. A não-usual carinha de receptividade de alguns me deixa com mais vontade de voltar a dormir e aproveitar o raro bom-humor que o frio lhes proporciona. Respiro fundo, luto contra o relógio, tomo meu remédio e vou pra debaixo do chuveiro.
Minha sobrinha chora no quarto ao lado. Enfrentei chuva e trânsito em pé no ônibus ontem só pensando no seu sorriso vazio ao me ver. Saudade que não cabe. Cheguei tarde demais, seu sono ganhou a luta da última noite. Hoje o meu é quem ganha. Saio de casa atrasada, sem tempo de lhe dar um beijo.
Começam os movimentos robóticos, aqueles não pensados, simplesmente executados: corrida atrás do M93, desespero por um lugar vago, óculos escuros e o cochilo que me permitirá ficar em (quase) alerta o resto do dia. Empurra-empurra pra saltar, abuso pra atravessar a Fco Bicalho e a longa espera pelo segundo ônibus. O relógio não pára. Chego meia hora atrasada. Torço pra não ter ninguém: um olhar de reprovação não melhoraria nada as últimas sensações.
Penso nas contas a serem pagas. Nos planos feitos. Vai dar. Eu sei que vai. Apertado, mas vai. Contudo a preocupação não cala e os números na cabeça não sossegarão até estar tudo quitado.
Penso nos ex's-qualquer-coisa que resolveram resurgir das cinzas, cada um ao seu modo. Me fazem indagar sobre suas reais intenções. Nenhuma que valha a pena, certamente.
Penso nos amigos que esperam de mim uma postura sempre disposta e serviçal aos seus desejos: de porres, de relatório de conversas com seus ex's, de noitadas... E que se não são prontamente atendidos, concluem simplesmente que não estou à altura de suas companhias e somem.
Penso nos possíveis candidatos a serem, em dois ou três meses, os novos erros da minha vida. Não há tesão-pós-tpm que me me faça aturar mais boçalidade. Não mais.
É, tá valendo mais me resolver sozinha mesmo. Em todos os sentidos.
Silêncio sepulcral percorre as horas dentro desse retângulo de concreto em Vila Isabel. Em meu mundinho leio online Chico Buarque e desejo estar sobre minha cama com "Leite Derramado" entre as mãos.
Fome. Vou almoçar.
Ah! Eu não queria mesmo levantar.
Por um segundo pensei em inventar uma desculpa no trabalho. Há dias me sinto meio persona non grata no escritório. Sei (espero) que é só impressão, mas é o que sinto. O fim de ano faz o movimento de vendas cair e minha introspecção aumentar. Somado ao estranho cansaço das últimas semanas, eles formam um ciclo que culmina em um sentimento de inutilidade nunca dantes vivido aqui.
Depois de algumas tentativas frustradas, sento-me novamente na cama. Me dou conta de que hoje não é quinta-feira (parecia muito), o que me desanima mais um tanto. Olho pros meus gatos. A não-usual carinha de receptividade de alguns me deixa com mais vontade de voltar a dormir e aproveitar o raro bom-humor que o frio lhes proporciona. Respiro fundo, luto contra o relógio, tomo meu remédio e vou pra debaixo do chuveiro.
Minha sobrinha chora no quarto ao lado. Enfrentei chuva e trânsito em pé no ônibus ontem só pensando no seu sorriso vazio ao me ver. Saudade que não cabe. Cheguei tarde demais, seu sono ganhou a luta da última noite. Hoje o meu é quem ganha. Saio de casa atrasada, sem tempo de lhe dar um beijo.
Começam os movimentos robóticos, aqueles não pensados, simplesmente executados: corrida atrás do M93, desespero por um lugar vago, óculos escuros e o cochilo que me permitirá ficar em (quase) alerta o resto do dia. Empurra-empurra pra saltar, abuso pra atravessar a Fco Bicalho e a longa espera pelo segundo ônibus. O relógio não pára. Chego meia hora atrasada. Torço pra não ter ninguém: um olhar de reprovação não melhoraria nada as últimas sensações.
Penso nas contas a serem pagas. Nos planos feitos. Vai dar. Eu sei que vai. Apertado, mas vai. Contudo a preocupação não cala e os números na cabeça não sossegarão até estar tudo quitado.
Penso nos ex's-qualquer-coisa que resolveram resurgir das cinzas, cada um ao seu modo. Me fazem indagar sobre suas reais intenções. Nenhuma que valha a pena, certamente.
Penso nos amigos que esperam de mim uma postura sempre disposta e serviçal aos seus desejos: de porres, de relatório de conversas com seus ex's, de noitadas... E que se não são prontamente atendidos, concluem simplesmente que não estou à altura de suas companhias e somem.
Penso nos possíveis candidatos a serem, em dois ou três meses, os novos erros da minha vida. Não há tesão-pós-tpm que me me faça aturar mais boçalidade. Não mais.
É, tá valendo mais me resolver sozinha mesmo. Em todos os sentidos.
Silêncio sepulcral percorre as horas dentro desse retângulo de concreto em Vila Isabel. Em meu mundinho leio online Chico Buarque e desejo estar sobre minha cama com "Leite Derramado" entre as mãos.
Fome. Vou almoçar.
Prezada Mulherzinha
Prezada Mulherzinha,
Se existe alguém que pode falar o que vou falar para você, sou eu. Então, por favor, tenha a humildade de admitir que sei o que estou falando. Pois o que eu te direi é duro, mas poderá te fazer um bem enorme.
Chega. Chega de se comportar assim. Como se estivesse lutando pelo posto de rainha da bateria. De Miss Maravilha do Mundo. Basta de ataques, dessa competitividade suburbana eu sou a melhor, eu sou a mais alta, eu sou a mais gostosa do pedaço. Ninguém tá ligando a mínima se você corre 10 quilômetros ou se aplicou Botox nessa sua testa sem expressão. Ou se você é assim porque ainda não passa de uma menininha que quer ser mais perfeita do que a mãe, conquistar o amor do pai e ser a primeira da classe. Esse teu afã psicopata de vencer todas as paradas só te deixa ridícula. E me faz querer usar um termo que odeio: coisa de mulherzinha. Mulherzinha é que tem essa mania de estar sempre desconfiada das amigas, porque todas teriam inveja do seu corpão e do seu cabelão estilo falso-loiro-natural-cinco-tons. Lamento informar, querida, que ninguém sente inveja de você. Por isso, chega de dizer por aí que, para não atrair olho grande, é bom ficar de bico fechado sobre a tal possível promoção que você terá no trabalho. Relaxa, ninguém está a fim de ser você. Tente, portanto, ser você com mais leveza. E lembre-se: esse negócio de dizer que não se pode confiar em mulheres só comprova que você é uma pessoa maliciosa. Sendo que isso está longe de ser porque você é fêmea.
Quando vejo você tagarelando sobre seus feitos sexuais, sinto-me num filme ruim sobre ginasianas americanas. Todas fanhas e excitadas. Chega, tá? De azucrinar os outros com essa sua boca-genital lambuzada de gloss, cuspindo baixos-clichês, simulando uma modernidade que você não tem. Nunca mais caia no ridículo de fazer "sexo casual" com nenhum tipo de homem, mais velho ou mais novo, casado ou solteiro, porque todo mundo já sabe que você finge tudo. Que goza, que não se sente fácil, que não liga quando os caras não telefonam no dia seguinte. Seja honesta uma vez na vida: confesse. Que você não é nada tão wild quanto se vende. Que não sabe falar tão bem inglês assim. Que fez escova progressiva. Que tem dermatite. E enfim você terá alguma paz, pois se reconhece humana, e não a barbie boba que você procura ser. Acredite: idiotice só te faz charmosa para os cafajestes. Se continuar assim, nunca vai aparecer aquele cara bacana que você gostaria que aparecesse; para lutar por você, até te conquistar, e destruir essa tua linda silhueta com uma gestação de 15 quilos.
É triste, amiga Mulherzinha, mas você terá que abrir mão da máscara de rímel que cobre a sua verdade.
Se existe alguém que pode falar o que vou falar para você, sou eu. Então, por favor, tenha a humildade de admitir que sei o que estou falando. Pois o que eu te direi é duro, mas poderá te fazer um bem enorme.
Chega. Chega de se comportar assim. Como se estivesse lutando pelo posto de rainha da bateria. De Miss Maravilha do Mundo. Basta de ataques, dessa competitividade suburbana eu sou a melhor, eu sou a mais alta, eu sou a mais gostosa do pedaço. Ninguém tá ligando a mínima se você corre 10 quilômetros ou se aplicou Botox nessa sua testa sem expressão. Ou se você é assim porque ainda não passa de uma menininha que quer ser mais perfeita do que a mãe, conquistar o amor do pai e ser a primeira da classe. Esse teu afã psicopata de vencer todas as paradas só te deixa ridícula. E me faz querer usar um termo que odeio: coisa de mulherzinha. Mulherzinha é que tem essa mania de estar sempre desconfiada das amigas, porque todas teriam inveja do seu corpão e do seu cabelão estilo falso-loiro-natural-cinco-tons. Lamento informar, querida, que ninguém sente inveja de você. Por isso, chega de dizer por aí que, para não atrair olho grande, é bom ficar de bico fechado sobre a tal possível promoção que você terá no trabalho. Relaxa, ninguém está a fim de ser você. Tente, portanto, ser você com mais leveza. E lembre-se: esse negócio de dizer que não se pode confiar em mulheres só comprova que você é uma pessoa maliciosa. Sendo que isso está longe de ser porque você é fêmea.
Quando vejo você tagarelando sobre seus feitos sexuais, sinto-me num filme ruim sobre ginasianas americanas. Todas fanhas e excitadas. Chega, tá? De azucrinar os outros com essa sua boca-genital lambuzada de gloss, cuspindo baixos-clichês, simulando uma modernidade que você não tem. Nunca mais caia no ridículo de fazer "sexo casual" com nenhum tipo de homem, mais velho ou mais novo, casado ou solteiro, porque todo mundo já sabe que você finge tudo. Que goza, que não se sente fácil, que não liga quando os caras não telefonam no dia seguinte. Seja honesta uma vez na vida: confesse. Que você não é nada tão wild quanto se vende. Que não sabe falar tão bem inglês assim. Que fez escova progressiva. Que tem dermatite. E enfim você terá alguma paz, pois se reconhece humana, e não a barbie boba que você procura ser. Acredite: idiotice só te faz charmosa para os cafajestes. Se continuar assim, nunca vai aparecer aquele cara bacana que você gostaria que aparecesse; para lutar por você, até te conquistar, e destruir essa tua linda silhueta com uma gestação de 15 quilos.
É triste, amiga Mulherzinha, mas você terá que abrir mão da máscara de rímel que cobre a sua verdade.
Tantas loucuras vividas nos últimos tempos...
Descobertas inconfessáveis e lamentos infazíveis.
Após um turbilhão de sentimentos e pensamentos, meu horóscopo mandou eu ficar quieta e jogar fora o que não me serve mais.
Quase naturalmente foi o que fiz. Me afastei de toda a loucura que cerca minha vida e a dos que me cercam e me afoguei em mim mesma.
Pisei no fundo e dei impulso, cheguei a superfície ávida por ar. Por vida.
Quase me jogo de volta à morte. Algumas vezes. Num mesmo dia.
(Se matar é um hábito difícil de se abandonar).
Num raro momento de controle (que há de ser trabalhado dia-a-dia), me mantive firme e rapidamente voltei a consciência.
Ou ela que voltou a mim?
(Bom, não importa, desde que estejamos juntas).
- Não, ninguém vai mais me ter como tinhas.
Não sou prozac, nem livro de recordações. Não sou o que foi deixado pra trás e (sabe Deus porquê) foi lembrado pra ser buscado.
Meu mal sempre foi querer demais.
Mas agora não mais.
Descobertas inconfessáveis e lamentos infazíveis.
Após um turbilhão de sentimentos e pensamentos, meu horóscopo mandou eu ficar quieta e jogar fora o que não me serve mais.
Quase naturalmente foi o que fiz. Me afastei de toda a loucura que cerca minha vida e a dos que me cercam e me afoguei em mim mesma.
Pisei no fundo e dei impulso, cheguei a superfície ávida por ar. Por vida.
Quase me jogo de volta à morte. Algumas vezes. Num mesmo dia.
(Se matar é um hábito difícil de se abandonar).
Num raro momento de controle (que há de ser trabalhado dia-a-dia), me mantive firme e rapidamente voltei a consciência.
Ou ela que voltou a mim?
(Bom, não importa, desde que estejamos juntas).
- Não, ninguém vai mais me ter como tinhas.
Não sou prozac, nem livro de recordações. Não sou o que foi deixado pra trás e (sabe Deus porquê) foi lembrado pra ser buscado.
Meu mal sempre foi querer demais.
Mas agora não mais.
Mudanças
Com a mudança de rumos da minha vida... de psicóloga-futura-psicomotricista para vendedora-futura-maquiadora, nada mais natural do que tudo mudar na minha vida. Os interesses mudam, o jeito de encarar as coisas muda, e achei justo mudar o foco do blog também. Até porque tenho sentido vontade de escrever. Normalmente só publico textos dos quais gosto ou me identifico de alguma maneira e inspiração costumava me vir quase somente nas horas de fossa. Chega, né?
Tirando os períodos de TPM em que todo o mundo parece estar contra mim e a vida não prestar pra nada rs, parece que a vida resolveu sorrir pra mim. Ou eu pra ela. Ainda é um sorrisinho sacana, meio de lado... ela ainda não tá mostrando as 'canjicas' todas pra mim, mas já é alguma coisa, né? Ou foi só a maquiagem mesmo que deixou tudo mais simpático? Sei lá. Fato é que tenho me sentido mais feliz, mais satisfeita. Não completamente. E nem quero. Porque é a insatisfação que me impulsiona a melhorar e buscar mais realização.
Bom, chega de blá-blá-blá. A partir de hoje o blog começa a se transformar aos poucos em algo mais "mulherzinha", rs. Vai ter mais assunto ligado ao mundo feminino. Ainda assim é um blog meu, por isso ele não perderá a sagacidade e a cretinice que me são tão característicos. Lê e acompanha quem quiser. Mas não pretendo ser a expert e mais antenada em nada, não sou jornalista e nem tenho faro pra grandes novidades. Mas conforme as coisas vão me aparecendo, vou mostrando pra quem quiser ver... E sabe-se lá onde isso vai parar. ;)
Pra completar a introdução da nova era, nada se encaixa mais como uma luva do que esse teste... hehehe. Beijomeliga
Que personagem você se parece em Sexy and the City?
Carrie
Criativa, descolada e curiosa. Essas são as características que melhor definem sua personalidade. Sempre ligada no que ocorre a sua volta, você não deixa nada passar despercebido diante dos desafios. Sempre busca as melhores respostas e nunca se contenta com o que é superficial. Por isso, costuma ser percebida com uma pessoa inteligente e perspicaz. Seu par ideal é esperto e engraçado. O rapaz precisa demonstrar algo a mais que um rosto bonito e um corpo sarado. Estilosa, você ama gastar parte do seu tempo cuidando do guarda-roupa.
Tirando os períodos de TPM em que todo o mundo parece estar contra mim e a vida não prestar pra nada rs, parece que a vida resolveu sorrir pra mim. Ou eu pra ela. Ainda é um sorrisinho sacana, meio de lado... ela ainda não tá mostrando as 'canjicas' todas pra mim, mas já é alguma coisa, né? Ou foi só a maquiagem mesmo que deixou tudo mais simpático? Sei lá. Fato é que tenho me sentido mais feliz, mais satisfeita. Não completamente. E nem quero. Porque é a insatisfação que me impulsiona a melhorar e buscar mais realização.
Bom, chega de blá-blá-blá. A partir de hoje o blog começa a se transformar aos poucos em algo mais "mulherzinha", rs. Vai ter mais assunto ligado ao mundo feminino. Ainda assim é um blog meu, por isso ele não perderá a sagacidade e a cretinice que me são tão característicos. Lê e acompanha quem quiser. Mas não pretendo ser a expert e mais antenada em nada, não sou jornalista e nem tenho faro pra grandes novidades. Mas conforme as coisas vão me aparecendo, vou mostrando pra quem quiser ver... E sabe-se lá onde isso vai parar. ;)
Pra completar a introdução da nova era, nada se encaixa mais como uma luva do que esse teste... hehehe. Beijomeliga
Que personagem você se parece em Sexy and the City?
Carrie
Criativa, descolada e curiosa. Essas são as características que melhor definem sua personalidade. Sempre ligada no que ocorre a sua volta, você não deixa nada passar despercebido diante dos desafios. Sempre busca as melhores respostas e nunca se contenta com o que é superficial. Por isso, costuma ser percebida com uma pessoa inteligente e perspicaz. Seu par ideal é esperto e engraçado. O rapaz precisa demonstrar algo a mais que um rosto bonito e um corpo sarado. Estilosa, você ama gastar parte do seu tempo cuidando do guarda-roupa.
SOLIDÃO CONTENTE
IVAN MARTINS
É editor-executivo de ÉPOCA
Ontem eu levei uma bronca da minha prima. Como leitora regular desta coluna, ela se queixou, docemente, de que eu às vezes escrevo sobre “solidão feminina” com alguma incompreensão.
Ao ler o que eu escrevo, ela disse, as pessoas podem ter a impressão de que as mulheres sozinhas estão todas desesperadas – e não é assim. Muitas mulheres estão sozinhas e estão bem. Escolhem ficar assim, mesmo tendo alternativas. Saem com um sujeito lá e outro aqui, mas acham que nenhum deles cabe na vida delas. Nessa circunstância, decidem continuar sozinhas.
Minha prima sabe do que está falando. Ela foi casada muito tempo, tem duas filhas adoráveis, ela mesma é uma mulher muito bonita, batalhadora, independente – e mora sozinha.
Ontem, enquanto a gente tomava uma taça de vinho e comia uma tortilha ruim no centro de São Paulo, ela me lembrou de uma coisa importante sobre as mulheres: o prazer que elas têm de estar com elas mesmas.
“Eu gosto de cuidar do cabelo, passar meus cremes, sentar no sofá com a cachorra nos pés e curtir a minha casa”, disse a prima. “Não preciso de mais ninguém para me sentir feliz nessas horas”.
Faz alguns anos, eu estava perdidamente apaixonado por uma moça e, para meu desespero, ela dizia e fazia coisas semelhantes ao que conta a minha prima. Gostava de deitar na banheira, de acender velas, de ficar ouvindo música ou ler. Sozinha. E eu sentia ciúme daquela felicidade sem mim, achava que era um sintoma de falta de amor.
Hoje, olhando para trás, acho que não tinha falta de amor ali. Eu que era desesperado, inseguro, carente. Tivesse deixado a mulher em paz, com os silêncios e os sais de banho dela, e talvez tudo tivesse andado melhor do que andou.
Ontem, ao conversar com a minha prima, me voltou muito claro uma percepção que sempre me pareceu assombrosamente evidente: a riqueza da vida interior das mulheres comparada à vida interior dos homens, que é muito mais pobre.
A capacidade de estar só e de se distrair consigo mesma revela alguma densidade interior, mostra que as mulheres (mais que os homens) cultivam uma reserva de calma e uma capacidade de diálogo interno que muitos homens simplesmente desconhecem.
A maior parte dos homens parece permanentemente voltada para fora. Despeja seus conflitos interiores no mundo, alterando o que está em volta. Transforma o mundo para se distrair, para não ter de olhar para dentro, onde dói.
Talvez por essa razão a cultura masculina seja gregária, mundana, ruidosa. Realizadora, também, claro. Quantas vuvuzelas é preciso soprar para abafar o silêncio interior? Quantas catedrais para preencher o meu vazio? Quantas guerras e quantas mortes para saciar o ódio incompreensível que me consome?
A cultura feminina não é assim. Ou não era, porque o mundo, desse ponto de vista, está se tornando masculinizado. Todo mundo está fazendo barulho. Todo mundo está sublimando as dores íntimas em fanfarra externa. Homens e mulheres estão voltados para fora, tentando fervorosamente praticar a negligência pela vida interior – com apoio da publicidade.
Se todo mundo ficar em casa com os seus sentimentos, quem vai comprar todas as bugigangas, as beberagens e os serviços que o pessoal está vendendo por aí, 24 horas por dia, sete dias por semana? Tem de ser superficial e feliz. Gastando – senão a economia não anda.
Para encerrar, eu não acho que as diferenças entre homens e mulheres sejam inatas. Nós não nascemos assim. Não acredito que esteja em nossos genes. Somos ensinados a ser o que somos.
Homens saem para o mundo e o transformam, enquanto as mulheres mastigam seus sentimentos, bons e maus, e os passam adiante, na rotina da casa. Tem sido assim por gerações e só agora começa a mudar. O que virá da transformação é difícil dizer.
Mas, enquanto isso não muda, talvez seja importante não subestimar a cultura feminina. Não imaginar, por exemplo, que atrás de toda solidão há desespero. Ou que atrás de todo silêncio há tristeza ou melancolia. Pode haver escolha.
Como diz a minha prima, ficar em casa sem companhia pode ser um bom programa – desde que as pessoas gostem de si mesmas e sejam capazes de suportar os seus próprios pensamentos. Nem sempre é fácil.
É editor-executivo de ÉPOCA
Ontem eu levei uma bronca da minha prima. Como leitora regular desta coluna, ela se queixou, docemente, de que eu às vezes escrevo sobre “solidão feminina” com alguma incompreensão.
Ao ler o que eu escrevo, ela disse, as pessoas podem ter a impressão de que as mulheres sozinhas estão todas desesperadas – e não é assim. Muitas mulheres estão sozinhas e estão bem. Escolhem ficar assim, mesmo tendo alternativas. Saem com um sujeito lá e outro aqui, mas acham que nenhum deles cabe na vida delas. Nessa circunstância, decidem continuar sozinhas.
Minha prima sabe do que está falando. Ela foi casada muito tempo, tem duas filhas adoráveis, ela mesma é uma mulher muito bonita, batalhadora, independente – e mora sozinha.
Ontem, enquanto a gente tomava uma taça de vinho e comia uma tortilha ruim no centro de São Paulo, ela me lembrou de uma coisa importante sobre as mulheres: o prazer que elas têm de estar com elas mesmas.
“Eu gosto de cuidar do cabelo, passar meus cremes, sentar no sofá com a cachorra nos pés e curtir a minha casa”, disse a prima. “Não preciso de mais ninguém para me sentir feliz nessas horas”.
Faz alguns anos, eu estava perdidamente apaixonado por uma moça e, para meu desespero, ela dizia e fazia coisas semelhantes ao que conta a minha prima. Gostava de deitar na banheira, de acender velas, de ficar ouvindo música ou ler. Sozinha. E eu sentia ciúme daquela felicidade sem mim, achava que era um sintoma de falta de amor.
Hoje, olhando para trás, acho que não tinha falta de amor ali. Eu que era desesperado, inseguro, carente. Tivesse deixado a mulher em paz, com os silêncios e os sais de banho dela, e talvez tudo tivesse andado melhor do que andou.
Ontem, ao conversar com a minha prima, me voltou muito claro uma percepção que sempre me pareceu assombrosamente evidente: a riqueza da vida interior das mulheres comparada à vida interior dos homens, que é muito mais pobre.
A capacidade de estar só e de se distrair consigo mesma revela alguma densidade interior, mostra que as mulheres (mais que os homens) cultivam uma reserva de calma e uma capacidade de diálogo interno que muitos homens simplesmente desconhecem.
A maior parte dos homens parece permanentemente voltada para fora. Despeja seus conflitos interiores no mundo, alterando o que está em volta. Transforma o mundo para se distrair, para não ter de olhar para dentro, onde dói.
Talvez por essa razão a cultura masculina seja gregária, mundana, ruidosa. Realizadora, também, claro. Quantas vuvuzelas é preciso soprar para abafar o silêncio interior? Quantas catedrais para preencher o meu vazio? Quantas guerras e quantas mortes para saciar o ódio incompreensível que me consome?
A cultura feminina não é assim. Ou não era, porque o mundo, desse ponto de vista, está se tornando masculinizado. Todo mundo está fazendo barulho. Todo mundo está sublimando as dores íntimas em fanfarra externa. Homens e mulheres estão voltados para fora, tentando fervorosamente praticar a negligência pela vida interior – com apoio da publicidade.
Se todo mundo ficar em casa com os seus sentimentos, quem vai comprar todas as bugigangas, as beberagens e os serviços que o pessoal está vendendo por aí, 24 horas por dia, sete dias por semana? Tem de ser superficial e feliz. Gastando – senão a economia não anda.
Para encerrar, eu não acho que as diferenças entre homens e mulheres sejam inatas. Nós não nascemos assim. Não acredito que esteja em nossos genes. Somos ensinados a ser o que somos.
Homens saem para o mundo e o transformam, enquanto as mulheres mastigam seus sentimentos, bons e maus, e os passam adiante, na rotina da casa. Tem sido assim por gerações e só agora começa a mudar. O que virá da transformação é difícil dizer.
Mas, enquanto isso não muda, talvez seja importante não subestimar a cultura feminina. Não imaginar, por exemplo, que atrás de toda solidão há desespero. Ou que atrás de todo silêncio há tristeza ou melancolia. Pode haver escolha.
Como diz a minha prima, ficar em casa sem companhia pode ser um bom programa – desde que as pessoas gostem de si mesmas e sejam capazes de suportar os seus próprios pensamentos. Nem sempre é fácil.
Sobre o Alzheimer
A cada 1 minuto de tristeza perdemos a oportunidade de sermos felizes
por 60 segundos.
(Roberto Goldkorn é psicólogo e escritor)
Meu pai está com Alzheimer. Logo ele, que durante toda vida se dizia
'o Infalível'. Logo ele, que um dia, ao tentar me ensinar matemática,
disse que as minhas orelhas eram tão grandes que batiam no teto. Logo
ele que repetiu, ao longo desses 54 anos de convivência, o nome do
músculo do pescoço que aprendeu quando tinha treze anos e que nunca
mais esqueceu: esternocleidomastóideo.
O diagnóstico médico ainda não é conclusivo, mas, para mim, basta
saber que ele esquece o meu nome, mal anda, toma líquidos de
canudinho, não consegue terminar uma frase, nem controla mais suas
funções fisiológicas, e tem os famosos delírios paranóicos comuns nas
demências tipo Alzheimer.
Aliás, fico até mais tranqüilo diante do 'eu não sei ao certo' dos
médicos; prefiro isso ao 'estou absolutamente certo de que....', frase
que me dá arrepios.
E o que fazer.... para evitarmos essas drogas?
Como?
Lendo muito, escrevendo, buscando a clareza das idéias, criando novos
circuitos neurais que venham a substituir os afetados pela idade e
pela vida 'bandida'.
Meu conselho: é para vocês não serem infalíveis como o meu pobre pai;
não cheguem ao topo, nunca, pois dali só há um caminho: descer.
Inventem novos desafios, façam palavras cruzadas, forcem a memória,
não só com drogas (não nego a sua eficácia, principalmente as
nootrópicas), mas correndo atrás dos vazios e lapsos.
Eu não sossego enquanto não lembro do nome de algum velho conhecido,
ou de uma localidade onde estive há trinta anos. Leiam e se empenhem
em entender o que está escrito, e aprendam outra língua, mesmo aos
sessenta anos.
Coloquem a palavra FELICIDADE no topo da sua lista de prioridades: 7
de cada 10 doentes nunca ligaram para essas 'bobagens' e viveram vidas
medíocres e infelizes - muitos nem mesmo tinham consciência disso.
Mantenha-se interessado no mundo, nas pessoas, no futuro.
Invente novas receitas, experimente (não gosta de ir para a cozinha?
Hum... Preocupante).
Lute, lute sempre, por uma causa, por um ideal, pela felicidade.
Parodiando Maiakovski, que disse 'melhor morrer de vodca do que de
tédio', eu digo: melhor morrer lutando o bom combate do que ter a
personalidade roubada pelo Alzheimer.
Dicas para escapar do Alzheimer:
Uma descoberta dentro da Neurociência vem revelar que o cérebro mantém
a capacidade extraordinária de crescer e mudar o padrão de suas
conexões.
Os autores desta descoberta, Lawrence Katz e Manning Rubin (2000),
revelam que NEURÓBICA, a 'aeróbica dos neurônios', é uma nova forma de
exercício cerebral projetada para manter o cérebro ágil e saudável,
criando novos e diferentes padrões de atividades dos neurônios em seu
cérebro. Cerca de 80% do nosso dia-a-dia é ocupado por rotinas que,
apesar de terem a vantagem de reduzir o esforço intelectual, escondem
um efeito perverso; limitam o cérebro.
Para contrariar essa tendência, é necessário praticar exercícios
'cerebrais' que fazem as pessoas pensarem somente no que estão
fazendo, concentrando-se na tarefa. O desafio da NEURÓBICA é fazer
tudo aquilo que contraria as rotinas, obrigando o cérebro a um
trabalho adicional. Tente fazer um teste:
- use o relógio de pulso no braço direito;
- escove os dentes com a mão contrária da de costume;
- ande pela casa de trás para frente; (vi na China o pessoal treinando isso num parque);
- vista-se de olhos fechados;
- estimule o paladar, coma coisas diferentes;
- veja fotos de cabeça para baixo;
- veja as horas num espelho;
- faça um novo caminho para ir ao trabalho..
A proposta é mudar o comportamento rotineiro!
Tente, faça alguma coisa diferente com seu outro lado e estimule o seu
cérebro. Vale a pena tentar!
Que tal começar a praticar agora, trocando o mouse de lado?
Que tal começar agora enviando esta mensagem, usando o mouse com a mão esquerda?
FAÇA ESTE TESTE E PASSE ADIANTE PARA SEUS (SUAS) AMIGOS (AS).
por 60 segundos.
(Roberto Goldkorn é psicólogo e escritor)
Meu pai está com Alzheimer. Logo ele, que durante toda vida se dizia
'o Infalível'. Logo ele, que um dia, ao tentar me ensinar matemática,
disse que as minhas orelhas eram tão grandes que batiam no teto. Logo
ele que repetiu, ao longo desses 54 anos de convivência, o nome do
músculo do pescoço que aprendeu quando tinha treze anos e que nunca
mais esqueceu: esternocleidomastóideo.
O diagnóstico médico ainda não é conclusivo, mas, para mim, basta
saber que ele esquece o meu nome, mal anda, toma líquidos de
canudinho, não consegue terminar uma frase, nem controla mais suas
funções fisiológicas, e tem os famosos delírios paranóicos comuns nas
demências tipo Alzheimer.
Aliás, fico até mais tranqüilo diante do 'eu não sei ao certo' dos
médicos; prefiro isso ao 'estou absolutamente certo de que....', frase
que me dá arrepios.
E o que fazer.... para evitarmos essas drogas?
Como?
Lendo muito, escrevendo, buscando a clareza das idéias, criando novos
circuitos neurais que venham a substituir os afetados pela idade e
pela vida 'bandida'.
Meu conselho: é para vocês não serem infalíveis como o meu pobre pai;
não cheguem ao topo, nunca, pois dali só há um caminho: descer.
Inventem novos desafios, façam palavras cruzadas, forcem a memória,
não só com drogas (não nego a sua eficácia, principalmente as
nootrópicas), mas correndo atrás dos vazios e lapsos.
Eu não sossego enquanto não lembro do nome de algum velho conhecido,
ou de uma localidade onde estive há trinta anos. Leiam e se empenhem
em entender o que está escrito, e aprendam outra língua, mesmo aos
sessenta anos.
Coloquem a palavra FELICIDADE no topo da sua lista de prioridades: 7
de cada 10 doentes nunca ligaram para essas 'bobagens' e viveram vidas
medíocres e infelizes - muitos nem mesmo tinham consciência disso.
Mantenha-se interessado no mundo, nas pessoas, no futuro.
Invente novas receitas, experimente (não gosta de ir para a cozinha?
Hum... Preocupante).
Lute, lute sempre, por uma causa, por um ideal, pela felicidade.
Parodiando Maiakovski, que disse 'melhor morrer de vodca do que de
tédio', eu digo: melhor morrer lutando o bom combate do que ter a
personalidade roubada pelo Alzheimer.
Dicas para escapar do Alzheimer:
Uma descoberta dentro da Neurociência vem revelar que o cérebro mantém
a capacidade extraordinária de crescer e mudar o padrão de suas
conexões.
Os autores desta descoberta, Lawrence Katz e Manning Rubin (2000),
revelam que NEURÓBICA, a 'aeróbica dos neurônios', é uma nova forma de
exercício cerebral projetada para manter o cérebro ágil e saudável,
criando novos e diferentes padrões de atividades dos neurônios em seu
cérebro. Cerca de 80% do nosso dia-a-dia é ocupado por rotinas que,
apesar de terem a vantagem de reduzir o esforço intelectual, escondem
um efeito perverso; limitam o cérebro.
Para contrariar essa tendência, é necessário praticar exercícios
'cerebrais' que fazem as pessoas pensarem somente no que estão
fazendo, concentrando-se na tarefa. O desafio da NEURÓBICA é fazer
tudo aquilo que contraria as rotinas, obrigando o cérebro a um
trabalho adicional. Tente fazer um teste:
- use o relógio de pulso no braço direito;
- escove os dentes com a mão contrária da de costume;
- ande pela casa de trás para frente; (vi na China o pessoal treinando isso num parque);
- vista-se de olhos fechados;
- estimule o paladar, coma coisas diferentes;
- veja fotos de cabeça para baixo;
- veja as horas num espelho;
- faça um novo caminho para ir ao trabalho..
A proposta é mudar o comportamento rotineiro!
Tente, faça alguma coisa diferente com seu outro lado e estimule o seu
cérebro. Vale a pena tentar!
Que tal começar a praticar agora, trocando o mouse de lado?
Que tal começar agora enviando esta mensagem, usando o mouse com a mão esquerda?
FAÇA ESTE TESTE E PASSE ADIANTE PARA SEUS (SUAS) AMIGOS (AS).
Historia do seu bairro
Lapa
Historicamente ocupado por prostitutas, drogados, mendigos, travestis ecafetões. Hoje em dia é ocupado por jovens pseudo-prostitutas, drogados, mendigos, travestis e cafetões, mas de família. A Lapa faz parte da boemia carioca, aonde existe de tudo lá, seja de pessoas ou de ritmos. Na verdade, só existem mais cariocas marrentos e muito Funk. É dominada pelo tráfico.
Glória e Catete
Bairros ultrapassados. Num passado jurássico, já foram bairros luxuosos, mas com o passar dos anos, tanto luxo e requinte esvairam-se.Hoje são bairros de passagem, habitados por velhos falidos ou emergentes que não tem grana pra ir no mínimo pra Copacabana, mas vão morar lá pra dizerem que são da zona sul. Dominados pelo tráfico.
Gávea
Habitado por alunos da PUC e velhas ricas o bairro da Gávea é conhecido por ter 6 teatros mas nenhum McDonald´s. Dominado pelo tráfico.
São Conrado
Abriga uma das maiores favelas do mundo, a Rocinha. Embora os cegos moradores do bairro falem que a Rocinha é um bairro à parte de São Conrado ou ainda tentem empurrá-la para a Gávea ou mesmo pra Barra e pro Leblon. Qualquer virtude do bairro é suja pela Rocinha. Dominado pelo
tráfico.
Ipanema
É um bairro que concentra uma grande quantidade de gays e lésbicas que encontram-se na praia do bairro, mais precisamente em frente a Rua Farme de Amoedo. Também frequentado por lutadores de jiu-jítsu e seus pitbulls (difícil dizer, olhando pras pontas da coleira, quem é o humano e quem é o cachorro), que não raro praticam esportes como dissolver arrastões e dar porrada em viados sarados. E não raro apanham dos viados, porque a cana é doce mas não é mole, não. Habitam também a região pessoas esnobes, que fazem compras diárias na Avenida Nossa Senhora de Ipanema, a Champs-Élysées carioca (carioca porque qualquer cidadão que passa por ela pode ser assaltado por meninos de rua ou pelas gangues das bicicletas armadas) e passeiam com seus poodles nas praças do bairro. É um bairro dominado pelo tráfico.
Flamengo
Flamengo é um bairro onde as pessoas pensam que vivem bem, quando na verdade vivem em meio a violência e ao lado de uma praia suja e fedorenta. Concentra grande quantidade de flamenguistas e geralmente as pessoas só passam por esse bairro quando querem ir a Copacabana ou para ver o Pão-de-Açúcar. Dominado pelo tráfico.
Botafogo
Idêntico ao Flamengo, só que aqui se concentram botafoguenses. O cheiro das praias remete a bosta, por isso é também chamado de Bostafogo. Possui uma favela vertical de frente para a enseada de Botafogo chamada Rajá. Dominado pelo tráfico.
Copacabana
Copacabana é habitada por um bando de velhos não-legais que pensam ainda serem da alta sociedade, junto com milhões de emergentes que moram lá apenas por status, apenas 20% da população de Copacabana não é miserável e mora num apê decente. As pessoas de Copacabana tentam imaginar que o Rio é apenas o trecho Copa, Ipanema e Leblon e esquecem que o resto do Rio é todo favela. Também conhecida como Coca-bacana devido ao Copacabana Pallace, hotel que num passado foi cassino/puteiro de luxo que já recebeu mais drogas que todo Complexo do Alemão. Dominado pelo tráfico.
Barra
Habitado por emergentes e pseudo-socialites que não têm grana pra morar no Alto Leblon, a Barra da Tijuca é um bairro que adotou o Paulista way of life, onde as pessoas ficam presas em carros e shoppings a maior parte da sua vida. As pessoas da Barra acreditam que moram em Miami, quando na verdade pagam tudo com cartão e cheque especial, e desconhecem a existência de dinheiro ou de saldo positivo no banco. Os jovens de classe média alta adoram praticar esportes, sendo o Espanca Puta o preferido da galera. Dominado pelo tráfico.
Leblon
É um bairro com muita gente rica que tenta imaginar que o Rio é só aquele pequeno trechinho de Copacabana até o Leblon e tentam não olhar para o lado, se não levam um bombardeio de tiros de uma das favelas que rodeiam o bairro. Seu principal desafeto é a Cruzada São Sebastião, conjunto favelacional no cujo bairro. Habitat de Manoel Carlos e de suas novelas. O andamento do projeto de entregar o bairro ao tráfico está 95% concluído.
Tijuca
Uma favela da Zona Norte habitada por gente da classe média e cercada de favelas habitadas por gente miserável. Composta de pseudo-revolucionários e prostitutas, além de socialistas, comunistas e anarquistas. Os tijucanos podem ser facilmente reconhecidos por tentarem imitar as pessoas da alta sociedade da Zona Sul, dizendo serem parte da "Zona Sul da Zona Norte" quando na verdade fazem parte dos chamados "cariocas de trás dos montes" (sem saneamento básico ou expectativa de vida). Sua mais nova invenção está em chamar a praça do Bulixo de Baixo Tijuca, imitação deprimente do Baixo Gávea. Dominado pelo tráfico.
Maracanã
É uma extensão da Mangueira com favelas verticais chamadas por seus habitantes de prédios. Não há nada o que se fazer lá, a não ser se você for um dos desocupados que estudam na UERJ, ou gostam de cair na porrada no Maracanã. Aliás, nos arredores UERJ é que encontramos a aristrocacia do bairro, composta de estudantes freqüentadores de botecos. emoção mesmo fica por conta da noite, com seus tiroteios. Dominado pelo tráfico.
Vila Isabel
É uma reta que só tem boteco, casa de vila, outro boteco, um prédio, outro boteco, e por aí vai... Os moradores afirmam que CEDAE distribui cerveja nesse bairro, ao invés de água. É um bairro nobre, pois é habitado pelos ex-moradores do morro dos macacos mais bem-sucedidos, sendo servido de tiroteios com fuzis dos melhores calibres. O tráfico não domina este bairro, pois o tráfico surgiu em Vila Isabel, entre uma rodinha de samba e outra.
Grajaú
A definição correta para este lugar é "porra nenhuma", pois todos o consideram Grajaú um sub-bairro, mas não é da Tijuca, nem de Vila isabel e
nem do Méier. Não obstante, é dominado pelo tráfico.
Praça da Bandeira
O bairro deveria se chamar Vila Mimosa, maior puteiro da cidade, dominado por cafetões e traficantes. Garage, vizinho à Vila Mimosa, maior concentração de bares, roqueiros sujos e drogados da região. Dominado pelo tráfico.
Bonsucesso
É o bairro mais mal localizado da cidade, conseguindo a façanha de ser cercado por 17 favelas, e ainda sim ser o bairro mais evoluído da Leopoldina
(nem queira saber como são os outros...). Bonsucesso é o bairro dos favelados emergentes, que querem ficar perto do trabalho e da família. Além
disso, tem um comércio muito diversificado, com lojas de 1,99, financeiras, puteiros e diversos camelôes fedorentos além de um desfile diário de kombis podres e gente mais podre ainda dentro. Dizem lendas urbanas que ainda existem uns 142 moradores do bairro por lá, a maioria de classe mérdia, contra as 293.333.344.212,05 favelados que dizem morar lá quando na verdade moram em "comunidades da casa do caralho". Interessante notar também que Bonsucesso é o bairro com a maior concentração de viados do Subúrbio, tendo desfile noturno de bichas e a única sauna gay da região. Dominado pelo tráfico.
Inhaúma
Bairro feio, mal dividido, confuso, fedido e mórbido.Conhecido por abrigar ocemitério mais pobre e fedido da cidade e também por suas dezenas de
favelas. Dominado pelo tráfico.
Braz de Pina
É o bairro(desculpe, favela) com a maior concentração de analfabetos da Leopoldina, e um dos mais fudidos da cidade. Nem os moradores sabem dizer se o nome do bairro é "Bras, Brás ou Braz". Dominado pelo tráfico.
Encantado
É um bairro que não existe, está cadastrado por engano pela prefeitura. Na verdade é a remanescência de um incidente envolvendo entre o recém-empossado prefeito do Rio em 1879, o Campinense Barão do Anel Frouxo e o cartógrafro ex-escravo carioca João Pé de Mesa. Quando viu o mapa da cidade que o Pé de Mesa tinha feito, havia uma pergunta do cartógrafo destinada ao prefeito no
topo: "Como você está meu amor?", ao que este escreveu: "Encantado!". Dominado pelo tráfico.
Cachambi
Quer a todo custo fazer parte do Méier para se passar por nobre, embora nem o Méier seja isso. Dominado pelo tráfico.
Todos os santos
Uma verdadeira farsa, pois nunca ninguém relatou estadia ou passagem por esse bairro. Segundo a lenda, ele fica localizado entre o Méier, o Cachambi e o Engenho de Dentro. Seu único registro são fósseis de uma pre-histórica estação ferroviária desativada. Dominado pelo tráfico.
Méier
Habitado por gente feia, mas que gosta de se passar por rico apenas para ser melhor do que o povão. Muitos deles reúnem-se em frente a uma rede fast-food chamada "Habibs", aonde vivem de curtição, carros e meninas que tentam achar um rico de verdade no meio dos pseudo-ricos. Um bairro no qual existem pseudo-favelas (comunidades que não têm tamanho suficiente nem bandidos malvados o suficiente para serem consideradas favelas). É um bairro da cidade em que os próprios moradores criaram um slogan próprio, o famoso "Quem é do Méier não Bobéier", para tentar trazer alguma originalidade para um bairro qualquer. É um bairro sem identidade, uma vez que quer ser parte
da Tijuca, Vila Isabel, ou mesmo Madureira. É dominado pelo tráfico.
Maria da Graça
Lugar feio, pobre, deserto e mal localizado.Só passa gente lá pra ir pegar o metrô. Dominado pelo tráfico.
Higienópolis
A "princesinha da Leopoldina" é na verdade um bairro decadente, feio, perigoso e favelizado, embora seus moradores ainda pensem que o bairro não
possui favelas e é um dos mais tranquilos.Ledo engano.Dominado pelo tráfico.
Del Castilho
Se resume a duas coisas: Nova América e favelas.Dominado pelo tráfico.
Centro da Cidade
Habitado de segunda a sexta por executivos e secretárias que movem a economia usando motéis no horário de almoço, no fim de semana apenas menores de idades viciados em crack utilizam a região. Dominado pelo tráfico.
Jardim Botânico
Aqui habitam alguns animais e traficantes, além de ser a área mais produtiva agricolamente quando se trata das plantações de ervas (leia-se marijuana) no parque de mesmo nome. Está dominada pelo tráfico.
Urca
Tem cheiro e aparência das música de introdução das novelas do Manoel Carlos. É um local frequentado por alpinistas-escaladores escalantes, que
escalam na verdade procurando a toda custa encontrar um novo local pra fundar uma favelinha ali no morro do pão de açucar ou tentam entrar na boate Noites Cariocas (dominada pelo tráfico) sem pagar a entrada ou o bondinho. Dominado pelo tráfico.
Jacarepaguá
O bairro é na verdade uma colônia de figurantes da GLOBO. construída ao lado do Projac. Os moradores deste simpático vilarejo também vivem da venda de souvenirs temáticos do filme de história extremamente fantasiosa "CIDADE DE DEUS". Muitas pessoas que moram lá dizem que moram na Barra. Esse lugar só é habitado por que também dá acesso a Barra. Dominado pelo tráfico.
Baixada Fluminense
Local utilizado para testes nucleares internacionais. Obviamente é dominado pela "milícia" (tráfico).
Cascadura
O bairro (se é que se pode chamar de bairro) é composto por favelas e prédios estilo "retrô -> "retrocedendo à cultura etiópe". Infelizmente o
sinal da Av. Ernani Cardoso (a avenida paulista de Cascadura) raramente está aberto para as pobres almas que circulam por lá. Fora isso, só resta o bem próximo novo fórum de Campinho (bom pra ficar no ar condicionado de graça) e alguns outros pontos turísticos que fazem os visitantes se sentirem mais importantes. O bom é que a segurança é bem estabelecida, uma vez que os seqüestros-relâmpago são abafados pela maioria da população vizinha (Madureira e Campinho) que tem coisa pior pra contar. É um bairro dominado pelo tráfico.
Madureira
O lugar mais quente e zoneado do mundo.O bairro, ou melhor, a favela, atraí macumbeiros e tias vendedoras de salgadinhos de toda cidade em busca dos produtos de excelente qualidade comercializados no Mercadão de Madureira, que após o incêndio tentou virar shopping mas mantém o cheiro de cocô de cabra, coelho e galinha. Dominado pelo tráfico.
Vila Valqueire
Um bairro nos confins do subúrbio habitado por uma gente pobre que quer dar uma de bacana só por não estarem na merda total que estão seus vizinhos Jacarepaguá, Campinho, Oswaldo Cruz, Bento Ribeiro e Marechal Hermes. Numa cegueira imensa, dizem não haver favelas no bairro, embora ele esteja recheado por elas. Dominado pelo tráfico.
Oswaldo Cruz, Bento Ribeiro e Marechal Hermes
Bairros sem graça e esquecidos, que tentam se juntar a Madureira pra ganhar alguma fama, mesmo que negativa.Dominados pelo tráfico.
Bangu, Realengo, Santa Cruz e Campo Grande
Lugares próximos, próximos de onde Judas perdeu as meias.Recheados de favelas e, obviamente, dominados pelo tráfico.
Penha
Tem um belo ponto turístico, a Igreja da Penha, que é acessível pelo Parque Shangaí. Caso você consiga passar por ele sem ser assaltado ou atingido por uma bala perdida, dá orgulho ver do alto da Igreja a imensa favela que a Penha é na verdade. Sofre de crise de identidade porque é dividido pela linha do trem e quem mora de um lado acha que está melhor do quem mora do outro, quando na verdade ambos estão na merda e ainda sonham em morar na Zona Sul! Atualmente ganhou fama nacional por abrigar a favela Vila Cruzeiro. Que orgulho!Dominado pelo tráfico.
Ramos
Sede do Privadão, digo, Piscinão de Ramos, onde as magnatas famílias da região se encontram para confraternização e prática de esportes, como tiro ao alvo, arremesso de bosta e mergulho de cadáver. Dominado pela caixa baixa.
Pilares
Conhecida por ser sede da rebaixada Caprichosos de Pilares, que se localiza embaixo de um viaduto mais usado como banheiro masculino. Resume-se apenas em um viaduto e muitas favelas. Dominado pelo tráfico.
Praça Seca
Lugar decadente e pobre que só mantém o nome.Se transformou num campo minado, onde você corre risco a todo momento de ser baleado pelas centenas de favelas que a rodeiam.Dominada pelo tráfico.
Parada de Lucas, Cordovil e Vigário Geral
Desculpem, estamos falando de bairros, e não de favelas. Dominadas pelo tráfico, por favelados e por comandantes de chacinas, fora as 'casas' que tiveram a sorte de serem pintadas que já não e possível identificar a cor da tinta, por causa das pichações.
Abolição
Bairro feio,confuso,sujo e degradado.Não é conhecido por nada, uma vez que muitos ignoram sua existência ou pensam ser um sub bairro.Dominada pelo tráfico.
Piedade
Conhecida por ter a primeira universidade do subúrbio, a Gama Filho, onde estudam os jovens mais inteligentes e nobres do país, mas que por ironia do destino não conseguiram passar nem na Estadual. Dominado pelo tráfico
Irajá
Sede do CEASA, que por um milagre ainda não faliu, já que é saqueado diariamente por seus nobres vizinhos das dezenas de favelas ao seu
redor. Dominado pelo tráfico.
Vicente de Carvalho
Ninguém o considera, todos pensam ser integrante de Irajá, Vila da Penha ou mesmo Madureira, mas na verdade essa bosta existe e possui o maior
concentrador de "favelados que não tem o que fazer e vão ver as vitrines, tomar uma casquinha no McDonals e não comprar porra nenhum", o Carioca Shopping. Dominado pelo tráfico.
Ilha do Governador
A Ilha é a única favela do mundo cercada de água por todos os lados.
Engenho de Dentro
É um pardieiro onde foi construída uma privada gigante: Dominado pelo tráfico.
Vila da Penha
É um bairro do bem: bem sujo, bem mal freqüentado, bem mal habitado e bem criminalizado. Ainda existem uns 10 moradores que acham que a Vila da Penha não possui favelas por perto. Junto com o Méier, Jacarepaguá e os terrenos no céu do Bispo Macedo, forma o grupo das maiores enganações imobiliárias cariocas de todos os tempos. Habitada por gente de quinta com automóveis de sexta. Dominadíssimo pelo tráfico.
Historicamente ocupado por prostitutas, drogados, mendigos, travestis ecafetões. Hoje em dia é ocupado por jovens pseudo-prostitutas, drogados, mendigos, travestis e cafetões, mas de família. A Lapa faz parte da boemia carioca, aonde existe de tudo lá, seja de pessoas ou de ritmos. Na verdade, só existem mais cariocas marrentos e muito Funk. É dominada pelo tráfico.
Glória e Catete
Bairros ultrapassados. Num passado jurássico, já foram bairros luxuosos, mas com o passar dos anos, tanto luxo e requinte esvairam-se.Hoje são bairros de passagem, habitados por velhos falidos ou emergentes que não tem grana pra ir no mínimo pra Copacabana, mas vão morar lá pra dizerem que são da zona sul. Dominados pelo tráfico.
Gávea
Habitado por alunos da PUC e velhas ricas o bairro da Gávea é conhecido por ter 6 teatros mas nenhum McDonald´s. Dominado pelo tráfico.
São Conrado
Abriga uma das maiores favelas do mundo, a Rocinha. Embora os cegos moradores do bairro falem que a Rocinha é um bairro à parte de São Conrado ou ainda tentem empurrá-la para a Gávea ou mesmo pra Barra e pro Leblon. Qualquer virtude do bairro é suja pela Rocinha. Dominado pelo
tráfico.
Ipanema
É um bairro que concentra uma grande quantidade de gays e lésbicas que encontram-se na praia do bairro, mais precisamente em frente a Rua Farme de Amoedo. Também frequentado por lutadores de jiu-jítsu e seus pitbulls (difícil dizer, olhando pras pontas da coleira, quem é o humano e quem é o cachorro), que não raro praticam esportes como dissolver arrastões e dar porrada em viados sarados. E não raro apanham dos viados, porque a cana é doce mas não é mole, não. Habitam também a região pessoas esnobes, que fazem compras diárias na Avenida Nossa Senhora de Ipanema, a Champs-Élysées carioca (carioca porque qualquer cidadão que passa por ela pode ser assaltado por meninos de rua ou pelas gangues das bicicletas armadas) e passeiam com seus poodles nas praças do bairro. É um bairro dominado pelo tráfico.
Flamengo
Flamengo é um bairro onde as pessoas pensam que vivem bem, quando na verdade vivem em meio a violência e ao lado de uma praia suja e fedorenta. Concentra grande quantidade de flamenguistas e geralmente as pessoas só passam por esse bairro quando querem ir a Copacabana ou para ver o Pão-de-Açúcar. Dominado pelo tráfico.
Botafogo
Idêntico ao Flamengo, só que aqui se concentram botafoguenses. O cheiro das praias remete a bosta, por isso é também chamado de Bostafogo. Possui uma favela vertical de frente para a enseada de Botafogo chamada Rajá. Dominado pelo tráfico.
Copacabana
Copacabana é habitada por um bando de velhos não-legais que pensam ainda serem da alta sociedade, junto com milhões de emergentes que moram lá apenas por status, apenas 20% da população de Copacabana não é miserável e mora num apê decente. As pessoas de Copacabana tentam imaginar que o Rio é apenas o trecho Copa, Ipanema e Leblon e esquecem que o resto do Rio é todo favela. Também conhecida como Coca-bacana devido ao Copacabana Pallace, hotel que num passado foi cassino/puteiro de luxo que já recebeu mais drogas que todo Complexo do Alemão. Dominado pelo tráfico.
Barra
Habitado por emergentes e pseudo-socialites que não têm grana pra morar no Alto Leblon, a Barra da Tijuca é um bairro que adotou o Paulista way of life, onde as pessoas ficam presas em carros e shoppings a maior parte da sua vida. As pessoas da Barra acreditam que moram em Miami, quando na verdade pagam tudo com cartão e cheque especial, e desconhecem a existência de dinheiro ou de saldo positivo no banco. Os jovens de classe média alta adoram praticar esportes, sendo o Espanca Puta o preferido da galera. Dominado pelo tráfico.
Leblon
É um bairro com muita gente rica que tenta imaginar que o Rio é só aquele pequeno trechinho de Copacabana até o Leblon e tentam não olhar para o lado, se não levam um bombardeio de tiros de uma das favelas que rodeiam o bairro. Seu principal desafeto é a Cruzada São Sebastião, conjunto favelacional no cujo bairro. Habitat de Manoel Carlos e de suas novelas. O andamento do projeto de entregar o bairro ao tráfico está 95% concluído.
Tijuca
Uma favela da Zona Norte habitada por gente da classe média e cercada de favelas habitadas por gente miserável. Composta de pseudo-revolucionários e prostitutas, além de socialistas, comunistas e anarquistas. Os tijucanos podem ser facilmente reconhecidos por tentarem imitar as pessoas da alta sociedade da Zona Sul, dizendo serem parte da "Zona Sul da Zona Norte" quando na verdade fazem parte dos chamados "cariocas de trás dos montes" (sem saneamento básico ou expectativa de vida). Sua mais nova invenção está em chamar a praça do Bulixo de Baixo Tijuca, imitação deprimente do Baixo Gávea. Dominado pelo tráfico.
Maracanã
É uma extensão da Mangueira com favelas verticais chamadas por seus habitantes de prédios. Não há nada o que se fazer lá, a não ser se você for um dos desocupados que estudam na UERJ, ou gostam de cair na porrada no Maracanã. Aliás, nos arredores UERJ é que encontramos a aristrocacia do bairro, composta de estudantes freqüentadores de botecos. emoção mesmo fica por conta da noite, com seus tiroteios. Dominado pelo tráfico.
Vila Isabel
É uma reta que só tem boteco, casa de vila, outro boteco, um prédio, outro boteco, e por aí vai... Os moradores afirmam que CEDAE distribui cerveja nesse bairro, ao invés de água. É um bairro nobre, pois é habitado pelos ex-moradores do morro dos macacos mais bem-sucedidos, sendo servido de tiroteios com fuzis dos melhores calibres. O tráfico não domina este bairro, pois o tráfico surgiu em Vila Isabel, entre uma rodinha de samba e outra.
Grajaú
A definição correta para este lugar é "porra nenhuma", pois todos o consideram Grajaú um sub-bairro, mas não é da Tijuca, nem de Vila isabel e
nem do Méier. Não obstante, é dominado pelo tráfico.
Praça da Bandeira
O bairro deveria se chamar Vila Mimosa, maior puteiro da cidade, dominado por cafetões e traficantes. Garage, vizinho à Vila Mimosa, maior concentração de bares, roqueiros sujos e drogados da região. Dominado pelo tráfico.
Bonsucesso
É o bairro mais mal localizado da cidade, conseguindo a façanha de ser cercado por 17 favelas, e ainda sim ser o bairro mais evoluído da Leopoldina
(nem queira saber como são os outros...). Bonsucesso é o bairro dos favelados emergentes, que querem ficar perto do trabalho e da família. Além
disso, tem um comércio muito diversificado, com lojas de 1,99, financeiras, puteiros e diversos camelôes fedorentos além de um desfile diário de kombis podres e gente mais podre ainda dentro. Dizem lendas urbanas que ainda existem uns 142 moradores do bairro por lá, a maioria de classe mérdia, contra as 293.333.344.212,05 favelados que dizem morar lá quando na verdade moram em "comunidades da casa do caralho". Interessante notar também que Bonsucesso é o bairro com a maior concentração de viados do Subúrbio, tendo desfile noturno de bichas e a única sauna gay da região. Dominado pelo tráfico.
Inhaúma
Bairro feio, mal dividido, confuso, fedido e mórbido.Conhecido por abrigar ocemitério mais pobre e fedido da cidade e também por suas dezenas de
favelas. Dominado pelo tráfico.
Braz de Pina
É o bairro(desculpe, favela) com a maior concentração de analfabetos da Leopoldina, e um dos mais fudidos da cidade. Nem os moradores sabem dizer se o nome do bairro é "Bras, Brás ou Braz". Dominado pelo tráfico.
Encantado
É um bairro que não existe, está cadastrado por engano pela prefeitura. Na verdade é a remanescência de um incidente envolvendo entre o recém-empossado prefeito do Rio em 1879, o Campinense Barão do Anel Frouxo e o cartógrafro ex-escravo carioca João Pé de Mesa. Quando viu o mapa da cidade que o Pé de Mesa tinha feito, havia uma pergunta do cartógrafo destinada ao prefeito no
topo: "Como você está meu amor?", ao que este escreveu: "Encantado!". Dominado pelo tráfico.
Cachambi
Quer a todo custo fazer parte do Méier para se passar por nobre, embora nem o Méier seja isso. Dominado pelo tráfico.
Todos os santos
Uma verdadeira farsa, pois nunca ninguém relatou estadia ou passagem por esse bairro. Segundo a lenda, ele fica localizado entre o Méier, o Cachambi e o Engenho de Dentro. Seu único registro são fósseis de uma pre-histórica estação ferroviária desativada. Dominado pelo tráfico.
Méier
Habitado por gente feia, mas que gosta de se passar por rico apenas para ser melhor do que o povão. Muitos deles reúnem-se em frente a uma rede fast-food chamada "Habibs", aonde vivem de curtição, carros e meninas que tentam achar um rico de verdade no meio dos pseudo-ricos. Um bairro no qual existem pseudo-favelas (comunidades que não têm tamanho suficiente nem bandidos malvados o suficiente para serem consideradas favelas). É um bairro da cidade em que os próprios moradores criaram um slogan próprio, o famoso "Quem é do Méier não Bobéier", para tentar trazer alguma originalidade para um bairro qualquer. É um bairro sem identidade, uma vez que quer ser parte
da Tijuca, Vila Isabel, ou mesmo Madureira. É dominado pelo tráfico.
Maria da Graça
Lugar feio, pobre, deserto e mal localizado.Só passa gente lá pra ir pegar o metrô. Dominado pelo tráfico.
Higienópolis
A "princesinha da Leopoldina" é na verdade um bairro decadente, feio, perigoso e favelizado, embora seus moradores ainda pensem que o bairro não
possui favelas e é um dos mais tranquilos.Ledo engano.Dominado pelo tráfico.
Del Castilho
Se resume a duas coisas: Nova América e favelas.Dominado pelo tráfico.
Centro da Cidade
Habitado de segunda a sexta por executivos e secretárias que movem a economia usando motéis no horário de almoço, no fim de semana apenas menores de idades viciados em crack utilizam a região. Dominado pelo tráfico.
Jardim Botânico
Aqui habitam alguns animais e traficantes, além de ser a área mais produtiva agricolamente quando se trata das plantações de ervas (leia-se marijuana) no parque de mesmo nome. Está dominada pelo tráfico.
Urca
Tem cheiro e aparência das música de introdução das novelas do Manoel Carlos. É um local frequentado por alpinistas-escaladores escalantes, que
escalam na verdade procurando a toda custa encontrar um novo local pra fundar uma favelinha ali no morro do pão de açucar ou tentam entrar na boate Noites Cariocas (dominada pelo tráfico) sem pagar a entrada ou o bondinho. Dominado pelo tráfico.
Jacarepaguá
O bairro é na verdade uma colônia de figurantes da GLOBO. construída ao lado do Projac. Os moradores deste simpático vilarejo também vivem da venda de souvenirs temáticos do filme de história extremamente fantasiosa "CIDADE DE DEUS". Muitas pessoas que moram lá dizem que moram na Barra. Esse lugar só é habitado por que também dá acesso a Barra. Dominado pelo tráfico.
Baixada Fluminense
Local utilizado para testes nucleares internacionais. Obviamente é dominado pela "milícia" (tráfico).
Cascadura
O bairro (se é que se pode chamar de bairro) é composto por favelas e prédios estilo "retrô -> "retrocedendo à cultura etiópe". Infelizmente o
sinal da Av. Ernani Cardoso (a avenida paulista de Cascadura) raramente está aberto para as pobres almas que circulam por lá. Fora isso, só resta o bem próximo novo fórum de Campinho (bom pra ficar no ar condicionado de graça) e alguns outros pontos turísticos que fazem os visitantes se sentirem mais importantes. O bom é que a segurança é bem estabelecida, uma vez que os seqüestros-relâmpago são abafados pela maioria da população vizinha (Madureira e Campinho) que tem coisa pior pra contar. É um bairro dominado pelo tráfico.
Madureira
O lugar mais quente e zoneado do mundo.O bairro, ou melhor, a favela, atraí macumbeiros e tias vendedoras de salgadinhos de toda cidade em busca dos produtos de excelente qualidade comercializados no Mercadão de Madureira, que após o incêndio tentou virar shopping mas mantém o cheiro de cocô de cabra, coelho e galinha. Dominado pelo tráfico.
Vila Valqueire
Um bairro nos confins do subúrbio habitado por uma gente pobre que quer dar uma de bacana só por não estarem na merda total que estão seus vizinhos Jacarepaguá, Campinho, Oswaldo Cruz, Bento Ribeiro e Marechal Hermes. Numa cegueira imensa, dizem não haver favelas no bairro, embora ele esteja recheado por elas. Dominado pelo tráfico.
Oswaldo Cruz, Bento Ribeiro e Marechal Hermes
Bairros sem graça e esquecidos, que tentam se juntar a Madureira pra ganhar alguma fama, mesmo que negativa.Dominados pelo tráfico.
Bangu, Realengo, Santa Cruz e Campo Grande
Lugares próximos, próximos de onde Judas perdeu as meias.Recheados de favelas e, obviamente, dominados pelo tráfico.
Penha
Tem um belo ponto turístico, a Igreja da Penha, que é acessível pelo Parque Shangaí. Caso você consiga passar por ele sem ser assaltado ou atingido por uma bala perdida, dá orgulho ver do alto da Igreja a imensa favela que a Penha é na verdade. Sofre de crise de identidade porque é dividido pela linha do trem e quem mora de um lado acha que está melhor do quem mora do outro, quando na verdade ambos estão na merda e ainda sonham em morar na Zona Sul! Atualmente ganhou fama nacional por abrigar a favela Vila Cruzeiro. Que orgulho!Dominado pelo tráfico.
Ramos
Sede do Privadão, digo, Piscinão de Ramos, onde as magnatas famílias da região se encontram para confraternização e prática de esportes, como tiro ao alvo, arremesso de bosta e mergulho de cadáver. Dominado pela caixa baixa.
Pilares
Conhecida por ser sede da rebaixada Caprichosos de Pilares, que se localiza embaixo de um viaduto mais usado como banheiro masculino. Resume-se apenas em um viaduto e muitas favelas. Dominado pelo tráfico.
Praça Seca
Lugar decadente e pobre que só mantém o nome.Se transformou num campo minado, onde você corre risco a todo momento de ser baleado pelas centenas de favelas que a rodeiam.Dominada pelo tráfico.
Parada de Lucas, Cordovil e Vigário Geral
Desculpem, estamos falando de bairros, e não de favelas. Dominadas pelo tráfico, por favelados e por comandantes de chacinas, fora as 'casas' que tiveram a sorte de serem pintadas que já não e possível identificar a cor da tinta, por causa das pichações.
Abolição
Bairro feio,confuso,sujo e degradado.Não é conhecido por nada, uma vez que muitos ignoram sua existência ou pensam ser um sub bairro.Dominada pelo tráfico.
Piedade
Conhecida por ter a primeira universidade do subúrbio, a Gama Filho, onde estudam os jovens mais inteligentes e nobres do país, mas que por ironia do destino não conseguiram passar nem na Estadual. Dominado pelo tráfico
Irajá
Sede do CEASA, que por um milagre ainda não faliu, já que é saqueado diariamente por seus nobres vizinhos das dezenas de favelas ao seu
redor. Dominado pelo tráfico.
Vicente de Carvalho
Ninguém o considera, todos pensam ser integrante de Irajá, Vila da Penha ou mesmo Madureira, mas na verdade essa bosta existe e possui o maior
concentrador de "favelados que não tem o que fazer e vão ver as vitrines, tomar uma casquinha no McDonals e não comprar porra nenhum", o Carioca Shopping. Dominado pelo tráfico.
Ilha do Governador
A Ilha é a única favela do mundo cercada de água por todos os lados.
Engenho de Dentro
É um pardieiro onde foi construída uma privada gigante: Dominado pelo tráfico.
Vila da Penha
É um bairro do bem: bem sujo, bem mal freqüentado, bem mal habitado e bem criminalizado. Ainda existem uns 10 moradores que acham que a Vila da Penha não possui favelas por perto. Junto com o Méier, Jacarepaguá e os terrenos no céu do Bispo Macedo, forma o grupo das maiores enganações imobiliárias cariocas de todos os tempos. Habitada por gente de quinta com automóveis de sexta. Dominadíssimo pelo tráfico.
Quando eu for bem velhinha...
Quando eu for bem velhinha, espero receber a graça de, num dia de domingo, me sentar na poltrona da biblioteca e, bebendo um cálice de Porto, dizer à minha neta: - Querida, venha cá. Feche a porta com cuidado e sente-se aqui ao meu lado. Tenho umas coisas pra te contar. E assim, dizer apontando o indicador para o alto: - O nome disso não é conselho, isso se chama corroboração! Eu vivi, ensinei, aprendi, caí, levantei e cheguei a algumas conclusões. E agora, do alto dos meus 82 anos, com os ossos frágeis, a pele mole e os cabelos brancos, minha alma é o que me resta saudável e forte. Por isso, vou colocar mais ou menos assim: É preciso coragem para ser feliz. Seja valente. Siga sempre seu coração. Para onde ele for, seu sangue, suas veias e seus olhos também irão. E satisfaça seus desejos. Esse é seu direito e sua obrigação. Entenda que o tempo é um paciente professor que irá te fazer crescer, mas escolher entre ser uma grande menina ou uma menina grande, vai depender só de você. Tenha poucos e bons amigos. Tenha filhos. Tenha um jardim. Aproveite sua casa, mas vá a Fernando de Noronha, a Barcelona e à Austrália. Cuide bem dos seus dentes. Experimente, mude, corte os cabelos. Ame. Ame pra valer, mesmo que ele seja o carteiro. Não corra o risco de envelhecer dizendo "ah, se eu tivesse feito..." Tenha uma vida rica de vida. Vai que o carteiro ganha na loteria - tudo é possível, e o futuro, tsc, é imprevisível. Viva romances de cinema, contos de fada e casos de novela. Faça sexo, mas não sinta vergonha de preferir fazer amor. E tome conta sempre da sua reputação, ela é um bem inestimável. Porque sim, as pessoas comentam, reparam, e se você der chance elas inventam também detalhes desnecessários. Se for se casar, faça por amor. Não faça por segurança, carinho ou status. A sabedoria convencional recomenda que você se case com alguém parecido com você, mas isso pode ser um saco! Prefira a recomendação da natureza, que com a justificativa de otimizar os genes na reprodução, sugere que você procure alguém diferente de você. Mas para ter sucesso nessa questão, acredite no olfato e desconfie da visão. É o seu nariz quem diz a verdade quando o assunto é paixão. Faça do fogão, do pente, da caneta, do papel e do armário, seus instrumentos de criação. Leia. Pinte, desenhe, escreva. E por favor, dance, dance, dance até o fim, se não por você, o faça por mim. Compreenda seus pais. Eles te amam para além da sua imaginação, sempre fizeram o melhor que puderam, e sempre farão. Cultive os amigos. Eles são a natureza a nosso favor e uma das formas mais raras de amor. Não cultive as mágoas - porque se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida é que um único pontinho preto num oceano branco deixa tudo cinza. Era só isso minha querida. Agora é a sua vez. Por favor, encha mais uma vez minha taça e me conte: como vai você?
Por Maria Sanz Martins
Por Maria Sanz Martins
Preconceito e a discriminação estão nas atitudes e não nas palavras
Recebi por e-mail:
Os animais deveriam se considerar ofendidos quando um SER HUMANO é comparado a um deles.
Só tenho que tirar o chapéu para esta resposta do Danilo Gentili do CQC, sobre uma piadinha que não agradou a muitos. Adoro quando as coisas são faladas, sem hipocrisia !
Você não sabe o que tá acontecendo?
O humorista Danilo Gentili postou (twitou? sei la) a seguinte piada no seu twitter:
King Kong, um macaco que, depois que vai para a cidade e fica famoso, pega uma loira. Quem ele acha que é? Jogador de futebol?
Foi isso. Você, provavelmente, deve tá pensando "tá, eu ri rsrsrs, que que tem?"
A ONG Afrobras se posicionou contra. "Nos próximos dias devemos fazer uma carta de repúdio. Estamos avaliando ainda uma representação criminal", diz José Vicente, presidente da ONG.
"Isso foi indevido, inoportuno, de mau gosto e desrespeitoso. Desrespeitou todos os negros brasileiros e também a democracia. Democracia é você agir com responsabilidade" , avalia Vicente.
Alguns minutos após escrever seu primeiro "tweet" sobre King Kong, Gentili tentou se justificar no microblog.
"Alguém pode me dar uma explicação razoável por que posso chamar gay de veado, gordo de baleia, branco de lagartixa, mas nunca um negro de macaco?" (GENIAL)
"Na piada do King Kong, não disse a cor do jogador. Disse que a loira saiu com cara porque é famoso. A cabeça de vocês que têm preconceito. "
Mas calma, essa não foi a tal resposta genial que está no título, e sim ESSA:
"Se você me disser que é da raça negra preciso dizer que você tambem é racista, pois, assim como os criadores de cachorros, acredita que somos separados por raças. E se acredita nisso vai ter que confessar que uma raça é melhor ou pior que a outra. Pois se todas raças são iguais então a divisão por raça é estúpida e desnecessária. Pra que perder tempo separando algo se no fundo dá tudo no mesmo?
Quem propagou a idéia que "negro" é uma raça foram os escravistas. Eles usaram isso como desculpa para vender os pretos como escravos: "Podemos trata-los como animais, afinal eles são de uma outra raça que não é a nossa. Eles são da raça negra". Então quando vejo um cara dizendo que tem orgulho em ser da raça negra eu juro que nem me passa pela cabeça chama-lo de macaco. E sim de burro.
Falando em burro, cresci ouvindo que eu sou uma girafa. E também cresci chamando um dos meus melhores amigos de elefante. Já ouvi muita gente chamar loira caucasiana de burra, gay de v***** e ruivo de salsicha, que nada mais é do que ser chamado de restos de porco e boi misturados.
Mas se alguém chama um preto de macaco é crucificado. . E isso pra mim não faz sentido. Qual o preconceito com o macaco? Imagina no zoológico como o macaco não deve se sentir triste quando ouve os outros animais comentando:
- O macaco é o pior de todos. Quando um humano se xinga de burro ou elefante dão risada. Mas quando xingam de macaco vão presos. Ser macaco é uma coisa terrível. Graças a Deus não somos macacos.
Prefiro ser chamado de macaco do que de girafa. Peça para um cientista fazer um teste de Q.I. com uma girafa e com um macaco. Veja quem tira a maior nota.
Quando queremos muito ofender e atacar alguém, por motivos desconhecidos, não xingamos diretamente a pessoa e sim a mãe dela. Posso afirmar aqui então que Darwin foi o maior racista da história por dizer que eu vim do macaco?
Se o assunto é cor eu defendo a idéia que o mundo é uma caixa de lápis coloridos. Somos os lápis dessa caixa. Um lápis é menos lápis que o outro só porque a cor é diferente? Eu desenho desde criança, então acredite em mim: Não mesmo. Todas essas cores são de igual importância. Ok. Ok. Foi uma comparação #$*&%. Confesso. Os lápis são todos do mesmo tamanho na caixa. E no mundo real o lápis preto é bem maior que o amarelo.
Mas o que quero dizer é que na verdade não sei qual o problema em chamar um preto de preto. Esse é o nome da cor não é? Eu sou um ser humano da cor branca. O japonês da cor amarela. O índio da cor vermelha. O africano da cor preta. Se querem igualdade deveriam assumir o termo "preto" pois esse é o nome da cor. Não fica destoante isso: "Branco, Amarelo, Vermelho, Negro"?. O Darth Vader pra mim é negro. Mas o Bill Cosby, Richard Pryor e Eddie Murphy que inspiram meu trabalho não. Mas se gostam tanto assim do termo negro, ok, eu uso, não vejo problemas. No fim das contas é só uma palavra.. E embora o dicionário seja um dos livros mais vendidos do mundo, penso que palavras não definem muitas coisas e sim atitudes.
Digo isso porque a patrulha do politicamente correto é tão imbecil e superficial que tenho absoluta certeza que serei censurado se um dia escutarem eu dizer: "E aí seu PRETO, senta aqui e toma uma comigo!". Porém, se eu usar o tom correto e a postura certa ao dizer "Desculpe meu querido, mas já que é um afro-descendente é melhor evitar sentar aqui. Mas eu arrumo uma outra mesa muito mais bonita pra você!" sei que receberei elogios dessas mesmas pessoas, afinal eu usei os termos politicamentes corretos e não a palavra "preto" ou "macaco", que são palavras tão horríveis.
Os politicamentes corretos acham que são como o Superman, o cara dotado de dons superiores, que vai defender os fracos, oprimidos e impotentes. E acredite. Isso é racismo, pois transmite a idéia de superioridade que essas pessoas sentem de si em relação aos seus "defendidos" .
Agora peço que não sejam racistas comigo por favor. Nao é só porque eu sou branco que eu escravizei um preto. Eu juro que nunca fiz nada parecido com isso nem mesmo em pensamento. Não tenham esse preconceito comigo. Na verdade sou ítalo-descendente. Italianos não escravizaram africanos no Brasil. Vieram pra cá e assim como os pretos trabalharam na lavoura. A diferença é que Escrava Isaura fez mais sucesso que Terra Nostra.
Ok. O que acabei de dizer foi uma piada de mal gosto porque eu não disse nela como os pretos sofreram mais que os italianos. Ok. Eu sei que os negros sofreram mais que qualquer raça no Brasil. Foram chicoteados. Torturados. Foi algo tão desumano que só um ser humano seria capaz de fazer igual. Brancos caçaram negros como animais. Mas também os compraram de outros negros. Sim. Ser dono de escravo nunca foi privilégio caucasiano e sim da sociedade dominante. Na África, uma tribo vencedora escravizava a outra e as vendia para os brancos sujos.
Lembra que eu disse que era ítalo-descendente? Então. Os italianos podem nunca terem escravizados os pretos, mas os romanos escravizaram os judeus. E eles já se vingaram de mim com juros e correção monetária, pois já fui escravo durante anos de um carnê das Casas Bahia.
Se é engraçado piada de gay e gordo, porque não é a de preto? Porque foram escravos no passado hoje são café-com-leite no mundo do humor? É isso? Eu posso fazer a piada com gay só porque seus ancestrais nunca foram escravos? Pense bem, talvez o gay na infância também tenha sofrido abusos de alguém mais velho com o chicote.
Se você acha que vai impor respeito me obrigando a usar o termo "negro" ou "afro-descendente" , tudo bem, eu posso fazer isso só pra agradar. Na minha cabeça você será apenas preto e eu branco, da mesma raça, a raça humana. E você nunca me verá por aí com uma camiseta escrita "100% humano", pois não tenho orgulho nenhum de ser dessa raça que discute coisas idiotas de uma forma superficial e discrimina o próprio irmão."
Danilo Gentili
Os animais deveriam se considerar ofendidos quando um SER HUMANO é comparado a um deles.
Só tenho que tirar o chapéu para esta resposta do Danilo Gentili do CQC, sobre uma piadinha que não agradou a muitos. Adoro quando as coisas são faladas, sem hipocrisia !Você não sabe o que tá acontecendo?
O humorista Danilo Gentili postou (twitou? sei la) a seguinte piada no seu twitter:
King Kong, um macaco que, depois que vai para a cidade e fica famoso, pega uma loira. Quem ele acha que é? Jogador de futebol?
Foi isso. Você, provavelmente, deve tá pensando "tá, eu ri rsrsrs, que que tem?"
A ONG Afrobras se posicionou contra. "Nos próximos dias devemos fazer uma carta de repúdio. Estamos avaliando ainda uma representação criminal", diz José Vicente, presidente da ONG.
"Isso foi indevido, inoportuno, de mau gosto e desrespeitoso. Desrespeitou todos os negros brasileiros e também a democracia. Democracia é você agir com responsabilidade" , avalia Vicente.
Alguns minutos após escrever seu primeiro "tweet" sobre King Kong, Gentili tentou se justificar no microblog.
"Alguém pode me dar uma explicação razoável por que posso chamar gay de veado, gordo de baleia, branco de lagartixa, mas nunca um negro de macaco?" (GENIAL)
"Na piada do King Kong, não disse a cor do jogador. Disse que a loira saiu com cara porque é famoso. A cabeça de vocês que têm preconceito. "
Mas calma, essa não foi a tal resposta genial que está no título, e sim ESSA:
"Se você me disser que é da raça negra preciso dizer que você tambem é racista, pois, assim como os criadores de cachorros, acredita que somos separados por raças. E se acredita nisso vai ter que confessar que uma raça é melhor ou pior que a outra. Pois se todas raças são iguais então a divisão por raça é estúpida e desnecessária. Pra que perder tempo separando algo se no fundo dá tudo no mesmo?
Quem propagou a idéia que "negro" é uma raça foram os escravistas. Eles usaram isso como desculpa para vender os pretos como escravos: "Podemos trata-los como animais, afinal eles são de uma outra raça que não é a nossa. Eles são da raça negra". Então quando vejo um cara dizendo que tem orgulho em ser da raça negra eu juro que nem me passa pela cabeça chama-lo de macaco. E sim de burro.
Falando em burro, cresci ouvindo que eu sou uma girafa. E também cresci chamando um dos meus melhores amigos de elefante. Já ouvi muita gente chamar loira caucasiana de burra, gay de v***** e ruivo de salsicha, que nada mais é do que ser chamado de restos de porco e boi misturados.
Mas se alguém chama um preto de macaco é crucificado. . E isso pra mim não faz sentido. Qual o preconceito com o macaco? Imagina no zoológico como o macaco não deve se sentir triste quando ouve os outros animais comentando:
- O macaco é o pior de todos. Quando um humano se xinga de burro ou elefante dão risada. Mas quando xingam de macaco vão presos. Ser macaco é uma coisa terrível. Graças a Deus não somos macacos.
Prefiro ser chamado de macaco do que de girafa. Peça para um cientista fazer um teste de Q.I. com uma girafa e com um macaco. Veja quem tira a maior nota.
Quando queremos muito ofender e atacar alguém, por motivos desconhecidos, não xingamos diretamente a pessoa e sim a mãe dela. Posso afirmar aqui então que Darwin foi o maior racista da história por dizer que eu vim do macaco?
Se o assunto é cor eu defendo a idéia que o mundo é uma caixa de lápis coloridos. Somos os lápis dessa caixa. Um lápis é menos lápis que o outro só porque a cor é diferente? Eu desenho desde criança, então acredite em mim: Não mesmo. Todas essas cores são de igual importância. Ok. Ok. Foi uma comparação #$*&%. Confesso. Os lápis são todos do mesmo tamanho na caixa. E no mundo real o lápis preto é bem maior que o amarelo.
Mas o que quero dizer é que na verdade não sei qual o problema em chamar um preto de preto. Esse é o nome da cor não é? Eu sou um ser humano da cor branca. O japonês da cor amarela. O índio da cor vermelha. O africano da cor preta. Se querem igualdade deveriam assumir o termo "preto" pois esse é o nome da cor. Não fica destoante isso: "Branco, Amarelo, Vermelho, Negro"?. O Darth Vader pra mim é negro. Mas o Bill Cosby, Richard Pryor e Eddie Murphy que inspiram meu trabalho não. Mas se gostam tanto assim do termo negro, ok, eu uso, não vejo problemas. No fim das contas é só uma palavra.. E embora o dicionário seja um dos livros mais vendidos do mundo, penso que palavras não definem muitas coisas e sim atitudes.
Digo isso porque a patrulha do politicamente correto é tão imbecil e superficial que tenho absoluta certeza que serei censurado se um dia escutarem eu dizer: "E aí seu PRETO, senta aqui e toma uma comigo!". Porém, se eu usar o tom correto e a postura certa ao dizer "Desculpe meu querido, mas já que é um afro-descendente é melhor evitar sentar aqui. Mas eu arrumo uma outra mesa muito mais bonita pra você!" sei que receberei elogios dessas mesmas pessoas, afinal eu usei os termos politicamentes corretos e não a palavra "preto" ou "macaco", que são palavras tão horríveis.
Os politicamentes corretos acham que são como o Superman, o cara dotado de dons superiores, que vai defender os fracos, oprimidos e impotentes. E acredite. Isso é racismo, pois transmite a idéia de superioridade que essas pessoas sentem de si em relação aos seus "defendidos" .
Agora peço que não sejam racistas comigo por favor. Nao é só porque eu sou branco que eu escravizei um preto. Eu juro que nunca fiz nada parecido com isso nem mesmo em pensamento. Não tenham esse preconceito comigo. Na verdade sou ítalo-descendente. Italianos não escravizaram africanos no Brasil. Vieram pra cá e assim como os pretos trabalharam na lavoura. A diferença é que Escrava Isaura fez mais sucesso que Terra Nostra.
Ok. O que acabei de dizer foi uma piada de mal gosto porque eu não disse nela como os pretos sofreram mais que os italianos. Ok. Eu sei que os negros sofreram mais que qualquer raça no Brasil. Foram chicoteados. Torturados. Foi algo tão desumano que só um ser humano seria capaz de fazer igual. Brancos caçaram negros como animais. Mas também os compraram de outros negros. Sim. Ser dono de escravo nunca foi privilégio caucasiano e sim da sociedade dominante. Na África, uma tribo vencedora escravizava a outra e as vendia para os brancos sujos.
Lembra que eu disse que era ítalo-descendente? Então. Os italianos podem nunca terem escravizados os pretos, mas os romanos escravizaram os judeus. E eles já se vingaram de mim com juros e correção monetária, pois já fui escravo durante anos de um carnê das Casas Bahia.
Se é engraçado piada de gay e gordo, porque não é a de preto? Porque foram escravos no passado hoje são café-com-leite no mundo do humor? É isso? Eu posso fazer a piada com gay só porque seus ancestrais nunca foram escravos? Pense bem, talvez o gay na infância também tenha sofrido abusos de alguém mais velho com o chicote.
Se você acha que vai impor respeito me obrigando a usar o termo "negro" ou "afro-descendente" , tudo bem, eu posso fazer isso só pra agradar. Na minha cabeça você será apenas preto e eu branco, da mesma raça, a raça humana. E você nunca me verá por aí com uma camiseta escrita "100% humano", pois não tenho orgulho nenhum de ser dessa raça que discute coisas idiotas de uma forma superficial e discrimina o próprio irmão."
Danilo Gentili
Relacionamentos
Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:
- 'Ah, terminei o namoro... '
- 'Nossa, quanto tempo?'
- 'Cinco anos... Mas não deu certo... Acabou'
- É não deu...?
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante... E se o beijo bate... Se joga... Senão bate... Mais um Martini, por favor... E vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa ta com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você.
E vice versa.
Não fique com alguém por dó também.
Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.
Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer...
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.
Enfim... Quem disse que ser adulto é fácil?
(Arnaldo Jabor)
- 'Ah, terminei o namoro... '
- 'Nossa, quanto tempo?'
- 'Cinco anos... Mas não deu certo... Acabou'
- É não deu...?
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante... E se o beijo bate... Se joga... Senão bate... Mais um Martini, por favor... E vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa ta com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você.
E vice versa.
Não fique com alguém por dó também.
Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.
Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer...
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.
Enfim... Quem disse que ser adulto é fácil?
(Arnaldo Jabor)
Sou Assim
Quem quiser saber de mim
Tem que ter o coração aberto
Ser frugal, mas com alma de arlequim
Ter mistérios mas se deixar a descoberto.
Sou tantas em uma só
Que eu mesma não me reconheço
Muitas vezes choro de fazer dó
Outras, sou como o sol: radiante, amanheço!
Noutras tantas, sou como um rio em frente ao mar
Num impetuoso e caudaloso desaguar,
Filhote de pássaro querendo criar asas e voar
E nos momentos de solidão aprender a sonhar...
Dançarina vibrante nos cabarés da vida,
Danço nas ruas, na chuva, nas matas,
Vivendo emoções de maneira atrevida,
Distribuo amor como água em cascata...
Quem quiser saber de mim,
Que me queira assim, louca e inconstante,
Mas que venha, venha sim,
E caminhe comigo nessa vida errante...

(Sônia Maria Grillo)
Tem que ter o coração aberto
Ser frugal, mas com alma de arlequim
Ter mistérios mas se deixar a descoberto.
Sou tantas em uma só
Que eu mesma não me reconheço
Muitas vezes choro de fazer dó
Outras, sou como o sol: radiante, amanheço!
Noutras tantas, sou como um rio em frente ao mar
Num impetuoso e caudaloso desaguar,
Filhote de pássaro querendo criar asas e voar
E nos momentos de solidão aprender a sonhar...
Dançarina vibrante nos cabarés da vida,
Danço nas ruas, na chuva, nas matas,
Vivendo emoções de maneira atrevida,
Distribuo amor como água em cascata...
Quem quiser saber de mim,
Que me queira assim, louca e inconstante,
Mas que venha, venha sim,
E caminhe comigo nessa vida errante...
(Sônia Maria Grillo)
Só podemos dar aquilo que temos
Por Sandra Maia
É mais que verdadeira essa frase. Em termos de amor, só podemos dar aquilo que temos. De fato, isso serve para a vida. Por exemplo, se somos professores ensinamos o que sabemos. Paramos por aí? Não. Podemos querer mais e então nos especializamos, estudamos, fazemos de tudo para melhorar. E então galgamos novas posições. Profissionalizamos-nos. Fazemos da nossa vida o sonho.
Nas relações não deveria ser diferente. A única forma de aprendermos a nos relacionar é mesmo nos relacionando. Testando nossos limites, fazendo o que sabemos e o que não sabemos. Você, por exemplo, deve conhecer inúmeras pessoas que só o que sabem fazer é dizer sim, não exercitam o NÃO – o limite. Não exercitam se conhecer.

O foco não é para dentro. O foco está fora, no outro… E então, não há aprendizado. Não há crescimento ou evolução no lado emocional… Dizem sim para o que podem, o que têm e o que não têm. E depois – bem depois – cobram o outro, a si mesmas, o mundo por terem dado demais, por não terem recebido de volta, por não entenderem por quê o outro não corresponde. São, nesse sentido, infantis, agem como crianças, irresponsáveis…
Então, vamos ver o que acontece. Você acabou de conhecer um DEUS na terra. Sabe que ele não é assim tão divino – mas ok! Faz vista grossa e começa a sedução no caso das mulheres ou a conquista propriamente dita no caso dos homens. Recapitulando – racionalmente – você até consegue entender que, bom, não era mesmo o DEUS ou a DEUSA, mas segue em frente fazendo o seu melhor – quer dizer, o impossível.
Desdobra-se, abre mão dos seus compromissos, busca incansavelmente maneiras e formas de estar com o outro, demonstrar seu amor (?), sua disponibilidade… E daí – BOMBA! O outro não responde a seus apelos e declarações. Ou melhor, está muito distante de assumir, quer dizer, entrar no seu ritmo, na sua história, no seu modo de amar irreal. Ele tem o ritmo dele. Os problemas dele. A vida dele… Ou seja – uma disponibilidade mais que limitada, quando se trata de você, do seu tempo, da sua loucura, que – pasme – você insiste em chamar de amor.
Migalhas
Enfim, o tempo passa, a relação não acontece – pelo menos como você previa. Você se desgasta. O outro pousa com aquele ar de NÃO TO NEM AÍ e, sem mais nem porque, você está ferido, ressentido e até quem sabe – com a AUTO-ESTIMA ARRANHADA. E por quê? Por quase nada. Acostumou-se a receber migalhas e confunde isso com estar envolvido. Acha que isso pode ser amor não correspondido – que não tem sorte – que é a vítima, etc, etc… Tudo por não conseguir evoluir emocionalmente e distinguir o que é legal do que não é legal.
Essa noite, conversando com uma amiga, ela me dizia o seguinte. Dentro de um casamento feliz de mais de 15 anos – filhos, um marido exemplar, etc, etc – ela possuía uma regra nas épocas de namoro. O que mais valorizava num companheiro, dizia ela, não eram atributos como beleza, força, dinheiro – aparência e status de um modo geral… “Tudo isso passa. O que fica mesmo é a educação, a gentileza, o respeito. A elegância desse outro ser. Esses são valores que se enquadram nos meus e é tudo o que eu quero para minha vida, é minha escolha.”
Medos
Com esse filtro básico, ela conseguiu o que muitos de nós levará anos e anos para descobrir… Uma relação saudável pautada na decisão diária pelo amor, pelo vínculo, pelo companheirismo e pela vida a dois. Difícil, embora pareça fácil, essa escolha demanda abrir mão de muitos medos, do compreender que cada um dá o tipo de amor que tem e pode.
Necessita libertar-se da idéia fixa e obsessiva de querer transformar o outro, o mundo, demanda abrir mão do ego, da vaidade, da onipotência de querer o que não se tem. Entrar numa relação com a intenção de trazer o outro para o jogo não funciona!
As pessoas podem até mudar – mas não por nós. Podem e vão, se quiserem ou puderem, e é praticamente inviável ter sucesso em qualquer relação com essa base. Por isso, fica aqui mais um convite: antes de se apaixonar pela relação, pela possibilidade, pelo outro, apaixone-se por você. Aprenda mais com seus limites, com o que quer e não quer. Aprenda a dizer NÃO. As escolhas serão cada vez mais sensatas.
É mais que verdadeira essa frase. Em termos de amor, só podemos dar aquilo que temos. De fato, isso serve para a vida. Por exemplo, se somos professores ensinamos o que sabemos. Paramos por aí? Não. Podemos querer mais e então nos especializamos, estudamos, fazemos de tudo para melhorar. E então galgamos novas posições. Profissionalizamos-nos. Fazemos da nossa vida o sonho.
Nas relações não deveria ser diferente. A única forma de aprendermos a nos relacionar é mesmo nos relacionando. Testando nossos limites, fazendo o que sabemos e o que não sabemos. Você, por exemplo, deve conhecer inúmeras pessoas que só o que sabem fazer é dizer sim, não exercitam o NÃO – o limite. Não exercitam se conhecer.

O foco não é para dentro. O foco está fora, no outro… E então, não há aprendizado. Não há crescimento ou evolução no lado emocional… Dizem sim para o que podem, o que têm e o que não têm. E depois – bem depois – cobram o outro, a si mesmas, o mundo por terem dado demais, por não terem recebido de volta, por não entenderem por quê o outro não corresponde. São, nesse sentido, infantis, agem como crianças, irresponsáveis…
Então, vamos ver o que acontece. Você acabou de conhecer um DEUS na terra. Sabe que ele não é assim tão divino – mas ok! Faz vista grossa e começa a sedução no caso das mulheres ou a conquista propriamente dita no caso dos homens. Recapitulando – racionalmente – você até consegue entender que, bom, não era mesmo o DEUS ou a DEUSA, mas segue em frente fazendo o seu melhor – quer dizer, o impossível.
Desdobra-se, abre mão dos seus compromissos, busca incansavelmente maneiras e formas de estar com o outro, demonstrar seu amor (?), sua disponibilidade… E daí – BOMBA! O outro não responde a seus apelos e declarações. Ou melhor, está muito distante de assumir, quer dizer, entrar no seu ritmo, na sua história, no seu modo de amar irreal. Ele tem o ritmo dele. Os problemas dele. A vida dele… Ou seja – uma disponibilidade mais que limitada, quando se trata de você, do seu tempo, da sua loucura, que – pasme – você insiste em chamar de amor.
Migalhas
Enfim, o tempo passa, a relação não acontece – pelo menos como você previa. Você se desgasta. O outro pousa com aquele ar de NÃO TO NEM AÍ e, sem mais nem porque, você está ferido, ressentido e até quem sabe – com a AUTO-ESTIMA ARRANHADA. E por quê? Por quase nada. Acostumou-se a receber migalhas e confunde isso com estar envolvido. Acha que isso pode ser amor não correspondido – que não tem sorte – que é a vítima, etc, etc… Tudo por não conseguir evoluir emocionalmente e distinguir o que é legal do que não é legal.
Essa noite, conversando com uma amiga, ela me dizia o seguinte. Dentro de um casamento feliz de mais de 15 anos – filhos, um marido exemplar, etc, etc – ela possuía uma regra nas épocas de namoro. O que mais valorizava num companheiro, dizia ela, não eram atributos como beleza, força, dinheiro – aparência e status de um modo geral… “Tudo isso passa. O que fica mesmo é a educação, a gentileza, o respeito. A elegância desse outro ser. Esses são valores que se enquadram nos meus e é tudo o que eu quero para minha vida, é minha escolha.”
Medos
Com esse filtro básico, ela conseguiu o que muitos de nós levará anos e anos para descobrir… Uma relação saudável pautada na decisão diária pelo amor, pelo vínculo, pelo companheirismo e pela vida a dois. Difícil, embora pareça fácil, essa escolha demanda abrir mão de muitos medos, do compreender que cada um dá o tipo de amor que tem e pode.
Necessita libertar-se da idéia fixa e obsessiva de querer transformar o outro, o mundo, demanda abrir mão do ego, da vaidade, da onipotência de querer o que não se tem. Entrar numa relação com a intenção de trazer o outro para o jogo não funciona!
As pessoas podem até mudar – mas não por nós. Podem e vão, se quiserem ou puderem, e é praticamente inviável ter sucesso em qualquer relação com essa base. Por isso, fica aqui mais um convite: antes de se apaixonar pela relação, pela possibilidade, pelo outro, apaixone-se por você. Aprenda mais com seus limites, com o que quer e não quer. Aprenda a dizer NÃO. As escolhas serão cada vez mais sensatas.
Carnavalescos, por favor, errem!
É injusto que o Carnaval brasileiro seja simbolizado por um desfile tão contrário ao espírito carnavalesco, fruto de influência fascista
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CARO CARNAVALESCO , caro turista que vai desfilar neste Carnaval, eu gostaria de lhe fazer um pedido. Durante o desfile de sua escola de samba nos próximos dias, por favor, erre. Erre de propósito. Cometa bobagens imprevistas, saia do ritmo, embole a coreografia de seu grupo. Faça de tudo para que sua escola de samba ganhe notas péssimas dos jurados.
É um pedido estranho, mas que não tem o objetivo de sabotar a festa. Pelo contrário. Para que a diversão volte a acontecer, para que ela seja de fato um Carnaval, é preciso urgentemente errar mais na avenida.
O pedido se baseia na história. Por séculos e séculos, o Carnaval significou inversão de papéis, de julgamentos e de atitudes. Em outras palavras, significou fazer tudo ao contrário. Nas festas pagãs da Roma Antiga, que deram origem ao Carnaval cristão, escravos e seus senhores trocavam de posição: por um dia, eram os servos que mandavam. Já os europeus medievais faziam missas e procissões cômicas, desafiando a Igreja Católica, autoridade temerosa e indiscutível daquela época.
Uma festa parecida acontecia no Brasil. Durante as festas conhecidas como entrudos, as pessoas atiravam bolas de cera nos outros e faziam guerrinhas d’água pela rua, impressionando quem não estava habituado. Em 1832, o jovem Charles Darwin, ao visitar o Carnaval de Salvador com dois tenentes da Marinha britânica, escreveu assustado: “Achamos muito difícil manter a nossa dignidade enquanto caminhávamos pelas ruas”.
Essa algazarra deliciosamente sem noção foi silenciada na década de 30. Por influência de costumes e governos fascistas, a festa se aproximou de um desfile patriótico, com regras, jurados e horários marcados. Os foliões passaram a desfilar diante de autoridades do governo e de jurados, que avaliavam a disciplina, o figurino e a média de acertos dos grupos, dando notas até dez. Instituiu-se a obrigatoriedade de sambas com letras em prol da nação. Os instrumentos de sopro, que não remetiam à “cultura nacional”, foram proibidos.
As primeiras apresentações do Rio de Janeiro aconteceram na avenida Rio Branco, o mesmo local dos desfiles militares do dia 7 de setembro. A Deixa Falar, escola de samba mais antiga, desfilou em 1929 usando na comissão de frente cavalos da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Três anos depois, o samba-enredo da escola era A Primavera e a Revolução de Outubro, em homenagem à tomada de poder de Getúlio Vargas em outubro de 1930. A apresentação contou com participantes vestidos de militares.
Os sambas das escolas também foram atração nas primeiras edições da “Hora do Brasil”, programa criado pelo governo Vargas. Em 29 de janeiro de 1936, uma edição especial com a Estação Primeira de Mangueira foi transmitida para a rádio nacional da Alemanha nazista.
Criou-se nessa época o evento metódico que existe até hoje, com notas, vencedores, regras de conduta e, o que é mais incrível, uma trajetória retilínea. É injusto que o Carnaval brasileiro seja simbolizado por um desfile tão contrário ao espírito carnavalesco. Por isso, precisamos afastar o Carnaval brasileiro de seus tempos fascistas. Você pode fazer isso tomando atitudes simples durante o desfile. Basta praticar qualquer ação que irrite os dirigentes das escolas preocupados não com a sua diversão, mas com pontuações e patrocínios. Há diversas opções interessantes.
Uma delas: pare diante dos jurados, dê de ombros a eles, chame-os para invadir a avenida (se eles não estiverem dormindo). Ou então, em vez de cantar sambas politicamente corretos patrocinados por Hugo Chávez ou por mineradoras, deite no meio do desfile e finja-se de morto. Empurre o carro alegórico para o lado contrário. E, por favor, livre-se daquelas penugens horríveis: já foi o tempo em que os brasileiros tinham que oferecer macumba para turistas, fingir-se de exóticos bem comportados para ganhar pontos ou atrair atenção.
Já podemos deixar a Sapucaí de lado e dar mais atenção aos blocos de rua, onde algum Carnaval sobrevive. Repleta desse comportamento irresponsável, sua escola de samba se tornaria muito mais fiel ao Carnaval.
Durante todo o ano corremos para seguir ordens, ritmos e horários, lutamos para ser aprovados, atingir o grupo especial ou tirar dez. O Carnaval é um pequeno momento do ano destinado ao oposto. Nesses quatro dias, você está liberado para errar, para não ser aceito e se esforçar em tirar zero. Por favor, aproveite. Bons carnavalescos, em vez de torcer por graves notas dez na quarta-feira de cinzas, festejam o rebaixamento.
E, se os dirigentes das escolas reclamarem de seus erros, não se importe. Eles não sabem o que é Carnaval.
LEANDRO NARLOCH, jornalista.
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CARO CARNAVALESCO , caro turista que vai desfilar neste Carnaval, eu gostaria de lhe fazer um pedido. Durante o desfile de sua escola de samba nos próximos dias, por favor, erre. Erre de propósito. Cometa bobagens imprevistas, saia do ritmo, embole a coreografia de seu grupo. Faça de tudo para que sua escola de samba ganhe notas péssimas dos jurados. É um pedido estranho, mas que não tem o objetivo de sabotar a festa. Pelo contrário. Para que a diversão volte a acontecer, para que ela seja de fato um Carnaval, é preciso urgentemente errar mais na avenida.
O pedido se baseia na história. Por séculos e séculos, o Carnaval significou inversão de papéis, de julgamentos e de atitudes. Em outras palavras, significou fazer tudo ao contrário. Nas festas pagãs da Roma Antiga, que deram origem ao Carnaval cristão, escravos e seus senhores trocavam de posição: por um dia, eram os servos que mandavam. Já os europeus medievais faziam missas e procissões cômicas, desafiando a Igreja Católica, autoridade temerosa e indiscutível daquela época.
Uma festa parecida acontecia no Brasil. Durante as festas conhecidas como entrudos, as pessoas atiravam bolas de cera nos outros e faziam guerrinhas d’água pela rua, impressionando quem não estava habituado. Em 1832, o jovem Charles Darwin, ao visitar o Carnaval de Salvador com dois tenentes da Marinha britânica, escreveu assustado: “Achamos muito difícil manter a nossa dignidade enquanto caminhávamos pelas ruas”.
Essa algazarra deliciosamente sem noção foi silenciada na década de 30. Por influência de costumes e governos fascistas, a festa se aproximou de um desfile patriótico, com regras, jurados e horários marcados. Os foliões passaram a desfilar diante de autoridades do governo e de jurados, que avaliavam a disciplina, o figurino e a média de acertos dos grupos, dando notas até dez. Instituiu-se a obrigatoriedade de sambas com letras em prol da nação. Os instrumentos de sopro, que não remetiam à “cultura nacional”, foram proibidos.
As primeiras apresentações do Rio de Janeiro aconteceram na avenida Rio Branco, o mesmo local dos desfiles militares do dia 7 de setembro. A Deixa Falar, escola de samba mais antiga, desfilou em 1929 usando na comissão de frente cavalos da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Três anos depois, o samba-enredo da escola era A Primavera e a Revolução de Outubro, em homenagem à tomada de poder de Getúlio Vargas em outubro de 1930. A apresentação contou com participantes vestidos de militares.
Os sambas das escolas também foram atração nas primeiras edições da “Hora do Brasil”, programa criado pelo governo Vargas. Em 29 de janeiro de 1936, uma edição especial com a Estação Primeira de Mangueira foi transmitida para a rádio nacional da Alemanha nazista.
Criou-se nessa época o evento metódico que existe até hoje, com notas, vencedores, regras de conduta e, o que é mais incrível, uma trajetória retilínea. É injusto que o Carnaval brasileiro seja simbolizado por um desfile tão contrário ao espírito carnavalesco. Por isso, precisamos afastar o Carnaval brasileiro de seus tempos fascistas. Você pode fazer isso tomando atitudes simples durante o desfile. Basta praticar qualquer ação que irrite os dirigentes das escolas preocupados não com a sua diversão, mas com pontuações e patrocínios. Há diversas opções interessantes.
Uma delas: pare diante dos jurados, dê de ombros a eles, chame-os para invadir a avenida (se eles não estiverem dormindo). Ou então, em vez de cantar sambas politicamente corretos patrocinados por Hugo Chávez ou por mineradoras, deite no meio do desfile e finja-se de morto. Empurre o carro alegórico para o lado contrário. E, por favor, livre-se daquelas penugens horríveis: já foi o tempo em que os brasileiros tinham que oferecer macumba para turistas, fingir-se de exóticos bem comportados para ganhar pontos ou atrair atenção.
Já podemos deixar a Sapucaí de lado e dar mais atenção aos blocos de rua, onde algum Carnaval sobrevive. Repleta desse comportamento irresponsável, sua escola de samba se tornaria muito mais fiel ao Carnaval.
Durante todo o ano corremos para seguir ordens, ritmos e horários, lutamos para ser aprovados, atingir o grupo especial ou tirar dez. O Carnaval é um pequeno momento do ano destinado ao oposto. Nesses quatro dias, você está liberado para errar, para não ser aceito e se esforçar em tirar zero. Por favor, aproveite. Bons carnavalescos, em vez de torcer por graves notas dez na quarta-feira de cinzas, festejam o rebaixamento.
E, se os dirigentes das escolas reclamarem de seus erros, não se importe. Eles não sabem o que é Carnaval.
LEANDRO NARLOCH, jornalista.
EMBRIAGUEM-SE
É preciso estar sempre embriagado. Aí está: eis a única questão. Para não sentirem o fardo horrível do Tempo que verga e inclina para a terra, é preciso que se embriaguem sem descanso.
Com quê? Com vinho, poesia ou virtude, a escolher. Mas embriaguem-se.

E se, porventura, nos degraus de um palácio, sobre a relva verde de um fosso, na solidão morna do quarto, a embriaguez diminuir ou desaparecer quando você acordar, pergunte ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que flui, a tudo que geme, a tudo que gira, a tudo que canta, a tudo que fala, pergunte que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio responderão: “É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso”. Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.
Baudelaire
Com quê? Com vinho, poesia ou virtude, a escolher. Mas embriaguem-se.
E se, porventura, nos degraus de um palácio, sobre a relva verde de um fosso, na solidão morna do quarto, a embriaguez diminuir ou desaparecer quando você acordar, pergunte ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que flui, a tudo que geme, a tudo que gira, a tudo que canta, a tudo que fala, pergunte que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio responderão: “É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso”. Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.
Baudelaire
Aristogatos
Nunca imaginei ter um bicho de estimação por uma questão de ordem prática: moro em apartamento, sempre morei. E se morasse em casa, escolheria um cachorro. Logo, nunca considerei a hipótese de ter um gato, fosse no térreo ou no décimo andar. Quando me falavam em gato, eu recorria a todos os clichês pra encerrar o assunto: gato é um animal frio, não interage, a troco de quê ter um enfeite de quarto patas circulando pela casa?
Hoje, dona apaixonada de um gato de cinco meses (e morando no décimo andar), já consigo responder a essa pergunta pegando emprestada a frase de um tal Wesley Bates: “Não há necessidade de esculturas numa casa aonde vive um gato.” Boa, Wesley, seja você quem for. Gato é a manifestação bíblica da elegância, é uma obra de arte em movimento. E se levarmos em consideração que a elegância anda perdendo de dez a zero para a vulgaridade, Está aí um bom motivo para ter um bichano aninhado entre as almofadas.
Só que encasquetei de buscar argumentos ainda mais conclusivos. Porque, afinal, eu me encasquetei de tal modo pelo bichano? Comecei a ler outras frases irônicas e aparentemente pouco elogiosas. Mark Twain disse que gatos são inteligentes: aprendem qualquer crime com facilidade. Francis galton disse que o gato é antissocial. Rob Kopack disse que, se eles pudessem falar, mentiriam para nós. Saki disse que o gato é doméstico só até onde convém aos seus interesses. Estava explicado porque gamei: qual a mulher que não tem uma quedinha por cafajestes?
Ser dona de um cachorro deve ser sensacional. Lealdade, companheirismo, reciprocidade, eu sei, eu sei, vi o filme do Marley. Cão é boa gente. Só que meu cachorro preferido no cinema nunca foi da estirpe de um Marley. Era o vagabundo, sabe aquele do desenho animado? O que reparte com a dama um fio de macarrão, ambos mastigam, um de cada lado, e mastigam, mastigam, até que (suspiro... a emoção impede que eu continue). Eu trocaria todos os príncipes loiros e bem comportados da Branca de Neve e da Cinderela pelo livre e irreverente Vagabundo, que foi o personagem fetiche da minha infância. E, lembrando dele agora, consigo entender a razão: aquele malandro tinha alma de gato.
Imagino que, com esta crônica, eu esteja revelando o lado menos nobre do meu ser. Pareço tão sensata, tão bem resolvida, tão madura, mas – quá! -, tenho outra por dentro. Que vergonha. Levei mais de 40 anos para em dar conta de que não faço questão de uma criatura que me siga, que me agrade, que me idolatre, que me atenda imediatamente ao ser chamado, que me convide para passear com ele todo dia. Sendo charmoso, na dele e possuindo ao menos alguma condescendência comigo, já tem jogo.
Cristo, um simples gato me fez descobrir que sou mulher de bandido.
Martha Medeiros
Hoje, dona apaixonada de um gato de cinco meses (e morando no décimo andar), já consigo responder a essa pergunta pegando emprestada a frase de um tal Wesley Bates: “Não há necessidade de esculturas numa casa aonde vive um gato.” Boa, Wesley, seja você quem for. Gato é a manifestação bíblica da elegância, é uma obra de arte em movimento. E se levarmos em consideração que a elegância anda perdendo de dez a zero para a vulgaridade, Está aí um bom motivo para ter um bichano aninhado entre as almofadas.Só que encasquetei de buscar argumentos ainda mais conclusivos. Porque, afinal, eu me encasquetei de tal modo pelo bichano? Comecei a ler outras frases irônicas e aparentemente pouco elogiosas. Mark Twain disse que gatos são inteligentes: aprendem qualquer crime com facilidade. Francis galton disse que o gato é antissocial. Rob Kopack disse que, se eles pudessem falar, mentiriam para nós. Saki disse que o gato é doméstico só até onde convém aos seus interesses. Estava explicado porque gamei: qual a mulher que não tem uma quedinha por cafajestes?
Ser dona de um cachorro deve ser sensacional. Lealdade, companheirismo, reciprocidade, eu sei, eu sei, vi o filme do Marley. Cão é boa gente. Só que meu cachorro preferido no cinema nunca foi da estirpe de um Marley. Era o vagabundo, sabe aquele do desenho animado? O que reparte com a dama um fio de macarrão, ambos mastigam, um de cada lado, e mastigam, mastigam, até que (suspiro... a emoção impede que eu continue). Eu trocaria todos os príncipes loiros e bem comportados da Branca de Neve e da Cinderela pelo livre e irreverente Vagabundo, que foi o personagem fetiche da minha infância. E, lembrando dele agora, consigo entender a razão: aquele malandro tinha alma de gato.
Imagino que, com esta crônica, eu esteja revelando o lado menos nobre do meu ser. Pareço tão sensata, tão bem resolvida, tão madura, mas – quá! -, tenho outra por dentro. Que vergonha. Levei mais de 40 anos para em dar conta de que não faço questão de uma criatura que me siga, que me agrade, que me idolatre, que me atenda imediatamente ao ser chamado, que me convide para passear com ele todo dia. Sendo charmoso, na dele e possuindo ao menos alguma condescendência comigo, já tem jogo.
Cristo, um simples gato me fez descobrir que sou mulher de bandido.
Martha Medeiros
Jantar com mulher (recebi por e-mail e... fatão!)
Quando um homem chama uma mulher para sair, não sabe o grau de estresse que isso desencadeia em nossas vidas. O que venho contar aqui hoje é mais dedicado aos homens do que às mulheres. Acho importante que eles saibam o que se passa nos bastidores. Você, mulher, está flertando um Zé Ruela qualquer. Com sorte, ele acaba te chamando para sair. Vamos supor, um jantar.

Ele diz, como se fosse a coisa mais simples do mundo 'Vamos jantar amanhã?'.
Você sorri e responde, como se fosse a coisa mais simples do mundo: 'Claro, vamos sim'.
Começou o inferno na Terra. Foi dada a largada. Você começa a se reprogramar mentalmente e pensar em tudo que tem que fazer para estar apresentável até lá. Cancela todos os seus compromissos canceláveis e começa a odisséia.
Evidentemente, você também para de comer, afinal, quer estar em forma no dia do jantar e mulher sempre se acha gorda. Daqui pra frente, você começa a fazer a dieta do queijo: fica sem comer nada o dia inteiro e quando sente que vai desmaiar come uma fatia de queijo. Muito saudável.
Primeira coisa: fazer mãos e pés. Quem se importa se é inverno e você provavelmente vai usar uma bota de cano alto? Mãos e pés tem que estar feitos - e lá se vai uma hora do seu dia. Vocês (homens) devem estar se perguntando 'Mão tudo bem, mas porque pé, se ela vai de botas?' Lei de Murphy. Sempre dá merda.
Uma vez pensei assim e o infeliz me levou para um restaurante japonês daqueles em que tem que tirar o sapato para sentar naqueles tatames. Tomei no cu bonito! Tive que tirar o sapato com aquela sola do pé cracuda, esmalte semi-descascado e cutícula do tamanho de um champignon! Vai que ele te coloca em alguma outra situação impossível de prever que te obriga a tirar o sapato? Para nossa paz de espírito, melhor fazer mão é pé, até porque boa parte dessa raça tem uma tara bizarra por pé feminino. OBS: Isso me emputece. Passo horas na academia malhando minha bunda e o desgraçado vai reparar justamente onde? Na porra do pé! Isso é coisa de... Melhor mudar de assunto...
As mais caprichosas, além de fazer mão e pé, ainda fazem algum tratamento capilar no salão: hidratação, escova, corte, tintura, retoque de raiz, etc. Eu não faço, mas conheço quem faça.
Ah sim, já ia esquecendo. Tem a depilação. Essa os homens não podem nem contestar. Quem quer sair com uma mulher não depilada, mesmo que seja apenas para um inocente jantar? Lá vai você depilar perna, axila, virilha, sobrancelha etc, etc. Tem mulher que depila até o cu! Mulher sofre! E lá se vai mais uma hora do seu dia. E uma hora bem dolorida, diga-se de passagem.
Dia seguinte.
É hoje seu grande dia. Quando vou sair com alguém, faço questão da dar uma passada na academia no dia, para malhar desumanamente até quase cuspir o pulmão. Não, não é para emagrecer, é para deixar minha bunda e minhas pernas enormes e durinhas (elas ficam inchadas depois de malhar).
Geralmente, o Zé Ruela não comunica onde vai levar a gente. Surge aquele dilema da roupa. Com certeza você vai errar, resta escolher se quer errar para mais ou para menos. Se te serve de consolo, ele não vai perceber.
Alias, ele não vai perceber nada. Você pode aparecer de Armani ou enrolada em um saco de batatas, tanto faz. Eles não reparam em detalhe nenhum, mas sabem dizer quando estamos bonitas (só não sabem o porquê). Mas, é como dizia Angie Dickinson: 'Eu me visto para as mulheres e me dispo para os homens'. Não tem como, a gente se arruma, mesmo que eles não reparem.
Escolhida a roupa, com a resignação que você vai errar, para mais ou para menos, vem a etapa do banho. Depois do banho e do cabelo, vem a maquiagem. Nessa etapa eu perco muito tempo. Lá vai a babaca separar cílio por cílio com palito de dente depois de passar rímel.
Depois vem a hora de se vestir. Homens não entendem, mas tem dias que a gente acorda gorda. É sério, no dia anterior o corpo estava lindo e no dia seguinte... PORCA! Não sei o que é (provavelmente nossa imaginação), mas eu juro que acontece. Muitas vezes você compra uma roupa para um evento, na loja fica linda e na hora de sair fica uma merda. Se for um desses dias em que seu corpo está uma merda e o espelho está de sacanagem com a sua cara, é provável que você acabe com um pilha de roupas recusadas em cima da cama, chorando, com um armário cheio de roupa gritando 'EU NÃO TENHO ROOOOOUUUUUPAAAA'. O chato é ter que refazer a maquiagem. E quando você inventa de colocar aquela calça apertada e tem que deitar na cama e pedir para outro ser humano enfiar ela em você? Uma gracinha, já vai para o jantar lacrada a vácuo. Se espirrar a calça perfura o pâncreas.
Ok, você achou uma roupa que ficou boa. Vem o dilema da lingerie. Salvo raras exceções, roupa feminina (incluindo lingerie) ou é bonita, ou é confortável.
Você olha para aquela sua calcinha de algodão do tamanho de uma lona de circo. Ela é confortável. E cor de pele. Praticamente um método anticoncepcional. Você pensa 'Eu não vou dar para ele hoje mesmo, que se foooda'. Você veste a calcinha. Aí bate a culpa. Eu sinto culpa se ando com roupa confortável, meu inconsciente já associou estar bem vestida a sofrimento. Aí você começa a pensar 'E se mesmo sem dar para ele, ele pode acabar vendo a minha calcinha... Vai que no restaurante tem uma escada e eu tenho que subir na frente dele... se ele olhar para essa calcinha, broxará para todo o sempre comigo...'. Muito puta da vida, você tira a sua calcinha amiga e coloca uma daquelas porras mínimas e rendadas, que com certeza vão ficar entrando na sua bunda a noite toda. Melhor prevenir.
Os sapatos. Vale o mesmo que eu disse sobre roupas: ou é bonito, ou é confortável. Geralmente, quando tenho um encontro importante, opto por UMA PEÇA de roupa bem bonita e desconfortável, e o resto menos bonito mas confortável. FATO: Lei de Murphy impera. Com certeza me vai ser exigido esforço da parte comprometida pelo desconforto. Exemplo: Vou com roupa confortável e sapato assassino. Certeza que no meio da noite o animal vai soltar um 'Sei que você adora dançar, vamos sair para dançar! Eu tento fazer parecer que as lágrimas são de emoção. Uma vez, um sapato me machucou tanto, mas tanto, que fiz um bilhete para mim mesma e colei no sapato, para lembrar de nunca mais usar!. Porque eu não dei o sapato? Porra... me custou muito caro. Posso não usá-lo, mas quero tê-lo. Eu sei, eu sei, materialista do caralho. Vou voltar como besouro de esterco na próxima encarnação e comer muito coco para ver se evoluo espiritualmente! Mas por hora, o sapato fica.
Depois que você está toda montadinha, lutando mentalmente com seus dilemas do tipo 'será que dou para ele? É o terceiro encontro, talvez eu deva dar...' Começa a bater a ansiedade. Cada uma lida de um jeito.
Tenho um faniquito e começo a dizer que não quero ir. Não para ele, ligo para a infeliz da minha melhor amiga e digo que não quero mais ir, que sair para conhecer pessoas é muito estressante, que se um dia eu tiver um AVC é culpa dessa tensão toda que eu passei na vida toda em todos os primeiros encontros e que quero voltar tartaruga na próxima encarnação. Ela, coitada, escuta pacientemente e tenta me acalmar.
Agora imaginem vocês, se depois de tudo isso, o filho da puta liga e cancela o encontro? 'Surgiu um imprevisto, podemos deixar para semana que vem?'.
Gente, não é má vontade ou intransigência, mas eu acho inadmissível uma coisa dessas, a menos que seja algo muito grave! Eu fico puta, puta, PUTA da vida!
Claro, na cabecinha deles não custa nada mesmo, eles acham que é simples, que a gente levantou da cama e foi direto pro carro deles. Se eles soubessem o trabalho que dá, o estresse, o tempo perdido... nunca ousariam remarcar nada.
Se fode aí! Vem me buscar de maca e no soro, mas não desmarque comigo! Até porque, a essas alturas, a dieta radical do queijo está quase te fazendo desmaiar de fome, é questão de vida ou morte a porra do jantar! NÃO CANCELEM ENCONTROS A MENOS QUE TENHA ACONTECIDO ALGO MUITO, MUITO, GRAVE! DO TIPO...MORRER A MÃE OU O PAI TER UM AVC NO TRÂNSITO.
Supondo que ele venha. Ele liga e diz que está chegando. Você passa perfume, escova os dentes e vai. Quando entra no carro já toma um eufemismo na lata 'HUMMM... tá cheirosa!' (tecla sap: 'Passou muito perfume, porra'). Ele nem sequer olha para a sua roupa. Ele não repara em nada, ele acha que você é assim ao natural. Eu não ligo, porque acho que homem que repara muito é meio viado, mas isso frustra algumas mulheres. E se ele for tirar a sua roupa, grandes chances dele tirar a calça junto com a calcinha e nem ver. Pois é, Minha Amiga, você passou a noite toda com a rendinha atochada no rego (que por sinal custou muito caro) para nada. Homens, vocês sabiam que uma boa calcinha, de marca, pode custar o mesmo que um MP4? Favor tirar sem rasgar.
Quando é comigo, passo tanto estresse que chego no jantar com um pouco de raiva do cidadão. No meio da noite, já não sinto mais meus dedos dos pés, devido ao princípio de gangrena em função do sapato de bico fino. Quando ele conta piadas e ri eu penso 'É, eu também estaria de bom humor, contando piada, se não fosse essa calcinha intra-uterina raspando no colo do meu útero'. A culpa não é deles, é minha, por ser surtada com a estética. Sinto o estômago fagocitando meu fígado, mas apenas belisco a comida de leve. Fico constrangida de mostrar toda a minha potência estomacal assim, de primeira.
Para finalizar, quero ressaltar que eu falei aqui do desgaste emocional e da disponibilidade de tempo que um encontro nos provoca. Nem sequer entrei no mérito do DINHEIRO.. Pois é, tudo isso custa caro. Vou fazer uma estimativa POR BAIXO, muito por baixo, porque geralmente pagamos bem mais do que isso e fazemos mais tratamentos estéticos:
Roupa............... ......... ......... ......... R$ 200,00
Lingerie.... ......... ......... ......... .........R$ 80,00
Maquiagem... ......... ........... ......... ....R$ 50,00
Sapato...... .......... ......... ....... ........R$ 150,00
Depilação..... ......... ......... ..... .... .....R$ 50,00
Mão e pé........... ......... ......... ......R$ 15,00
Perfume..... .......... ......... ....... .......R$ 80,00
Pílula anticoncepcional. ......... .............R$ 20,00
Ou seja, JOGANDO O VALOR BEM PARA BAIXO, gastamos, no barato, R$ 500,00 para sair com um Zé Ruela. Entendem porque eu bato o pé e digo que homem TEM QUE PAGAR O MOTEL? A gente gasta muito mais para sair com eles do que ele com a gente!
Por isto amigos, valorizem seu próximo encontro e aprendam um pouco mais, sobre este ser fantástico, chamado mulher.

Ele diz, como se fosse a coisa mais simples do mundo 'Vamos jantar amanhã?'.
Você sorri e responde, como se fosse a coisa mais simples do mundo: 'Claro, vamos sim'.
Começou o inferno na Terra. Foi dada a largada. Você começa a se reprogramar mentalmente e pensar em tudo que tem que fazer para estar apresentável até lá. Cancela todos os seus compromissos canceláveis e começa a odisséia.
Evidentemente, você também para de comer, afinal, quer estar em forma no dia do jantar e mulher sempre se acha gorda. Daqui pra frente, você começa a fazer a dieta do queijo: fica sem comer nada o dia inteiro e quando sente que vai desmaiar come uma fatia de queijo. Muito saudável.
Primeira coisa: fazer mãos e pés. Quem se importa se é inverno e você provavelmente vai usar uma bota de cano alto? Mãos e pés tem que estar feitos - e lá se vai uma hora do seu dia. Vocês (homens) devem estar se perguntando 'Mão tudo bem, mas porque pé, se ela vai de botas?' Lei de Murphy. Sempre dá merda.
Uma vez pensei assim e o infeliz me levou para um restaurante japonês daqueles em que tem que tirar o sapato para sentar naqueles tatames. Tomei no cu bonito! Tive que tirar o sapato com aquela sola do pé cracuda, esmalte semi-descascado e cutícula do tamanho de um champignon! Vai que ele te coloca em alguma outra situação impossível de prever que te obriga a tirar o sapato? Para nossa paz de espírito, melhor fazer mão é pé, até porque boa parte dessa raça tem uma tara bizarra por pé feminino. OBS: Isso me emputece. Passo horas na academia malhando minha bunda e o desgraçado vai reparar justamente onde? Na porra do pé! Isso é coisa de... Melhor mudar de assunto...
As mais caprichosas, além de fazer mão e pé, ainda fazem algum tratamento capilar no salão: hidratação, escova, corte, tintura, retoque de raiz, etc. Eu não faço, mas conheço quem faça.
Ah sim, já ia esquecendo. Tem a depilação. Essa os homens não podem nem contestar. Quem quer sair com uma mulher não depilada, mesmo que seja apenas para um inocente jantar? Lá vai você depilar perna, axila, virilha, sobrancelha etc, etc. Tem mulher que depila até o cu! Mulher sofre! E lá se vai mais uma hora do seu dia. E uma hora bem dolorida, diga-se de passagem.
Dia seguinte.
É hoje seu grande dia. Quando vou sair com alguém, faço questão da dar uma passada na academia no dia, para malhar desumanamente até quase cuspir o pulmão. Não, não é para emagrecer, é para deixar minha bunda e minhas pernas enormes e durinhas (elas ficam inchadas depois de malhar).
Geralmente, o Zé Ruela não comunica onde vai levar a gente. Surge aquele dilema da roupa. Com certeza você vai errar, resta escolher se quer errar para mais ou para menos. Se te serve de consolo, ele não vai perceber.
Alias, ele não vai perceber nada. Você pode aparecer de Armani ou enrolada em um saco de batatas, tanto faz. Eles não reparam em detalhe nenhum, mas sabem dizer quando estamos bonitas (só não sabem o porquê). Mas, é como dizia Angie Dickinson: 'Eu me visto para as mulheres e me dispo para os homens'. Não tem como, a gente se arruma, mesmo que eles não reparem.
Escolhida a roupa, com a resignação que você vai errar, para mais ou para menos, vem a etapa do banho. Depois do banho e do cabelo, vem a maquiagem. Nessa etapa eu perco muito tempo. Lá vai a babaca separar cílio por cílio com palito de dente depois de passar rímel.
Depois vem a hora de se vestir. Homens não entendem, mas tem dias que a gente acorda gorda. É sério, no dia anterior o corpo estava lindo e no dia seguinte... PORCA! Não sei o que é (provavelmente nossa imaginação), mas eu juro que acontece. Muitas vezes você compra uma roupa para um evento, na loja fica linda e na hora de sair fica uma merda. Se for um desses dias em que seu corpo está uma merda e o espelho está de sacanagem com a sua cara, é provável que você acabe com um pilha de roupas recusadas em cima da cama, chorando, com um armário cheio de roupa gritando 'EU NÃO TENHO ROOOOOUUUUUPAAAA'. O chato é ter que refazer a maquiagem. E quando você inventa de colocar aquela calça apertada e tem que deitar na cama e pedir para outro ser humano enfiar ela em você? Uma gracinha, já vai para o jantar lacrada a vácuo. Se espirrar a calça perfura o pâncreas.
Ok, você achou uma roupa que ficou boa. Vem o dilema da lingerie. Salvo raras exceções, roupa feminina (incluindo lingerie) ou é bonita, ou é confortável.
Você olha para aquela sua calcinha de algodão do tamanho de uma lona de circo. Ela é confortável. E cor de pele. Praticamente um método anticoncepcional. Você pensa 'Eu não vou dar para ele hoje mesmo, que se foooda'. Você veste a calcinha. Aí bate a culpa. Eu sinto culpa se ando com roupa confortável, meu inconsciente já associou estar bem vestida a sofrimento. Aí você começa a pensar 'E se mesmo sem dar para ele, ele pode acabar vendo a minha calcinha... Vai que no restaurante tem uma escada e eu tenho que subir na frente dele... se ele olhar para essa calcinha, broxará para todo o sempre comigo...'. Muito puta da vida, você tira a sua calcinha amiga e coloca uma daquelas porras mínimas e rendadas, que com certeza vão ficar entrando na sua bunda a noite toda. Melhor prevenir.
Os sapatos. Vale o mesmo que eu disse sobre roupas: ou é bonito, ou é confortável. Geralmente, quando tenho um encontro importante, opto por UMA PEÇA de roupa bem bonita e desconfortável, e o resto menos bonito mas confortável. FATO: Lei de Murphy impera. Com certeza me vai ser exigido esforço da parte comprometida pelo desconforto. Exemplo: Vou com roupa confortável e sapato assassino. Certeza que no meio da noite o animal vai soltar um 'Sei que você adora dançar, vamos sair para dançar! Eu tento fazer parecer que as lágrimas são de emoção. Uma vez, um sapato me machucou tanto, mas tanto, que fiz um bilhete para mim mesma e colei no sapato, para lembrar de nunca mais usar!. Porque eu não dei o sapato? Porra... me custou muito caro. Posso não usá-lo, mas quero tê-lo. Eu sei, eu sei, materialista do caralho. Vou voltar como besouro de esterco na próxima encarnação e comer muito coco para ver se evoluo espiritualmente! Mas por hora, o sapato fica.
Depois que você está toda montadinha, lutando mentalmente com seus dilemas do tipo 'será que dou para ele? É o terceiro encontro, talvez eu deva dar...' Começa a bater a ansiedade. Cada uma lida de um jeito.
Tenho um faniquito e começo a dizer que não quero ir. Não para ele, ligo para a infeliz da minha melhor amiga e digo que não quero mais ir, que sair para conhecer pessoas é muito estressante, que se um dia eu tiver um AVC é culpa dessa tensão toda que eu passei na vida toda em todos os primeiros encontros e que quero voltar tartaruga na próxima encarnação. Ela, coitada, escuta pacientemente e tenta me acalmar.
Agora imaginem vocês, se depois de tudo isso, o filho da puta liga e cancela o encontro? 'Surgiu um imprevisto, podemos deixar para semana que vem?'.
Gente, não é má vontade ou intransigência, mas eu acho inadmissível uma coisa dessas, a menos que seja algo muito grave! Eu fico puta, puta, PUTA da vida!
Claro, na cabecinha deles não custa nada mesmo, eles acham que é simples, que a gente levantou da cama e foi direto pro carro deles. Se eles soubessem o trabalho que dá, o estresse, o tempo perdido... nunca ousariam remarcar nada.
Se fode aí! Vem me buscar de maca e no soro, mas não desmarque comigo! Até porque, a essas alturas, a dieta radical do queijo está quase te fazendo desmaiar de fome, é questão de vida ou morte a porra do jantar! NÃO CANCELEM ENCONTROS A MENOS QUE TENHA ACONTECIDO ALGO MUITO, MUITO, GRAVE! DO TIPO...MORRER A MÃE OU O PAI TER UM AVC NO TRÂNSITO.
Supondo que ele venha. Ele liga e diz que está chegando. Você passa perfume, escova os dentes e vai. Quando entra no carro já toma um eufemismo na lata 'HUMMM... tá cheirosa!' (tecla sap: 'Passou muito perfume, porra'). Ele nem sequer olha para a sua roupa. Ele não repara em nada, ele acha que você é assim ao natural. Eu não ligo, porque acho que homem que repara muito é meio viado, mas isso frustra algumas mulheres. E se ele for tirar a sua roupa, grandes chances dele tirar a calça junto com a calcinha e nem ver. Pois é, Minha Amiga, você passou a noite toda com a rendinha atochada no rego (que por sinal custou muito caro) para nada. Homens, vocês sabiam que uma boa calcinha, de marca, pode custar o mesmo que um MP4? Favor tirar sem rasgar.
Quando é comigo, passo tanto estresse que chego no jantar com um pouco de raiva do cidadão. No meio da noite, já não sinto mais meus dedos dos pés, devido ao princípio de gangrena em função do sapato de bico fino. Quando ele conta piadas e ri eu penso 'É, eu também estaria de bom humor, contando piada, se não fosse essa calcinha intra-uterina raspando no colo do meu útero'. A culpa não é deles, é minha, por ser surtada com a estética. Sinto o estômago fagocitando meu fígado, mas apenas belisco a comida de leve. Fico constrangida de mostrar toda a minha potência estomacal assim, de primeira.
Para finalizar, quero ressaltar que eu falei aqui do desgaste emocional e da disponibilidade de tempo que um encontro nos provoca. Nem sequer entrei no mérito do DINHEIRO.. Pois é, tudo isso custa caro. Vou fazer uma estimativa POR BAIXO, muito por baixo, porque geralmente pagamos bem mais do que isso e fazemos mais tratamentos estéticos:
Roupa............... ......... ......... ......... R$ 200,00
Lingerie.... ......... ......... ......... .........R$ 80,00
Maquiagem... ......... ........... ......... ....R$ 50,00
Sapato...... .......... ......... ....... ........R$ 150,00
Depilação..... ......... ......... ..... .... .....R$ 50,00
Mão e pé........... ......... ......... ......R$ 15,00
Perfume..... .......... ......... ....... .......R$ 80,00
Pílula anticoncepcional. ......... .............R$ 20,00
Ou seja, JOGANDO O VALOR BEM PARA BAIXO, gastamos, no barato, R$ 500,00 para sair com um Zé Ruela. Entendem porque eu bato o pé e digo que homem TEM QUE PAGAR O MOTEL? A gente gasta muito mais para sair com eles do que ele com a gente!
Por isto amigos, valorizem seu próximo encontro e aprendam um pouco mais, sobre este ser fantástico, chamado mulher.
Minha cama está mais vazia
Ontem minha vida ficou mais triste. Perdi uma amiga. Mais que isso, perdi uma filha, uma companheira. Um eterno bebê aos meus olhos. Com menos de 2 anos ela se foi e nem pude me despedir. Meu sonho de ter um gato peludo veio com bônus... era uma gatinha linda, carinhosa, calma, delicada... talvez até demais. Se escondia na hora do remédio e fazia cara feia depois de tomá-lo. E tinha de toma-lo, senão convulsionava até quatro vezes por dia. Por meses. E então parou, nunca mais teve. Saúde perfeita.
Era linda: ia no banheiro me dar bom dia, pedia com os olhos pra amarrotar o edredom encima de mim e subia na minha barriga fazendo "massagem" e ronronando. Não era muito de colo, por ter muito pêlo tudo esquentava demais e ela reclamava com um miadinho que só ela sabia fazer quando a pegavamos. Posuda, adorava fazer um bico pra foto. Tudo ia bem até o dia que parou de comer... nada a agradava, emagreceu... mas não deixou por um só dia de ser o doce de sempre. Mesmo internada, com todos os cuidados, não aguentou a lipidose hepática e se foi.
Mesmo com os outros 9 "filhos", o vazio é enorme. Me sinto pequena diante da morte, da impossibilidade de curá-la, de trazê-la de volta... Tudo perde o sentido quando alguém que amamos é tirado tão de repente de nós. Sem explicação, sem sentido. Tão injustamente.
Só me resta sentir sua falta... E tentar acreditar que ela esta melhor onde está agora pra conseguir seguir em frente...

Nicole
Descanse em paz, minha ursinha. Vou te amar pra sempre.
Era linda: ia no banheiro me dar bom dia, pedia com os olhos pra amarrotar o edredom encima de mim e subia na minha barriga fazendo "massagem" e ronronando. Não era muito de colo, por ter muito pêlo tudo esquentava demais e ela reclamava com um miadinho que só ela sabia fazer quando a pegavamos. Posuda, adorava fazer um bico pra foto. Tudo ia bem até o dia que parou de comer... nada a agradava, emagreceu... mas não deixou por um só dia de ser o doce de sempre. Mesmo internada, com todos os cuidados, não aguentou a lipidose hepática e se foi.
Mesmo com os outros 9 "filhos", o vazio é enorme. Me sinto pequena diante da morte, da impossibilidade de curá-la, de trazê-la de volta... Tudo perde o sentido quando alguém que amamos é tirado tão de repente de nós. Sem explicação, sem sentido. Tão injustamente.
Só me resta sentir sua falta... E tentar acreditar que ela esta melhor onde está agora pra conseguir seguir em frente...
Descanse em paz, minha ursinha. Vou te amar pra sempre.
Poesia Desejo - Vitor Hugo

Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga “Isso é meu”,
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.
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